Palmela quer nova Unidade de Saúde na Quinta do Anjo

24,7 por cento de utentes da freguesia não têm médico de família 

A Câmara de Palmela apelou ao Governo para que viabilize uma nova Unidade de Saúde Familiar na Quinta do Anjo, para substituir a atual, “a funcionar em instalações alugadas e subdimensionada” face ao aumento da população local. “A câmara municipal reivindica, uma vez mais, junto da tutela, a rápida construção deste equipamento, de forma a assegurar a prestação de cuidados de saúde primários à população da freguesia de forma condigna”, refere um comunicado divulgado pela autarquia. O atual centro de saúde continua a funcionar em instalações alugadas, no rés-do-chão de um prédio na urbanização Portais da Arrábida e, "apesar do enorme esforço e dedicação da equipa, debate-se com problemas quer de subdimensionamento perante as exigências de uma comunidade em franco crescimento", lembra a autarquia que sublinha ainda que 24,7 por cento de utentes da freguesia não têm médico de família.
Freguesia luta por unidade de saúde há anos 

A Câmara liderada por Álvaro Amaro, “reitera também a necessidade de uma resposta concreta sobre o terreno que propôs para a construção e a tipologia do equipamento a construir, para que seja possível formalizar a sua cedência à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e objetivar o compromisso a estabelecer entre as partes”, lê-se na mesma nota.
A tomada de posição do executivo da câmara de Palmela surge na sequência da aprovação, por unanimidade, de uma moção pela construção da Unidade de Saúde Familiar de Quinta do Anjo, na reunião pública de 8 de Maio.
A moção alerta para os problemas da atual Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Quinta do Anjo e para o elevado número de utentes sem médico de família, destacando também as diligências do município junto da Administração Central, bem como a disponibilidade para colaborar na procura de uma solução.
“A Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Quinta do Anjo continua, hoje, a funcionar em instalações alugadas, no rés-do-chão de um prédio na urbanização Portais da Arrábida e, apesar do enorme esforço e dedicação da equipa, debate-se com problemas quer de subdimensionamento perante as exigências de uma comunidade em franco crescimento, quer de falta de recursos materiais e humanos para fazer face às necessidades”, refere o documento aprovado por unanimidade pelo executivo camarário, de maioria CDU.
De acordo com a autarquia, que cita dados do Agrupamento de Centros de Saúde da Arrábida, de 2019, dos mais de 10 mil inscritos naquela unidade de saúde, alegadamente subdimensionada face ao aumento da população daquela freguesia do concelho de Palmela, há 24,7 por cento de utentes sem médico de família.
“Na freguesia, à falta de recursos materiais soma-se a preocupante falta de recursos humanos, com as restantes Unidades de Saúde em funcionamento – Bairro dos Marinheiros e Olhos de Água/Quinta das Flores – a registarem 100 por cento de utentes (1.815) sem médico de família e deficientes condições de trabalho e acolhimento”, acrescenta o texto da moção da Câmara de Palmela.
A Câmara de Palmela recorda ainda que luta pela construção de uma nova unidade de saúde há cerca de duas décadas e lembra que disponibilizou, em 2002, um terreno para a construção daquele equipamento de saúde.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 

Comentários

  1. A Câmara de PALMELA GANHOU MILHÕES com as urbanizações que provocaram um excessivo aumento de população me Quinta do Anjo sem ligar nenhuma aos serviços que a nova população iria necessitar. Esqueçeu as escolas e a saude, e agora vem acusar o governo que o centro de saude é pequeno. Ficaram com o dinheiro, construiram com essas verbas piscinas e equipamentos diversos no Pinhal Novo e Bairro Alentejano,desprezendo as necessidades dos habitantes a quem gamaram os impostos. Agora vem o caramelo cantor largar postas de pescada com cheiro a mofo...

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  2. Para ter médicas como algumas das que lá estão, e estou a falar de médicas e não médicos, mais vale não ter. Podemos mesmo estar a morrer que elas não passam exames para fazer, só para cumprir os seus objetivos, ou seja trabalham para a instituição Estado mas não em prol da população que foi para isso que se formaram: garantir o bem estar da população e salvar vidas. Fazem o contrário... Enterram-os mais depressa, assim sempre gastam menos dinheiro ao estado em pensões, e exames médicos. E tenho dito!!!!

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