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quarta-feira, 15 de maio de 2019

A Cidade da Água em Almada já foi apresentada

Arrancou o maior projeto de requalificação urbana depois da Expo-98

Foi apresentado esta terça-feira em Almada aquele que é considerado o maior projeto de requalificação urbana do país desde a Expo 98. Nos antigos terrenos da Lisnave vai nascer a Cidade da Água, para onde está prevista a construção de casas, comércio, serviços, espaços culturais, uma marina, um terminal fluvial, um novo hotel, um museu e um centro de congressos. A apresentação ficou a cargo do Grupo Baía do Tejo, participada com mandato para gestão e promoção imobiliária de ativos da Parpública, a quem pertence o terreno. Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, diz que esta "Cidade da Água" vai obrigar ao reforço das vias de acesso e à transferência do terminal fluvial. Segundo Sérgio Saraiva, administrador da Baía do Tejo, o promotor imobiliário que ficar com o projeto terá de suportar “uma série de obrigações”, nomeadamente todos os custos das infraestruturas que serão construídas, incluindo a construção da marina e do terminal fluvial.
Cidade da Água vai revolucionar Almada 

"Estamos a falar da construção da marina, do terminal fluvial, da ligação ao Metro Sul do Tejo, estradas, no fundo das infraestruturas necessárias ao desenvolvimento do maior projeto imobiliário em Portugal desde a Expo98", disse o administrador da Baía do Tejo, empresa pública que tem a responsabilidade de requalificar os territórios das antigas áreas industriais da Quimiparque, no Barreiro, da Siderurgia, no Seixal, e da Margueira, em Almada.
"O que está definido é que será o promotor a suportar o custo das infraestruturas. O plano define claramente as responsabilidades das várias entidades em jogo. E, nesse sentido, está definido que o promotor tem uma série de obrigações se quiser desenvolver aquele plano", acrescentou o administrador da Baía Tejo
Sérgio Saraiva falava a cerca de uma centena de pessoas na apresentação do projeto Cidade da Água a representantes de grupos económicos nacionais e estrangeiros, alguns dos quais poderão, eventualmente, participar no concurso público que deverá ser lançado ainda no primeiro semestre deste ano.
Segundo a Baía do Tejo, o projeto Cidade da Água, que será desenvolvido numa área global de 630.246 metros quadrados nos antigos estaleiros da Margueira, além do parque habitacional, tem igualmente prevista a instalação de um hotel, um museu e de um centro de congressos, ligados entre si por praças e canais, dando origem a um conjunto de novos espaços públicos.

"Cidade da Água" vai obrigar ao reforço dos acessos a Almada
Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, diz que esta "Cidade da Água" vai obrigar ao reforço das vias de acesso e à transferência do terminal fluvial.
"Está previsto a transferência do terminal dos barcos para aquela zona. Terá que haver um grande reforço. O mais complicado - e que ainda estamos a rever - é o facto de as pessoas poderem aceder mais facilmente ou à ponte ou, eventualmente, um novo túnel, que a ser seria na Trafaria", explica a autarca. 
Inês de Medeiros estima que cerca de 30 mil pessoas poderão viver na "Cidade da Água". Contudo, explica, o objetivo não é que seja um dormitório, "é um sítio para as pessoas viverem, mas também para trabalharem".
O projeto está aprovado há uma década, mas só agora vai avançar. O concurso público internacional deve ser lançado até ao verão. Está previsto que o projeto demore 14 anos a ficar concluído.

Cidade de duas margens 
Na apresentação do projeto, Sérgio Saraiva salientou ainda a "excelência da localização" da Cidade da Água, apenas a 2,5 quilómetros da Praça do Comércio (em linha reta), a dez quilómetros das praias da Costa da Caparica e a 20 quilómetros do aeroporto internacional de Lisboa, bem como o facto de se tratar de uma zona ligada pelo Metro Sul do Tejo ao Hospital Garcia de Orta e ao campus Universitário de Almada.
“São duas centralidades, que pretendemos em dialogo”, diz Sérgio Saraiva, explicando que o conceito que subjaz a construção é o da grande metrópole de duas margens.
Os responsáveis acreditam que o grande empreendimento vai “reforçar Lisboa como destino turístico e de investimento” e responder às necessidades de habitação e de escritórios cuja oferta escasseia já na capital portuguesa.
Na apresentação desta terça-feira estiveram presentes cerca de uma centena de pessoas, incluindo grupos económicos portugueses e estrangeiros. A sessão tinha como objetivo atrair potenciais interessados a desenvolver o projeto.
Há um ano, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, referiu que havia “muitas manifestações de interesse” no projeto, revelando que estava a preparar uma visita à Coreia do Sul, de onde eram originários alguns dos investidores interessados. 
Os números do investimento deverão oscilar entre 1,5 e dois mil milhões de euros.

Agência de Notícias

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