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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Funcionários da Autoeuropa voltaram ao trabalho

Há 400 novos funcionários em dúvida na fábrica de Palmela


Após 10 dias de paragem forçada, a Autoeuropa volta a laborar. Administração da fábrica de Palmela justifica interrupção da linha de produção com o aumento de procura de veículos a gasolina, que apanhou de surpresa alguns fornecedores da Volkswagen. Os trabalhadores regressaram ao trabalho esta terça-feira. A Autoeuropa previa contratar 400 novos trabalhadores para este verão, mas a administração da fábrica de Palmela já não se compromete com este objectivo, estando a avaliar necessidades para responder à procura pelo T-Roc. A empresa deverá avançar com o quarto turno, depois das férias de Agosto, mas com os trabalhadores já existentes. Algo que não é de agrado dos trabalhadores da maior fábrica de automóveis do país.
Funcionários voltaram ao trabalho depois de uma pausa de 10 dias 

Os trabalhadores da Autoeuropa regressaram, esta terça-feira, ao trabalho depois de uma paragem forçada, de dez dias, devido à falta de motores para os veículos a gasolina produzidos na fábrica de automóveis da Volkswagen em Palmela. Segundo a administração da Autoeuropa, a paragem da linha de produção, no período de 24 de Março a 2 de Abril, ficou a dever-se a um "aumento da procura de veículos a gasolina", que terá apanhado de surpresa alguns fornecedores da Volkswagen. A fábrica de automóveis da Volkswagen em Palmela prevê atingir um volume de produção na ordem dos 240 mil  veículos até final do ano, a maioria dos quais no novo modelo
Para aumentar o volume de produção de forma a satisfazer as encomendas do novo veículo produzido em Palmela, a administração da Autoeuropa já tinha implementado um novo horário, que inclui o trabalho aos sábados, mas alguns fornecedores parecem estar com dificuldades em acompanhar o ritmo da fábrica.
Certo é que a fábrica de Palmela deverá acelerar ainda mais o ritmo de produção a partir do mês de Agosto, data em que deverá ser implementado um novo horário de laboração contínua, que deverá ainda ser objeto de negociação entre a administração e a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa.

400 novos trabalhadores em avaliação 
A empresa admitiu precisar de mais trabalhadores para garantir o trabalho ao fim de semana e responder à procura do T-Roc. No entanto, segundo revela o Dinheiro Vivo, a a Autoeuropa vai mesmo criar a quarta equipa, mas trava a entrada dos 400 trabalhadores extra cuja contratação estava prevista.
O T-Roc, modelo cuja produção contínua obriga a que seja necessária a quarta equipa com laboração ao fim de semana, é um SUV da Volkswagen, que começou a ser fabricado em série em Agosto. Representa mais de 600 dos 840 carros que saem diaramente das linhas de montagem da fábrica.
Segundo o jornal, a administração da empresa pôs travão a novas contratações e vai recorrer apenas à prata da casa, admitindo apenas fazer contratações pontuais. “Estamos a avaliar as necessidades de pessoal. Se for necessário, haverá novo processo de recrutamento”, afirma fonte oficial da Autoeuropa, citada pelo mesmo jornal.
A empresa irá apostar na formação interna e na agilização de processos para conseguir formar o quarto turno sem precisar de contratar as 400 pessoas.
A comissão de trabalhadores, que, recorda o ECO, em Fevereiro conseguiu um acordo de aumentos salariais e integração de 250 precários, não comenta.

Agência de Notícias 

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