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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Barreiro investe na construção de um novo centro de saúde

Município disponível para assumir os custos de uma unidade de saúde no Alto Seixalinho

A Câmara do Barreiro anunciou estar disposta a investir na construção de um novo centro de saúde no Alto do Seixalinho, tendo aprovado uma candidatura a um protocolo de cooperação com a Administração Regional de Saúde. O Centro de Saúde do Alto do Seixalinho, que funcionava na avenida Bocage, no Barreiro, encerrou há cinco anos e, desde aí, a população da freguesia passou a ter de se deslocar para a Unidade de Saúde Familiar da Quinta da Lomba, criando alguns transtornos, segundo o município. "A autarquia está disposta a investir para resolver um problema dos barreirenses", garantiu o presidente do município, Frederico Rosa (PS), durante a reunião pública de câmara. A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro, realiza na sexta-feira uma tribuna pública para reclamar um novo centro de saúde. 
Barreiro assume  construção de novo centro de saúde 

Nesse sentido, foi aprovada, com quatro votos a favor do PS e cinco abstenções, das quais quatro da CDU e uma do PSD, a candidatura a um protocolo de cooperação com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para a construção de uma nova unidade de saúde no Alto do Seixalinho.
Segundo Frederico Rosa, o município tomou esta decisão de fazer "um esforço extra" porque o Governo e a Administração Regional de Saúde [ARS] não consideram a construção deste centro de saúde como "prioritária".
De acordo com o autarca, os encargos para a construção da nova unidade serão definidos na candidatura que irão entregar, mas a previsão é que a câmara municipal comparticipe "a construção" e a ARS os "equipamentos e recursos".
Um terreno junto à urbanização da Escavadeira, no Alto do Seixalinho, com cerca de 1.600 metros quadrados, foi o local apresentado pelo executivo para a localização do novo centro de saúde, o que, segundo o vereador da Gestão Territorial, Rui Braga, "é suficiente, tem capacidade de crescimento e está perto de transportes".
Os vereadores da oposição abstiveram-se nesta votação, não por estarem contra a infraestrutura, mas sim porque o investimento é maioritariamente comparticipado pela autarquia.
Para o vereador Bruno Vitorino, que também é deputado no parlamento e presidente da Distrital de Setúbal do PSD, a construção de um centro de saúde "é uma obrigação da administração central e não das autarquias", mostrando-se disponível para reunir com membros do Governo para "tentar um contrato-programa".
Já o vereador da CDU Paulo André Fernandes referiu que "a construção de um centro de saúde deve ser maioritariamente suportada pela Administração Regional de Saúde e pelas verbas nacionais".
Rui Braga esclareceu que o município está disponível para assumir os custos de construção do equipamento porque quer "resolver o problema o mais rápido possível, para satisfazer as necessidades da população".
Na reunião de câmara também interveio Sara Ameixa, membro da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro, que alertou para os "transtornos" da falta de um centro de saúde no Alto do Seixalinho, como a rede de transportes insuficiente, o elevado número de utentes na unidade da Quinta da Lomba e as dificuldades de mobilidade da população idosa, com baixos rendimentos.
Esta comissão realiza na sexta-feira uma tribuna pública para reclamar um novo centro de saúde, o que acontecerá pelas 11 horas, no terreno para onde esteve prevista a construção do centro de saúde do Alto do Seixalinho.

Agência de Notícias com Lusa 

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