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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Finanças detetam “despesas ilegais” na Câmara de Almada

1,6 milhões em investigação na Câmara de Almada


Entre 2014 e 2016, a Câmara de Almada terá gasto ilegalmente mais de um milhão e meio de euros. A denuncia é da Inspecção Geral de Finanças que analisou as contas num período em que a autarquia ainda estava nas mãos da CDU e o comunista Joaquim Judas era presidente da Câmara. De acordo com o jornal Público, entre as irregularidades encontradas, haverá indicios de infracções de natureza penal e financeira, o que levará a que o relatório seja entregue às autoridades judiciais. Para chegar ao milhão e 600 mil euros de despesas ilegais, a Inspecção Geral de Finanças analisou uma amostra de contratos. Entre eles, o da compra de relógios e telemóveis, no valor de 163 mil euros, para oferecer aos funcionários com mais de 25 anos de casa. Uma compra que as Finanças declara não ter respeitado os princípios do interesse público. Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, reagiu e acusou o PS de querer denegrir a marca da CDU em Almada.
Auditoria revela gastos ilegais ente 2014 e 2016 

“Despesas ilegais” no valor de 1,6 milhões de euros foram encontradas nas contas da Câmara de Almada numa auditoria da Inspeção-Geral das Finanças, noticiou o jornal Público. O valor em causa foi detetado nas contas compreendidas entre os anos de 2014 e 2016, durante a presidência do comunista Joaquim Judas, mas este pode ser ainda maior, já que a auditoria analisou apenas uma parte dos contratos.
A CDU de Almada diz que existem “diferentes interpretações” sobre a aplicação da lei e que as acusações de ilegalidade são “excessivas”.
“Diversas irregularidades e insuficiências de natureza administrativa, bem como indícios de infrações de natureza penal e financeira” foi aquilo que os inspetores das Finanças detetaram ao analisar as contas do município e depois remeteram as mesmas “às entidades judiciais competentes”; o Ministério Público e o Tribunal de Contas, entenda-se.
Um dos casos detetados que ilustram as irregularidades prende-se com a compra de relógios e telemóveis para oferecer a trabalhadores com mais de 25 anos de casa. Contratos potencialmente danosos são outros dos casos identificados como estando associados a estas alegadas despesas ilegais.
Num comunicado citado pelo Público, a CDU defende é “excessivo” considerar ilegal “uma decisão de pura gestão política”.

Jerónimo acusa PS de denegrir "honestidade e competência" da CDU
O secretário-geral comunista acusou o PS de denegrir a "honestidade e competência" da Coligação Democrática Unitária (CDU) na gestão de autarquias, especificamente na Câmara de Almada, referindo-se ao relatório da Inspeção-Geral das Finanças. 
"Percebemos perfeitamente os objetivos do PS que, através da Câmara Municipal, procura denegrir aquilo que é uma marca da CDU de que o PS não se pode gabar - a honestidade, o trabalho e a competência. Nesse relatório não estão reconhecidas nenhumas barbaridades nem ilegalidades. É estranho que o PS agarre numa questão que se tratou de um trabalhador com 25 anos receber como registo do seu trabalho um relógio e transformá-lo num caso político", disse Jerónimo de Sousa.
O líder do PCP respondia a perguntas dos jornalistas após uma reunião com representantes da Associação Intervenção Democrática, que integra habitualmente a CDU na sede nacional do PCP, em Lisboa.
"Sabemos ao que o PS vem, mas em relação à forma como a CDU gere os municípios seria uma boa lição e ensinamento para alguns setores do PS", sublinhou.
Jerónimo de Sousa desconfiou ainda das intenções por trás do referido relatório de auditoria em causa, insinuando que aquela instituição não é imparcial, numa referência ao facto de o irmão da atual líder parlamentar socialista, Ana Catarina Mendes, ser o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes.
"Quem está à frente da entidade...? Valia a pena ver quem é que está à frente dessa instituição. Não, não é nada independente, pelo menos a pessoa que dirige", acusou.
Questionado pela agência Lusa, Jerónimo de Sousa assumiu estar a referir-se ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

Agência de Notícias com Lusa

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