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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Seixal exige "conclusão urgente" das obras

Secundária João de Barros, em Corroios, dá aulas em contentores há nove anos

A Câmara do Seixal exigiu em reunião pública, a "conclusão urgente" das obras na Escola Secundária João de Barros, no concelho, que já duram há nove anos e têm condicionado os alunos a aulas em contentores. Em comunicado, o município explicou que a escola, que se situa em Corroios, começou a ser intervencionada em Outubro de 2010, prevendo-se a conclusão da empreitada no prazo de um ano e meio, no entanto, em 2011 parou pela primeira vez e, desde aí, os trabalhos têm sido "interrompidos e os prazos sucessivamente adiados, sem um fim à vista". A Associação de Pais lembra que são 1500 pessoas, que coabitam diariamente com "esta indigência e indignidade funcional", que classifica de "terceiro-mundista".
Autarquia junta-se ao pedido dos alunos 

"É inquestionável a necessidade de modernização desta escola, mas é igualmente inquestionável a resolução de um problema que se arrasta há nove anos e que penaliza cerca de 1.200 alunos, docentes e funcionários de forma injusta sem que se vislumbre uma solução que conclua um processo iniciado em 2010", defendeu o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos.
Foi neste quadro que o autarca reivindicou, na nota divulgada, que o Governo "tome as medidas urgentes e necessárias à conclusão destas obras".
Há uma semana, cerca de 300 pessoas, entre pais, alunos e professores, concentraram-se em frente à Escola João de Barros, protestando pelas aulas em contentores há dez anos e exigindo a conclusão das obras.
Em declarações à Lusa nessa ocasião, o presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação desta escola, José Lourenço, alertou que além das aulas em contentores, a disciplina de Educação Física é lecionada num edifício exterior, a cerca de 600 metros da instituição, o que traz "riscos" para os alunos e "custos inerentes", por ser um espaço alugado.
Segundo o responsável, as obras recomeçaram em 2017 e deveriam estar concluídas em 18 meses, mas há cerca de duas semanas o empreiteiro suspendeu o processo e retirou todo o material.
"O empreiteiro tinha 18 meses para fazer as três fases da obra e ao fim de 20 meses nem tinha chegado a metade da primeira fase e estava a reclamar 40% do valor da obra, cerca de 3,3 milhões de euros, e uma extensão do prazo em 14 meses, o que não é de todo aceitável depois de ter levado 20 meses em litigância com a parte escolar", sublinhou.
Perante esta situação, os pais defendem "medidas excecionais" que evitem que a escola vá novamente a concurso público, de forma a evitar as burocracias que atrasariam ainda mais esta empreitada.

CDS-PP quer respostas do Governo
Os deputados do CDS-PP Nuno Magalhães, João Rebelo e Ana Rita Bessa querem saber quando serão reiniciadas as obras na Escola Secundária João de Barros.
Numa pergunta enviada ao Ministro da Educação, os deputados querem confirmação da suspensão das obras na Escola Secundária João de Barros, em Corroios, querem saber se é "verdade que essa suspensão se deve a incumprimento por parte do empreiteiro, que medidas estão a ser tomadas para resolver a situação e quando serão reiniciadas as obras", disse o partido em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias.
A 16 de Março de 2016 e a 22 de Fevereiro de 2017, o CDS-PP questionou o Senhor Ministro da Educação sobre a requalificação da Escola Secundária João de Barros, em Corroios, Seixal.
Na última resposta, de 22 de Março de 2017, o Governo dizia que "o investimento para requalificação da Escola tinha sido autorizado através de duas Portarias".
Esta semana, e conforme noticiado por vários órgãos de comunicação social, "cerca de 300 pessoas, entre pais, alunos e professores, exigiram, em protesto, a conclusão das obras que duram há dez anos", dizem os deputados centristas.
A escola tem cerca de 1.100 alunos, que têm aulas em contentores de obra e no meio de um estaleiro ao abandono.
"Além das aulas em contentores, a disciplina de educação física é lecionada num edifício exterior à escola, a cerca de 600 metros, o que implica riscos e desconforto para os alunos, por exemplo, em dias de chuva, além dos custos inerentes, por se tratar de um espaço alugado", sublinham os deputados.

Agência de Notícias com Lusa 

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