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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Cinco escolas fechadas na Caparica devido à greve

Sindicatos param escolas e pedem reforço de trabalhadores não docentes

O Agrupamento de Escolas da Costa de Caparica, em Almada, que conta com cinco estabelecimentos de ensino, encerrou esta terça-feira de manhã devido à greve dos trabalhadores não docentes, que reivindicam o reforço de funcionários, informou fonte sindical. “Queremos que chegue ao conhecimento do senhor ministro da Educação e ao Governo de que este problema é grave e que se arrasta há vários anos e não é resolvido. As pessoas não são máquinas, são pessoas e têm limites”, afirmou Paula Bravo, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul. 
Cinco escolas aderiram à greve 

Segundo a responsável, a paralisação dos funcionários, entre as sete e as 10 horas motivou o encerramento da Escola Secundária do Monte de Caparica, da Escola Básica 2,3 Costa de Caparica e das escolas primárias José Cardoso Pires, Costa de Caparica e Vila Nova de Caparica, em Almada.
Além disso, a partir das oito horas, realizaram também uma “forte concentração” em frente à escola básica Costa de Caparica, onde estiveram cerca de 50 funcionários, que contaram com o apoio de “alunos, professores e pais”, adiantou a dirigente.
“Esta falta de trabalhadores afecta toda a comunidade e não só os professores. Os trabalhadores são o elo mais fraco. Sente-se na sua saúde física e psicológica a sobrecarga de trabalho que têm em cima e depois afecta tudo, como a questão da segurança dos jovens e crianças”, explicou.
Já na segunda-feira, em declarações à Lusa, Paula Bravo tinha referido que os funcionários estavam a chegar a um ponto de rotura. “São 2041 alunos para muito poucos funcionários. Isto atingiu um ponto de rotura. Os trabalhadores que têm vindo a entrar são poucos e não são suficientes para colmatar as saídas dos últimos anos”, contou, na ocasião.
De acordo com Paula Bravo, devido à falta de pessoal não docente têm estado a ser encerrados serviços das escolas, como bibliotecas, centros de recursos, reprografias, papelarias e até ginásios. “A partir das 16h não há Educação Física, porque não há funcionários para assegurar o ginásio. Por exemplo, só na escola da Caparica faltam nove funcionários: três saíram para a reforma, três estão de baixa e outros três passaram para o serviço administrativo”, explicou.
Se nada mudar depois da paralisação e protesto de hoje, a dirigente sindical promete continuar e alargar a luta. “Nós vamos ter que continuar se o problema não for resolvido, não sei se a nível de uma luta geral, porque isto passa-se em diversas escolas do país”, advertiu.

Agência de Notícias com Lusa
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