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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Dragagens voltam a Setúbal em Novembro deste ano

“Cerca de 80 por cento da dragagem” está já concluída

As dragagens no rio Sado, ao largo de Setúbal, estavam a decorrer na “perfeita normalidade”, mas foram suspensas por motivos técnicos e, depois, devido à pandemia, prevendo-se que sejam retomadas em Novembro, disse esta quarta-feira a Agência Portuguesa do Ambiente. “Quando for retomada, sê-lo-á também na completa normalidade, trata-se de uma dragagem obedecendo ao mais altos padrões internacionais”, afirmou o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, no âmbito de uma audição, por videoconferência, com a comissão parlamentar de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, na Assembleia da República. Questionado pela deputada do PAN, Cristina Rodrigues, sobre a morte de 11 animais, inclusive cinco golfinhos, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente assegurou essas ocorrências “nada tiveram a ver com os trabalhos de dragagem”.
APA garante regresso das dragagens no outono 

De acordo com o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, a obra foi suspensa por motivos técnicos e, depois, no âmbito do confinamento devido à pandemia, mas “cerca de 80 por cento da dragagem” está já concluída.
“Está previsto, em princípio, que a obra retorne em Novembro”, adiantou Nuno Lacasta.
Apesar de a obra não estar ainda finalizada, o responsável da Agência Portuguesa do Ambiente reforçou que “a dragagem estava a correr na perfeita normalidade”, destacando o nível de atenção aos possíveis impactos, “que excedeu o ‘standard’ nestas matérias”, com dezenas de interações com o promotor, a Câmara de Setúbal, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a Direção-Geral do Património Cultural, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia.
Além da escolha dos locais para deposição de sedimentos, o Projeto de Melhoria das Acessibilidades Marítimas do Porto de Setúbal, que inclui as dragagens do Sado, teve o cuidado de não perturbar as comunidades de roazes (golfinhos), com equipas de biólogos a participar constantemente na monitorização dos trabalhos, e de preservar os valores patrimoniais presentes naquela zona, com a presença permanente de um arqueólogo.

Morte de golfinhos não foram causadas por dragagens
Questionado pela deputada do PAN Cristina Rodrigues sobre a morte de 11 animais, inclusive cinco golfinhos, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente assegurou essas ocorrências “nada tiveram a ver com os trabalhos de dragagem”.
Sobre o procedimento pós-avaliação de impacto ambiental do projeto, Nuno Lacasta indicou que a auditoria será concretizada após a conclusão dos trabalhos, por uma entidade externa certificada.
“Do ponto de vista de dragagens desta natureza, não temos, nos últimos anos, memória de algo tão acompanhado”, considerou o responsável, reforçando que este foi um dos projetos mais analisados.
Relativamente à atividade piscatória, nomeadamente a proteção de comunidades de bivalves e pescado, a Agência Portuguesa do Ambiente decidiu “redefinir locais de depósito para atender às preocupações dos pescadores com a restinga (maternidade de espécies)”.
Neste momento, existem três locais em que foi feito uma afinação do que estava previsto no projeto, em articulação com os pescadores, “reduzindo substancialmente, quer a área, quer a quantidade de dragados depositados”.

Agência de Notícias com Lusa 

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