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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Parlamento discute novo centro de saúde no Barreiro

PAN, BE, PCP e PEV vão apresentar projetos para unidade de saúde no Alto do Seixalinho 

A Assembleia da República discute esta quarta-feira uma petição e quatro projetos de resolução que recomendam a construção de um novo centro de saúde na freguesia do Alto do Seixalinho, no Barreiro.  Apetição da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro deu entrada no parlamento em Maio de 2019, reunindo 4.293 assinaturas pela "construção de uma nova Unidade de Saúde Familiar no Alto do Seixalinho", para que a população volte a ter um serviço de "proximidade". Segundo os utentes, esta carência começou em 2014 quando foi encerrado o centro de saúde da Avenida do Bocage, na mesma freguesia. PAN, BE, PCP e PEV vão apresentar recomendações ao Governo a construção deste centro de saúde. A autarquia, de gestão socialista, já disse que apoia a decisão e está na disposição de construir uma nova unidade de saúde naquela localidade. 
Barreiro precisa de novo centro de saúde 

"Com o encerramento desta unidade foram transferidos para a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados  de Santo André mais de 15 mil utentes, que já de si tinha vários problemas de funcionamento", explicou, na petição.
Além disso, apontou, a deslocação dos utentes para a unidade de Santo André "gerou um elevado número de utentes sem médico de família", que correspondem a mais de 10 mil pessoas.
Neste debate serão também apreciados quatro projetos de resolução que recomendam ao Governo a construção deste centro de saúde, apresentados pelos grupos parlamentares do Partido Comunista Português (PCP), Bloco de Esquerda (BE), Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) e Pessoas-Animais-Natureza (PAN).
Neste sentido, o PCP lembrou que "a exigência de um novo equipamento já existia quando o antigo ainda funcionava [na Avenida do Bocage]", defendendo que se inicie a construção da nova unidade no "terreno já disponibilizado pela Câmara Municipal do Barreiro", desde 2017.
"Trata-se da freguesia do concelho do Barreiro com maior densidade populacional, em que larga percentagem da população tem mais de 70 anos e, como é expectável, têm necessidade de cuidados de saúde mais permanentes", frisou.
Também o BE apelou à construção desta infraestrutura e pediu ao Governo para proceder "à atribuição de médico de família e de uma equipa de família a todos os utentes do concelho do Barreiro, de forma a garantir a prestação de cuidados de proximidade".
Segundo o grupo parlamentar, a necessidade das novas instalações "já existe há mais de dez anos" e, aliado à falta de capacidade de resposta da unidade de saúde de Santo André, contribui para que "a urgência do Centro Hospitalar do Barreiro-Montijo continue em sobrecarga".
A mesma recomendação foi feita pelo PEV, apontando que a situação de carência do Barreiro "só tem possibilidade de ser resolvida com a construção de uma nova unidade de saúde do Alto do Seixalinho".
Também o PAN apoia a construção da nova unidade, até porque, segundo dados da Pordata, em 2018, o concelho do Barreiro tinha 185 idosos por cada 100 jovens.
"Atendendo a que é expectável que esta população tenha uma maior necessidade de recurso a cuidados de saúde e que tenha igualmente maiores dificuldades de deslocação, tal justifica a urgência na criação de cuidados de proximidade, uma vez que, num concelho com uma rede de transportes deficitária, a obrigatoriedade de deslocação para aceder à prestação de cuidados pode condicionar o acesso à saúde", sublinha o PAN.

Autarquia disposta a investir num novo centro de saúde 
Em Fevereiro de 2019, a Câmara do Barreiro (PS) anunciou, em reunião pública do executivo, que estava disposta a investir na construção de um novo centro de saúde do Alto do Seixalinho, tendo aprovado uma candidatura a um protocolo de cooperação com a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo.
Esta parceria visa que a autarquia fique responsável pelos encargos de construção, num terreno junto à urbanização da Escavadeira, no Alto do Seixalinho, enquanto a ARS de Lisboa e Vale do Tejo comparticiparia os equipamentos e recursos.
Na ocasião, o presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa, tinha afirmado que o município tomou a decisão de fazer "um esforço extra" porque o Governo e a ARS de Lisboa e Vale do Tejo não consideram a construção deste centro de saúde como "prioritária".

Agência de Notícias com Lusa 

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