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terça-feira, 25 de agosto de 2020

VillaMix previsto para Outubro no Seixal foi adiado

Baía do Seixal recebe maior festival de música brasileira em Outubro de 2021

Prometia ser o grande festival do início de Outubro no distrito de Setúbal mas, devido à pandemia de covid-19 e ao risco "elevado de propagação do vírus", o Villamix, que acontecia pela primeira vez na baía do Seixal, a 2 e 3 de Outubro só volta ao concelho do Seixal em Outubro do próximo ano. O festival passará para 1 e 2 de Outubro de 2021, e os bilhetes deste ano poderão ser utilizados, sem necessidade de os trocar. O festival vai ter dois palcos de grande dimensão e uma tenda eletrónica. O evento deste ano incluía no cartaz Seu Jorge, Luan Santana, Gusttavo Lima e Pedro Sampaio. O VillaMix é um festival de divulgação música do Brasil com 22 edições em nove anos, e realiza-se em Portugal desde 2018 e já juntou 40 mil visitantes na Altice Arena, na capital portuguesa.
Seixal ia receber festival este ano mas foi adiado para 2021 


Depois de quase 10 anos no Brasil, com várias edições por ano, em várias cidades do país, o festival Villamix estreou-se na Europa em Outubro de 2018. Após duas edições de lotação esgotada na Altice Arena, em Lisboa, o Villamix anunciava no início deste ano que se ia mudar para o Seixal.
Agendado para 2 e 3 de Outubro, seria a primeira edição em Portugal ao ar livre, na Baía do Seixal. Porém, e como tem acontecido com tantos eventos e festivais, esta segunda-feira, 24 de Agosto, a organização anunciou a decisão de adiar o evento para o próximo ano.
“Já estamos a trabalhar para uma edição ainda mais grandiosa em 2021 no novo cenário da Baía do Seixal, com novidades que anunciaremos ao longo dos próximos meses”, refere o diretor do VillaMix Lisboa, Pedro Neto. O cartaz, que contava com Seu Jorge, Luan Santana, Gusttavo Lima e Pedro Sampaio, mantém-se inalterado.
O festival passará para 1 e 2 de Outubro de 2021, e os bilhetes deste ano poderão ser utilizados, sem necessidade de os trocar. O festival vai ter dois palcos de grande dimensão e uma tenda eletrónica.
O primeiro dia será uma noite mais pequena, com capacidade para cerca de 15 mil pessoas. Será uma festa da floresta - como acontece na maior edição mundial, em Goiânia - no parque em frente da antiga fábrica da Mundet. O segundo vai acontecer na zona ribeirinha em frente da Baía do Seixal, com vista para Lisboa.

Seixal quer manter festival por muitos anos 
Em Fevereiro deste ano, quando o festival anunciou a mudança para a Baía do Seixal, o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, disse que o objetivo é reforçar a oferta cultural no Seixal, "continuar a contribuir para o desenvolvimento do concelho, mas, acima de tudo, olhar para a região de Lisboa como um todo, sem considerar o rio Tejo como uma barreira física, mas sim como um fator atrativo".
Joaquim Santos frisou ainda que o desejo da autarquia é que o Villamix "permaneça durante vários" anos naquele local. Falou-se ainda da possibilidade de existirem sinergias entre os vários concursos e iniciativas culturais que existem no Seixal e o festival brasileiro.
O plano de mobilidade pretendia incluir horários extra nos autocarros e barcos que habitualmente fazem a travessia entre Lisboa e o Seixal. 
Foi ainda referido que cerca de 35 por cento dos bilhetes vendidos nas últimas edições foram comprados no estrangeiro, seja por brasileiros que vivem noutros países europeus, ou por fãs de outras nacionalidades.
Pedro Neto, responsável pelo Villamix, contou como é que surgiu a oportunidade de se mudarem para o Seixal. “Nós já tínhamos nos nossos planos fazer um evento numa área exterior, e estávamos a pesquisar várias áreas, que fossem perto de Lisboa. E ao mesmo tempo a câmara do Seixal estava à procura de um grande evento que pudesse estar presente no município”.
E acrescenta: “Tivemos muita sorte: este é um local especial, com esta beleza natural, com esta vista para o rio Tejo e a própria cidade de Lisboa, que nos deixou com a certeza de que tínhamos escolhido o lugar correto. Vai ser algo bastante impactante”.
Planos que a pandemia "arruinou" para o outono deste ano. Mas um dos maiores festivais do mundo (e alguns recordes do Guiness), promete voltar em 2021 ainda com mais "animação". Por agora, diz a organização, "é tempo de cuidar uns dos outros e cuidar da saúde de todos, por todos nós". 

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