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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Cartazes de protesto expostos no Barreiro até Junho

Exposição de cartazes da coleção de Pacheco Pereira já foi inaugurada

Uma exposição de cartazes espontâneos intitulada 'O Que Faz falta é Agitar a Malta', do arquivo de José Pacheco Pereira, foi inaugurada no parque empresarial da Baía do Tejo, no Barreiro, estando patente até ao dia 30 de Junho. "Esta exposição, inédita no nosso país, confirma-se como a primeira iniciativa da parceria estabelecida entre a Baía do Tejo e a Ephemera, que prevê o desenvolvimento regular de uma programação cultural que vai resultar em exposições, conferências e debates que vão marcar, numa perspetiva que ultrapassa a dimensão económica e de gestão de parques empresariais, os territórios Lisbon South Bay", refere a Baía do Tejo em comunicado. Pacheco Pereira, citado no comunicado, revelou que "Não me calo", a mensagem de um pequeno cartaz que integra esta exposição, era para ter sido o título da mostra.
Cartazes mostram diferentes protestos no Barreiro 

"A exposição 'O Que Faz falta é Agitar a Malta' é, precisamente, a tradução de que o protesto, a reivindicação e a expressão individual, na sua mais pura essência, são a base de uma democracia saudável, a qual se oporá sempre a uma lógica de falsos consensos", segundo Pacheco Pereira.
Já para Jacinto Pereira, presidente da Baía do Tejo, a inauguração, no espaço da Ephemera no parque empresarial do Barreiro, é "mais um momento de consolidação do cluster de indústrias criativas nos territórios da Baía do Tejo".
"De acordo com as orientações estratégicas que a empresa tem definido, as transformações que estão a acontecer neste território vão definitivamente permitir às populações usufruir destes espaços, que pretendemos sejam, cada vez mais, marcados por uma dinâmica económica e cultural crescentes", defendeu Jacinto Pereira, também citado no comunicado.
Expostos estão cartazes contra Donald Trump, presidente dos EUA, contra o assédio sexual ou contra o Governo por causa dos incêndios de 2017. Para o fundador do arquivo Ephemera, esse é o principal objetivo: "documentar o protesto, sem olhar à sua natureza política." A exposição despertou o interesse do público, com centenas de famílias a visitarem o espaço no feriado do 25 de Abril, o que revela a importância da parceria firmada entre a Ephemera e a Baía do Tejo. "O protocolo permitiu a cedência de um armazém, que servirá de entreposto em relação à sede do arquivo instalado na Marmeleira, em Rio Maior. "Como contrapartida", esclarece Pacheco Pereira, "estão previstas iniciativas culturais, como conferências, debates e visitas escolares".
Helena Sofia Silva, que divide a curadoria da exposição com Pacheco Pereira, destacou, segundo a nota, "a importância da expressão popular nas sociedades atuais" e confirmou que 'O Que Faz falta é Agitar a Malta' vai fazer parte da Porto Design Biennale em 2019.
Por seu turno, Frederico Rosa, presidente da Câmara do Barreiro, destacou "a oportunidade da data para inaugurar esta exposição", que vai estar patente ao público até ao próximo dia 30 de Junho, e pode ser visitada aos sábados, entre as 15 e as 19 horas.

Agência de Notícias com Lusa
Foto: Baía do Tejo 

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