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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Almada vai rever segurança nos parques de campismo

Autarquia admite falhas de segurança nos parques de campismo do concelho

A Câmara de Almada admitiu que nem todos os parques de campismo do concelho cumprem as medidas de segurança, apesar de ainda não estarem apuradas as causas do incêndio que vitimou um homem de 73 anos, no sábado. "Temos noção que há parques de campismo que não cumprem as condições de segurança e, nomeadamente, não garantem as medidas de autoproteção que são necessárias e que estão reguladas na legislação", disse a vereadora da Proteção Civil, Francisca Parreira. O incêndio destruiu na totalidade a tenda onde se encontrava o homem e ainda nove alvéolos. A Policia Judiciária de Setúbal está a averiguar as circunstâncias do incêndio. 
Parques tem de cumprir as normas de segurança 


Ainda assim, a autarca frisou que, neste momento, "não está determinado quais as causas que estão na base do incêndio", que causou a morte de um homem de 73 anos, no Parque de Campismo Piedense, na Costa de Caparica, em Almada.
Seja qual for a causa deste incidente, Francisca Parreira advertiu que "são os proprietários os responsáveis pelas medidas de autoproteção dos equipamentos que são da sua propriedade".
Além disso, acrescentou que o parque de campismo em causa, situado no sul do concelho, está sinalizado como área de risco de galgamento ou inundação, pelo que a autarquia "não tem outra solução que não seja um processo longo de diálogo com os proprietários para garantir que os parques serão relocalizados ou encerrados".
Francisca Parreira adiantou ainda que o município já fiscalizou os parques de campismo localizados a norte, tendo notificado os proprietários "relativamente às condições encontradas, fazendo recomendações".
Segundo a fonte da GNR, "uma tenda de campismo ardeu e, quando as autoridades chegaram ao local, encontraram o corpo de um homem carbonizado".
Além da tenda, arderam também nove alvéolos - cinco ficaram completamente destruídos e quatro parcialmente -, segundo a mesma fonte.
As causas do incêndio são ainda desconhecidas, indicou a fonte da GNR, acrescentando que a investigação do incêndio passou para a alçada da Polícia Judiciária.
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal disse à Lusa que o alerta para o incêndio foi dado cerca das 9h20 de sábado, tendo sido mobilizados para o local operacionais e veículos dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas e uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, além da GNR.

Agência de Notícias com Lusa 
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