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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Barreiro sem barcos para Lisboa durante três dias

Greve dos mestres da Soflusa complica a vida a quem trabalha na capital 

A falta de mestres, associada à contestação laboral, torna cada vez mais difícil viajar na ligação fluvial da Soflusa entre o Barreiro e Lisboa.  A greve marcada para esta segunda, terça e quarta-feira leva a que a ligação seja cumprida em ambos os sentidos em apenas dois horários. Já na madrugada do último sábado, perante a anunciada falta de um mestre, foi adotado o plano de contingência que incluía o transporte rodoviário, em táxi, no percurso entre os terminais fluviais do Seixal e do Barreiro, o que irá continuar esta semana. Os mestres já se encontravam a recusar o trabalho suplementar, desde 18 de Junho, entrando este sábado em greve, exigindo que seja respeitado o acordo celebrado em 31 de Maio, de aumento do prémio de chefia, que dizem ter sido “suspenso”. 
Greve volta em força esta semana à Soflusa 

Dificuldades acrescidas são de novo esperadas esta segunda-feira para os cerca de 30 mil utentes que diariamente recorrem aos barcos de ligação entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa, com a convocação da greve por parte dos mestres.
Por decisão do Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social, foram decretados os serviços mínimos. Na ligação entre o Barreiro e Lisboa estão previstos barcos às 0h30 e às 5h05. No sentido inverso, há também duas ligações (uma da manhã e 5h30). Por motivos de segurança, durante a interrupção dos serviços, os terminais fluviais estarão encerrados.
No sentido de minimizar os efeitos da greve, a administração da empresa pública de transportes decidiu pelo reforço da oferta da Transtejo na ligação fluvial do Seixal, até às 24 horas. Será também estabelecido o transporte rodoviário entre os terminais fluviais do Barreiro e do Seixal.
Neste último, o parque de estacionamento será gratuito. Uma outra possibilidade é o recurso à carreira [número 6] de autocarros dos Transportes Colectivos do Barreiro, no percurso entre a cidade e a estação ferroviária da Fertagus, de Coina.
O título de transporte, válido na ligação fluvial do Barreiro, pode ser utilizado nas ligações fluviais de Montijo, Seixal e Cacilhas”, diz a Soflusa. 

Mestres querem evolução salarial 
Os mestres da Soflusa iniciaram este sábado, e até 31 de Dezembro, uma greve ao trabalho extraordinário, por considerarem que as negociações com a empresa sobre a valorização salarial não estão a evoluir.
Este pré-aviso de greve foi marcado pelo Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante, que afirma não se estar a registar “evolução significativa” nas negociações com a Soflusa.
Por este motivo, os mestres já se encontravam a recusar o trabalho suplementar, desde 18 de Junho, entrando em greve, exigindo que seja respeitado o acordo celebrado a 31 de Maio, de aumento do prémio de chefia, que dizem ter sido “suspenso”. Contudo, a 21 de Junho, a Soflusa garantiu que estão a decorrer as negociações com os sindicatos e que irá dar “total cumprimento” ao acordo estabelecido com os profissionais.
Na semana passada, a empresa explicou que “a regularidade do serviço só pode ser assegurada com recurso à prestação de trabalho suplementar pelos mestres”.
Na sexta-feira à noite a empresa activou um plano de contingência para assegurar o transporte dos passageiros da ligação fluvial, entre o Barreiro e Lisboa, de forma alternativa, explicando que a última ligação ocorreu às 23h30 devido à falta de mestre.
O plano de contingência consiste na realização de carreiras extra entre o Cais de Sodré e o Seixal, às 0h15, 1h15 e 2h15, sendo depois efectuada a ligação entre o terminal do Seixal e o terminal do Barreiro através de táxi.
O sindicato entregou um pré-aviso de greve, a todo o trabalho extraordinário, a partir de sábado, bem como um pré-aviso para greve entre as zero horas de segunda-feira e as 24 horas de quarta-feira.
Devido à greve de três dias agendada para o início desta semana, a Soflusa refere que foram decretados serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social.
"Durante interrupção, os terminais fluviais estão encerrados, por motivos de segurança", refere a Soflusa.

Agência de Notícias com Lusa 
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