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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

IRA recolhe e trata égua cega e esquelética no Montijo

Animal foi resgatado e está a ser tratado depois ser servido de propaganda política do PSD local

O IRA – Intervenção e Resgate Animal, anunciou na sua página de Facebook que resgatou e tratou uma égua abandonada num acampamento próximo do Montijo. A associação criticou ainda o facto do animal [subnutrido, ferida e cega] ter sido utilizado para "propaganda política" do PSD local. A denúncia já havia sido feita nas redes sociais há alguns dias. Num descampado no Montijo, estava uma égua ferida e subnutrida que precisava de ajuda. O animal foi então retirado do descampado pelos elementos do IRA, estando agora a ser tratada por um veterinário.
Égua abandonada num descampado 

Várias pessoas recorreram às redes sociais para denunciar a situação e pedir ajuda, mas não foram os únicos. O vereador social-democrata da Câmara do Montijo, João Afonso, acompanhado por um militante da Juventude Social-Democrata, deslocou-se ao dito descampado e lamentou que esta “não seja uma situação nova no Montijo”.
Este animal, dizia o vereador do PSD, "está num estado lamentável", referindo que a égua é “vítima de maus-tratos”, tendo, inclusivamente, uma “ferida aberta”.
João Afonso defendeu que estes animais “têm de ser recolhidos, colocados à guarda da câmara e tratados por veterinários da autarquia” e garantiu que já abordou o tema com o presidente da Câmara do Montijo, [o socialista Nuno Canta], mas que ainda não obteve resposta.
“É miserável como isto acontece no Montijo. Os animais são maltratados por pessoas sem a mínima dignidade e o mínimo respeito”, acrescentou o vereador social-democrata.

IRA retira égua do descampado
Ora, finda a reportagem, o vereador veio embora, o elemento da juventude do partido veio atrás e a égua, doente, ferida e subnutrida, continuou sozinha e sem cuidados no descampado. A notícia chegou ao movimento IRA – Intervenção e Resgate Animal, que já resgatou o animal.  
Numa publicação no Facebook, os responsáveis pelo IRA criticaram o facto de a égua ter sido utilizada para“propaganda política”.
“Sabem que o país desceu demasiado o nível quando o sofrimento dos animais para nada mais serve senão angariação de votos e lavagem de roupa suja em vídeos comerciais no Facebook”, lê-se naquela rede social, acusando os “indivíduos do vídeo” de terem “encontrado, pavoneado e deixado esta menina [no local] e (…) cega de um olho, com uma ferida infetada, esquelética e com uma hemorragia”.
O animal foi então retirado do descampado pelos elementos do IRA, estando agora a ser tratada por um veterinário, de acordo com informação mais recente do movimento de defesa e apoio dos animais:
“’Teve muita sorte’. Foram as primeiras palavras do veterinário após o primeiro diagnóstico. Aquele ferimento tem vários dias, causado possivelmente por um ferro que perfurou pela parte inferior e saiu pela parte superior, não tendo atingido qualquer órgão ou vaso importante, não tendo uma septicemia e ainda estando viva”.

Agência de Notícias
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