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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Montijo e Pinhal Novo já estão ligados por ciclovia

A bicicleta é um meio fundamental para melhorar a qualidade de vida das localidades 

O 35.º aniversário da Cidade do Montijo foi marcado pela inauguração da ciclovia Montijo-Pinhal Novo, construída ao longo do antigo ramal de caminho-de-ferro. Um “ato simbólico” como referiu o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, relativo “a uma obra que está relacionada com o desenvolvimento sustentável do Montijo. Fomos das primeiras cidades do país a ter ciclovias. Desde 1998 até agora temos construído quilómetros de ciclovia, que são importantíssimos para a mobilidade das pessoas e para a preservação ambiental”. Do lado do Pinhal Novo, a inauguração até à estrada dos 4 Marcos, ocorreu no final do ano passado. “Espera-se dar um importante contributo para a banalização do uso da bicicleta em articulação com os meios de transporte públicos e para fomentar novas formas de interpretação dos territórios, desenvolvendo a fruição social, a humanização e a coesão dos espaços”, disse Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela, nesta altura. 
Bicicleta ganha espaço nas ligações urbanas 



“A rede de ciclovias ainda não está acabada. Este é um trabalho sempre em desenvolvimento. Agora são mais oito quilómetros que ligam o Montijo ao concelho de Palmela, ligando-nos por essa via a outras pessoas. Este é um elemento fundamental para melhorar a qualidade de vida da cidade” disse Nuno Canta, revelando que no Largo da Estação, local onde decorreu a inauguração, estão projetados outros investimentos, como a requalificação da antiga estação dos caminhos-de-ferro.
Denominado de Montijo Ciclável, a obra trata-se de uma via destinada à utilização de ciclistas e, também, de peões, procurando promover a mobilidade quotidiana sustentável, com repercussão na proteção do ambiente e, consequentemente, na qualidade de vida das populações. Um investimento executado no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, decorrente de uma candidatura municipal ao POR Lisboa 2020, no valor global de 726 mil 289 euros com financiamento Feder (50 por cento) de 363 mil 144 euros.

Parte do Pinhal Novo foi inaugurada o ano passado 
Construída a partir do canal da antiga linha de caminho-de-ferro, a segunda fase da Ecopista liga a zona da Urbanização Vila Serena, em Pinhal Novo. ao entroncamento com a Estrada dos Quatro Marcos, na fronteira entre o concelho de Palmela e o de Montijo, foi inaugurada no final do ano passado.
A obra, com um valor total elegível de 350 mil euros e um apoio financeiro da União Europeia de 175 mil euros, integrou o projeto intermunicipal Ciclop 7 - Rede Ciclável da Península de Setúbal, cofinanciado no âmbito do Portugal 2020.
"Para além de possibilitar aos munícipes uma alternativa de mobilidade em segurança e mais sustentável, esta obra veio valorizar toda aquela zona, fazendo a transição entre o espaço urbano e a zona rural poente, com uma orla verde", referiu na altura o presidente da Câmara de Palmela.
Álvaro Amaro, realçou que a Câmara Municipal "tem apostado em, progressivamente, criar corredores que permitissem devolver espaços à população", nomeadamente, o espaço da antiga linha de caminho-de-ferro. "É um trabalho ao qual assumimos, em 2014, dar continuidade e escala", referiu, lembrando que este era também "um desejo antigo dos pinhalnovenses", agora concretizado.
Este novo troço vem juntar-se à 1.ª fase da Ecopista (1,6 km), inaugurada em Setembro de 2014, que liga, a sul, com a ciclovia de Val´Flores e, a nordeste, com a ciclovia de Vila Serena. A utilização do antigo ramal ferroviário foi possível no âmbito de um protocolo entre o município e a atual Infraestruturas de Portugal, que o cedeu, em comodato, por um período de 30 anos.

Uma cidade aberta ao mundo
As comemorações do 35.º aniversário da cidade prosseguiram na Galeria Municipal com a inauguração da exposição “Através da Pele”, do artista plástico italiano Tony Cassanelli.
Em dia de aniversário e em tempos de pandemia, o presidente da câmara relembrou que “foi a unidade, a coesão e a solidariedade dos montijenses que, perante a presente pandemia, nos permitiu apoiar os mais vulneráveis, salvar vidas e evitar conflitualidades”.
O autarca realçou, ainda, alguns dos investimentos estratégicos para a coesão social e territorial da cidade e evidenciou a responsabilidade de todos na construção de um Montijo melhor: “hoje somos uma cidade aberta, tolerante, que quer participar nos movimentos culturais do seu tempo, uma cidade atrativa e de encontros, que acolhe de portas abertas, unindo culturas e povos”, disse.
Esta perspetiva de abertura e de acolhimento foi, igualmente, realçada por Tony Cassanelli: “recebi do Montijo uma imensa prova de abertura. Hoje estou aqui como estrangeiro e sinto-me em casa. O saber receber e acolher os outros é algo que não podemos esquecer. E sinto que o Montijo nunca esqueceu isso. Não conhecia o Montijo e foi uma surpresa maravilhosa”.
Houve, ainda, oportunidade para a música nas comemorações do Dia da Cidade com o jovem fadista montijense Tiago Correia, acompanhado por José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Bernardo Saldanha, na viola de fado.

Agência de Notícias 

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