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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Almada instala abrigo para controlar colónias de gatos

Autarquia quer "bem estar animal" e no Parlamento PSD, CDS e PCP impedem a alimentação dos gatos de rua

A Câmara de Almada, instalou uma nova Casa dos Gatos na freguesia da Charneca de Caparica, um abrigo que ajuda a controlar as colónias de felinos errantes, informou a autarquia. A infraestrutura, que permite albergar e alimentar gatos de rua, situa-se na Travessa Rui Furtado e foi inaugurada na segunda-feira, juntando-se a outra já existente no Jardim no Rio, no mesmo concelho. Segundo o vereador dos Espaços Verdes e Ambiente, Nuno Matias, estes abrigos "inserem-se na estratégia de promoção do bem-estar animal do concelho", tendo como principal objetivo o "controlo populacional" das cerca de "duas centenas de colónias" existentes em Almada. Ao mesmo tempo, esta semana, a Assembleia da República discutiu um projeto-lei do PAN para que os municípios acabem com a proibição de alimentar os gatos que vivem nas ruas. A proposta foi chumbada, na Comissão de Agricultura e Mar, com os votos contra do PSD, CDS-PP e PCP. O Partido Animais e Natureza acusa os social-democratas, democratas cristãos e comunistas de "insensibilidade"
Almada continua promover abrigos para gatos 

Contudo, em declarações à Lusa, o autarca reconheceu que o apoio dos cuidadores voluntários e associações, como a Onde Há Gato Não Há Rato, "tem sido fulcral para o desenvolvimento de muitas das estratégias de intervenção e resposta no território".
Aliás, são estes cuidadores que ajudam a determinar onde estão localizadas as colónias, ficando "responsáveis por, em conjunto com a câmara, fazer a gestão, monitorização e manutenção dos espaços", explicou.
Neste sentido, os abrigos ajudam a autarquia e associações a implementar o CED (capturar, esterilizar e devolver), um método que permite controlar as colónias de gatos e tem sido "bastante eficaz", segundo Nuno Matias, apesar de "não chegar a todas as colónias.
"É um trabalho que temos de continuar a desenvolver dando as mãos a todos aqueles voluntários que têm vontade de ajudar, que têm carinho pela causa animal, e para que, dentro das regras que definimos com os centros veterinários, possamos ter outro paradigma que ajude a explicar que a qualidade de vida do espaço público também passa por perceber que a causa animal não é conflituante com o bem-estar das pessoas", sublinhou.
Aliás, tal como está escrito no abrigo para os gatos, "uma colónia saudável permite o controlo de pragas e promove o respeito pela biodiversidade".
O vereador dos Espaços Verdes adiantou também que a Câmara de Almada "vai continuar a promover este tipo de equipamentos", instalando mais abrigos, além de estar a estudar uma opção "mais ligeira" em termos de infraestrutura, para as colónias de menor dimensão.
E porque uma colónia saudável permite o controlo de pragas e promove o respeito pela biodiversidade, é essencial respeitar as seguintes regras: "alimentar os animais com ração seca, não dar restos alimentares, utilizar comedouros e bebedouros adequados,  manter o espaço limpo" e não "abandonar animais no local", realça a Câmara de Almada.

PAN acusa PSD, CDS-PP e PCP de "insensibilidade" 
A Assembleia da República discutiu esta terça-feira um projeto-lei do PAN para que os municípios acabem com a proibição de alimentar os gatos que vivem nas ruas. A proposta foi chumbada, na Comissão de Agricultura e Mar, com os votos contra do PSD, CDS-PP e PCP.
André Silva garante que chegaram ao Partido Animais e Natureza  vários casos de pessoas que foram multadas por alimentarem colónias de gatos. O deputado entende que, em vez de proibirem, as autarquias devem regular a alimentação de animais errantes.
De acordo com o PAN, a lei em vigor já definiu o programa CED (Captura, Esterilização, Devolução) como metodologia preferencial para controlo das populações de colónias de gatos, em defesa da saúde pública.
"Manifestamente contrário ao espírito da Lei, existem regulamentos municipais a proibir a alimentação dos animais submetidos ao programa. É totalmente desprovido de sentido o Estado investir na esterilização e tratamento dos animais, estatuindo simultaneamente que os mesmos devem ser deixados morrer à fome, como defendem PSD, CDS e PCP. Para além de toda a insensibilidade e falta de humanismo demonstrados por estes três partidos, importa referir que remover a alimentação das colónias de gatos significa amputar o programa CED de um dos seus componentes essenciais, é retirar-lhe o sentido e o efeito prático", disse o PAN em nota de imprensa.
Ditam as boas práticas internacionais, um dos passos integrantes do programa CED é a correta alimentação dos animais, em locais designados para o efeito e em respeito pela salubridade pública.
No entanto, segundo o Partido Animais e Natureza, "a motivação para os referidos regulamentos é a de evitar o crescimento populacional dos animais na via pública, impedir a conspurcação do espaço público e proteger a saúde pública. Todos estes objetivos são válidos e fundamentais. O PAN lamenta uma vez mais o que foi uma constante ao longo desta legislatura: a coligação destes três partidos que obstaculizam sempre o avanço da proteção e bem-estar animal no nosso país". A  proposta de texto final do PAN visava determinar a admissibilidade de alimentação de colónias de gatos na via pública, sem colocar em causa a saúde e salubridade públicas e de acordo com regulamentação municipal no que concerne à localização e forma de alimentação.

Agência de Notícias
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