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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Ministro garante continuidade no aeroporto do Montijo

Governo quer investir na obra no distrito de Setúbal para relançar economia 

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, considerou esta quarta-feira que os impactos da covid-19 no setor da aviação são conjunturais para garantir que o projeto para o novo aeroporto do Montijo é para continuar. O governante diz que o impacto da pandemia será longo, mas conjuntural, e “não apaga” a necessidade de avançar com o aeroporto complementar na Base Área 6, no Montijo. Uma linha seguida já no inicio deste mês pelo primeiro-ministro, António Costa que garantiu em entrevista que a obra é para avançar. "Este não é o momento de desinvestir, mas sim de investir", argumentou o chefe do governo. Contra este "investimento" no distrito de Setúbal estão as autarquias da Moita, Seixal, Palmela, Sesimbra e Setúbal, todas elas geridas pela CDU.
Turismo deve abrandar nos próximos anos 

"Temos expectativa, ambição e desejo que o setor da aviação recupere a prazo e possamos voltar a ter um nível normal. É um problema, mais ou menos longo, mas conjuntural e não apaga a necessidade de aumento da capacidade aeroportuária em Lisboa", afirmou o governante.
"A solução que defendemos tem muitos obstáculos. Vamos continuar a trabalhar nessa solução porque o país depende do aumento da capacidade aeroportuária", disse o ministro, considerando que "o aeroporto de Beja nunca será solução para servir a região de Lisboa".
Em meados de Abril, António Costa, interrogado se o Governo tenciona manter a construção do novo aeroporto do Montijo, numa fase de previsível redução do transporte aéreo em todo o mundo, o primeiro-ministro defendeu que a projetada quebra não compromete "os cenários de desenvolvimento de uma infraestrutura essencial" como essa em termos de médio prazo.
“Este é um investimento exclusivamente privado que será realizado pela ANA e os contactos que tenho tido com a ANA, não obstante o gigantesco prejuízo diário que a ANA está a ter, é manter o calendário de investimento como previsto”, avançou o primeiro-ministro.
"O novo aeroporto internacional será sempre necessário. Como vimos, no passado, o crescimento ultrapassou muito as previsões. Espero que o calendário se mantenha, porque este não é o momento de se desinvestir, mas de investir. Aliás, há obrigações contratuais nesse sentido e têm de ser criadas as condições institucionais para que esse investimento seja possível de realizar", apontou o líder do executivo.

Quebra no turismo nos próximos anos 
A atual situação de quase encerramento do tráfego aéreo, de acordo com o primeiro-ministro, tem apenas a vantagem de permitir a Portugal "ganhar tempo relativamente ao seu atraso nos projetos de desenvolvimento de expansão da capacidade aeroportuária.
António Costa reconheceu que haverá “seguramente uma quebra no turismo nos próximos anos, mas essa quebra não é uma quebra que comprometa aquilo que são os cenários de desenvolvimento de infraestruturas essenciais como o novo aeroporto internacional”, garante o primeiro-ministro.
António Costa apontou que a “quebra, que é previsível que se mantenha durante algum tempo na aviação, vai ser absorvida pela expansão do aeroporto da Portela e pela diminuição do caos que já vivíamos em muitos dias na Portela”.
Sobre o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, Pedro Nuno Santos disse que o que está previsto não é uma expansão já que "o investimento previsto não vai ter grande significado". O que vai permitir, disse, "é uma operação no Humberto Delgado mais fluida" e que "funcione como um hub". "Nós não vamos expandir praticamente nada, vamos melhorar a operação no Humberto Delgado, que hoje já tem 40 movimentos por hora", acrescentou o ministro das Infraestruturas.
O Governo tem mantido os diálogos com as câmaras municipais “nomeadamente com a câmara da Moita, tendo em vista a garantia absoluta que os problemas de impacte ambiental serão devidamente mitigados”. Além da Moita, o Seixal, Palmela, Setúbal e Sesimbra [sobre gestão comunista] estão contra esta opção. Montijo, Alcochete, Barreiro e Almada, com gestão socialista, apoiam a escolha do Governo.

Agência de Notícias

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