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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Distrito de Setúbal "dá" nove deputados ao Partido Socialista

PS vence eleições que batem recorde de partidos com assento parlamentar

Com 152 mil 433 votos (correspondentes a 38,58 por cento, contra 34,31 por cento em 2015), o PS reforçou no domingo a liderança no distrito de Setúbal, onde PSD e CDS-PP, juntos, perderam dois deputados e a CDU passou de quatro para três eleitos. Concluído o apuramento dos resultados das eleições legislativas no distrito, o PS assegurou a eleição de nove deputados (mais dois do que 2015, ano em que teve 145.302 votos). A grande surpresa [ou talvez não] veio do Pessoas-Animais-Natureza que elegeu, pela primeira vez no distrito, um deputado. O PAN duplicou os votos de 2015 e chegou aos 17 mil 529 votos. O Bloco de Esquerda teve menos votos mas manteve os dois deputados que já tinha. No entanto há um dado a retirar. 53,64 por cento dos inscritos para votar não foram às urnas. Apenas 395 mil 160 votantes dos 736 mil 683 inscritos, foram votar este domingo, em todo o distrito de Setúbal. No país, há agora nove formações políticas (dez partidos, dada a coligação PCP-Os Verdes) com assento parlamentar, um número recorde na história da democracia portuguesa. Foi o distrito de Lisboa elegeu deputados dos novos inquilinos na Assembleia da República. O PS foi o vencedor, mas com as portas abertas para uma nova geringonça, também com o PAN e o Livre.
António Costa vence no país e em Setúbal 


PSD e CDS-PP, que em coligação tinham obtido 95 mil 659 votos e cinco mandatos em 2015, ficaram-se nestas legislativas pelos 68 mil 563 votos no total, mas apresentaram candidaturas individuais - O PSD ficou com 56 mil 860 e três mandatos, e o CDS-PP com 11 mil 703.O maior derrotado é o CDS-PP, que perdeu o único deputado eleito no distrito, Nuno Magalhães.
"Reconheço que foi um mau resultado, pelo qual assumo total responsabilidade. Cumpre ao CDS-PP fazer uma análise mais fria destes resultados através dos órgãos próprios e começar a preparar as próximas eleições autárquicas", disse à agência Lusa Nuno Magalhães, pouco depois de saber que não tinha sido eleito para um novo mandato como deputado à Assembleia da República.
A CDU também averbou uma derrota num dos distritos em que tem maior influência, ao passar de quatro para três deputados eleitos.
Os números falam por si: 62 mil 236 votos neste domingo contra os 79 mil 606 votos em 2015. Pelo caminho a CDU perdeu um quarto mandato e ainda  viu o Bloco de Esquerda passar à sua frente nos concelhos do Montijo e de Setúbal,  onde foi a quarta força política mais votada. Ainda com um "mau" resultado o PSD ficou à frente dos comunistas em Palmela, Alcochete, Almada, e Sesimbra. Nestes concelhos, a coligação PCP-PEV foi a terceira força política. 
No plano inverso, além do PS, o PAN também celebra a vitória em Setúbal, dado que garantiu a eleição do primeiro deputado pelo distrito, Maria Cristina Rodrigues. O partido chegou aos 4,44 por cento dos votos, ultrapassando, pela  direita, o CDS-PP.
Globalmente, no que respeita ao número de deputados eleitos para a Assembleia da República, as legislativas de 2019 ditaram a eleição de nove parlamentares para o PS, três para a CDU, três para o PSD, dois para o BE e um para o PAN.
O BE mantém as duas deputadas, com 12,11 por cento, que representa 47 mil 863 votos. Ainda assim menos do que conseguiu à quatro anos, onde os bloquistas tiveram mais do que 55 mil votos.  
Ana Catarina Mendes, Eduardo Cabrita, Eurídice de Sousa Pereira, João Galamba, Ricardo Mourinho Félix, Catarina Silva, Maria Antónia Santos, Filipe Pardal Pacheco e André Batista são os nove deputados eleitos pelo PS.
Francisco Lopes, Paula Santos e José Luís Ferreira (CDU), Nuno Carvalho, Fernando Negrão e Maria Fernanda Velez (PSD), Joana Mortágua e Sandra Cunha (BE), e Maria Cristina Rodrigues (PAN) são os outros deputados a representar o círculo eleitoral.

E no país? 
"Os portugueses gostaram da geringonça e desejam a continuidade da atual solução política, agora com o PS mais forte", salientou o secretário-geral do PS. O Partido Socialista venceu as eleições com 36,65 por cento dos votos, elegendo 106 deputados. PSD ficou em segundo lugar, seguido do Bloco de Esquerda e CDU. O PAN passa de um a quatro deputados. A noite eleitoral ficou ainda marcada pela entrada no Parlamento de três novos partidos - Iniciativa Liberal, Chega e Livre - e pela saída de Assunção Cristas, do CDS-PP, que anunciou perante os resultados que não se iria recandidatar à liderança do partido. O CDS-PP conseguiu apenas eleger 5 deputados.
Com todas as freguesias apuradas e os resultados finais trazem várias mudanças em relação aos anos anteriores. A começar pelo número recorde de formações políticas que chegam agora à Assembleia da República: nove, com a entrada do Iniciativa Liberal, do Chega e do Livre, que elegeram um deputado (cada um). O Partido Socialista (PS) foi o vencedor das eleições, com 36,65 por cento dos votos e 106 deputados (ganha mais 20), com uma vantagem de mais de dez pontos percentuais em relação ao Partido Social Democrata (PSD), que ficou nos 27,90 por cento (77 deputados, menos 12). Mas há um derrotado maior: a abstenção continua a atingir números preocupantes e neste ano situou-se nos 45,50 por cento. 
Logo a seguir ao PSD entra o Bloco de Esquerda (BE), que apesar de ter recuado nas percentagens (9,67 por cento) manteve os 19 deputados. Já a CDU e o CDS-PP saem a perder, com menos cinco e 13 deputados, respetivamente. O cenário negativo do partido liderado por Assunção Cristas levou a líder a anunciar a convocação de um conselho extraordinário e garante que não irá recandidatar-se.
Por outro lado, o Pessoas-Animais-Natureza (PAN) conseguiu eleger quatro deputados, mais três do que aqueles que existiam, quadruplicando a sua presença na Assembleia da República.

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