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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Fábricas de transformação de carne no Montijo sob controle

Fábricas da cidade conseguem controlar foco de contaminação 

No final da semana passada surgiram 39 trabalhadores infetados com o novo coronavírus em três fábricas de transformação de carne no Montijo. Os primeiros casos foram detetados na quarta-feira e os doentes confirmados após testes realizados nas empresas já foram isolados. As três empresas continuam, no entanto, a trabalhar e, em declarações à SIC, o presidente de uma delas, a Raporal, onde estará a grande maioria dos infetados, garantiu que as regras de segurança exigidas pela Direção Geral da Saúde estão a ser rigorosamente cumpridas no interior das empresas. Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, associa este número crescente de casos ao "facto de os trabalhadores se deslocarem diariamente de transportes públicos" e alertou para o facto de haver "uma grande concentração de pessoas à mesma hora". Sobretudo por se tratar de uma zona com várias indústrias e muitos trabalhadores. Segundo Nuno Canta, não há para já sinais de transmissão ativa à população. No Montijo, há nesta segunda-feira, 87 pessoas infetadas pelo novo coronavirus. 
Autoridades continuam atentas ao risco de contágio 

A Raporal, empresa de processamento de carnes no Montijo, afirmou que a situação de contágio na fábrica "está controlada", tendo todos os casos positivos em "isolamento domiciliário", mas não adiantou qual o número total de infetados. "Sentimos que temos a situação controlada e que o risco de contágio dentro da empresa é mínimo", disse António Almeida, porta-voz da Raporal, que se localiza no Montijo e tem cerca de 500 funcionários.
O responsável confirmou que "existem casos positivos dentro da empresa", que já estão "em isolamento domiciliário" e que são "situações ligeiras", mas não adiantou qual o número total de pessoas infetadas.
"Só não quero confirmar porque sabemos que as coisas são dinâmicas. Prestámos declarações à imprensa local no sentido de informar localmente, mas os números são irrelevantes porque tanto podem andar para cima como para baixo. Optámos por deixar de falar nos números depois das declarações que fizemos porque o importante é que tudo está a ser feito para que as coisas corram bem", justificou.
Segundo António Almeida, os casos de infeção foram detetados "no decorrer da semana passada", mas a empresa continua a laborar "dentro da normalidade" porque ativou um plano de contingência e testou todos os funcionários que estiveram em contacto com os casos positivos.
"A única declaração que temos para fazer é que estamos com os planos de contingência ativados, estamos a seguir todas as recomendações das autoridades de saúde e estamos em contacto direto e permanente com as mesmas", referiu.
O responsável também indicou que a higiene e desinfeção "já eram um trabalho diário da própria indústria" antes da pandemia da covid-19, mas que neste período "todas as limpezas, desinfeções e esterilizações têm sido reforçadas".

Montijo sem transmissão ativa na comunidade 
Como responsável máximo da proteção civil municipal, o presidente da câmara acompanha, em permanência, todas as situações reportadas pelas autoridades de saúde públicas do concelho e nacionais. A proteção civil municipal tem disponibilizado todos os meios necessários no combate à pandemia.
"As empresas envolvidas assumiram de imediato a realização de cerca de 140 testes, dos quais deram positivo ao coronavírus 39 trabalhadores, residentes em vários concelhos da região", diz Nuno Canta.
Por determinação das autoridades envolvidas na contenção da transmissão, "todos os casos testados positivos para o coronavírus estão em isolamento domiciliário obrigatório, incluindo os casos assintomáticos", garante o autarca. 
"Da parte da câmara, o que podemos dizer é que é uma situação que nos preocupou desde a primeira hora, mas que neste momento está tudo confinado e controlado pelas autoridades de saúde pública e pela proteção civil municipal", mencionou.
Além disso, o autarca apontou que a situação de contágio também está relacionada com as empresas de trabalho temporário, que colaboram "com muitas empresas ao mesmo tempo".
De acordo com informação prestada pela autoridade concelhia de saúde, os casos referidos "são importados, não se registando, até à data, qualquer transmissão ativa na comunidade", sublinha o autarca.
Contudo, o porta-voz da Raporal não comprovou se esta situação está relacionada com a propagação do vírus na empresa.
"As coisas estão muito frescas e os recursos humanos estão agora a calcular e a fazer a identificação de todas as pessoas. Efetivamente, temos trabalhadores temporários, mas não consigo confirmar porque estamos numa fase de tratamento de dados", explicou.
Na quinta-feira, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo informou que a Raporal tem estado a ser acompanhada pela Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde do Arco Ribeirinho.
"Esse acompanhamento permite referir que a Raporal tem um bom plano de contingência e está a seguir as orientações da Direção-Geral da Saúde, assim como as determinações da referida Unidade de Saúde Pública, que inclui a desinfeção dos espaços e testagem de trabalhadores", explicou.
Segundo os dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde, esta segunda-feira, o Montijo registava 87 casos confirmados até terça-feira, enquanto o distrito de Setúbal tem um total de 946 casos positivos, o que representa uma subida efetiva desde quarta-feira. O concelho ainda assim é o quinto mais afetado pela pandemia na península de Setúbal. À sua frente estão os concelhos de Almada, Seixal, Barreiro e Moita.

Agência de Notícias com Lusa 

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