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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Sesimbra discutiu futuro da maçã camoesa

Autarquia quer produtores a promover e valorizar os produtos locais

Produtores de Maçã Camoesa e representantes de diversas entidades marcaram presença na ConferênciaValorização do Produtor, no Centro de Apoio à Incubação de Empresas de Sesimbra, em Santana. A iniciativa integrou a Mostra de Maçã Camoesa, Doçaria e Pão, que se realizou na Moagem de Sampaio. "A Mostra da Maçã Camoesa, em cujo programa se integra esta conferência, faz parte da estratégia que se tem seguido ao longo dos anos com o objetivo de promover e valorizar os produtos locais, como a maçã camoesa, o pão caseiro, a farinha torrada ou o mel, mas também o próprio produtor", sublinhou o presidente da Câmara de Sesimbra, Francisco Jesus, na sessão de abertura. Um objetivo que, diz o autarca, "contribui igualmente, para valorizar o concelho". 
Maçã camoesa é originária de Sesimbra 

Por sua vez, Maria Gomes, presidente da Junta de Freguesia do Castelo destacou o contributo das várias entidades parceiras para o sucesso da Mostra da Maçã Camoesa, o envolvimento dos produtores de maçã, e a aposta nos produtos locais "que podem originar riqueza para o concelho", disse, acrescentando que Sesimbra produz atualmente 20 toneladas de maçã camoesa por ano.
A conferência abordou diversas matérias de interesse para produtores e para a economia local, nomeadamente, os financiamentos disponíveis para a agricultura, apresentados por Natália Henriques, da Associação de Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal, bem como o Estatuto da Economia Familiar, apresentado por Manuel Meireles, delegado regional da Península de Setúbal da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, que destacou a mais-valia do reconhecimento deste estatuto, no acesso a vários apoios por parte dos produtores.
O responsável da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo alertou ainda para a ameaça fitossanitária de bactéria Xylella Fastidiosa, que pode provocar sérios prejuízos para o setor agrícola e para o equilíbrio da biodiversidade, e deu a conhecer os sinais de identificação desta bactéria, e os procedimentos que devem ser adotados pela população, com vista à contenção e eliminação de eventuais focos desta doença, que afeta cerca de 150 espécies de arbustos, herbáceas, árvores, algumas das quais de grande importância na economia nacional, como a oliveira, o sobreiro, a videira, a cerejeira, a amendoeira e a nogueira, entre outras.
A iniciativa foi ainda preenchida com o anúncio dos vencedores do concurso 100 Macieiras de Maçã Camoesa, e apresentação do painel As Maçãs na Nossa Saúde, pela nutricionista Lilian Abreu, que falou de algumas das principais propriedades da maçã camoesa. No final foram apresentados testemunhos de produtores desta maçã tradicional de Sesimbra.
A Mostra de Maçã Camoesa, Doçaria e Pão decorreu na Moagem de Sampaio. O certame reuniu produtores de maçã camoesa, doçaria e pão, e foi preenchido com um vasto conjunto de iniciativas, entre as quais showcookings, provas, animação musical, uma visita guiada a três moinhos da região, e uma exposição com centenas de maçãs elaboradas pelos alunos das escolas do concelho.

A história de uma maçã única
Produzida na região da Azoia, próximo do Cabo Espichel, na freguesia do Castelo, a Maçã Camoesa distingue-se pela mancha avermelhada na face de maior incidência do sol, sobre um fundo amarelo, e pela polpa ácida, de cor branca e consistência firme. Embora seja colhida em Setembro, é comum ficar a amadurecer durante algumas semanas, para ser consumida durante o inverno. Carateriza-se pela consistência da polpa, por ser rica em ferro, e pela acidez, que diminui o seu grau de maturação
Para além desta particularidade, tem níveis de antioxidantes e polifenóis muito superiores aos das restantes, segundo um estudo realizado pelo professor Agostinho Carvalho, da Universidade Egas Moniz, do Monte da Caparica.
É por isso é recomendada a doentes anémicos e diabéticos. Para divulgar esta variedade de Sesimbra junto do público em geral e despertar o interesse de novos agricultores, contribuindo assim para aumentar a sua produção de modo tradicional, a Câmara Municipal, em parceria com a Junta de Freguesia do Castelo e Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, realiza desde 2013, no primeiro fim de semana de Outubro, uma mostra dedicada à Maçã Camoesa.

Agência de Notícias 
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