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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Lisboa e Almada vão ser ligadas por táxis fluviais

Lisboa aprova protocolo para implementar rede de transportes fluviais no Tejo

A partir do segundo semestre de 2020 vai ser possível apanhar um táxi fluvial entre Lisboa e o concelho de Almada, graças à construção de um novo cais para a atividade marítimo-turística integrado na reabilitação da estação Sul e Sueste no Terreiro do Paço, em Lisboa. A informação foi avançada por Teresa Leal Coelho durante a apresentação da reabilitação da Frente Ribeirinha entre a Doca da Marinha e o Terreiro do Paço. “Passa a ser possível ir de táxi de Lisboa até Porto Brandão, no concelho de Almada”, afirmou a vereadora da Câmara de Lisboa. Duas décadas depois o Muro das Namoradeiras será reconstruido e será possível tomar um táxi fluvial para a Margem Sul ou embarcar para um passeio turístico no Estuário do Tejo. Em 2021, a ideia pode ser alargada ao Montijo, Seixal, Barreiro, Moita ou Alcochete. 
Antiga estação sul e sueste vai reabrir 

Lisboa, dentro de sete meses, contará com um pequeno jardim frente à Estação Sul-Sueste e à saída do Metro do Terreiro do Paço. No Cais das Colunas será limpa toda a parte do rio Tejo, onde hoje estão depositados os restos do entulho das obras do metro, realizadas há vinte anos.
O Novo Cais de Lisboa, que contará com um investimento total de 27 milhões de euros, foi apresentado na quarta-feira pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina. Deste valor, 16 milhões pertencem ao fundo de desenvolvimento turístico e os restantes 11 milhões de euros serão entregues pela Associação de Turismo de Lisboa.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da capital, esclareceu que vai acontecer “a devolução da Doca da Marinha às pessoas e à cidade”, sendo que até à data, este “era um espaço vedado com um muro alto e uma vedação por cima, que era uma área destinada às operações da Marinha portuguesa no Tejo, em matéria de combate à poluição”.
O documento foi aprovado, no inicio do mês passado, em reunião privada do executivo de Lisboa, um protocolo com a associação de turismo da capital com vista à implementação de uma rede de transportes fluviais no Rio Tejo.
No interior da estação, haverá um centro de exposições sobre o Rio Tejo.
Com os trabalhos de reabilitação da Doca da Marinha, o espelho de água vai receber embarcações tradicionais para passeios turísticos e criadas duas zonas verdes.
No espaço ficará ancorado o antigo navio bacalhoeiro Creoula. A faina do bacalhau contará também com uma centro de exposições no Terreiro do Paço.
A reabilitação da frente de rio daquela que é considerada a sala de visitas da capital prevê também a criação de uma ciclovia que integrará um projeto mais vasto de 60 quilómetros, entre Vila Franca de Xira e o Guincho (Cascais). Fernando Medina disse não ter dúvidas que esta "será uma das mais belas ciclovias do mundo".

Autarquia aprovou projeto há um mês
O documento, proposto pelo PSD, foi aprovado com os votos favoráveis do proponente, do PS e CDS-PP, tendo merecido os votos contra do BE e PCP.
Fonte do gabinete da vereação social-democrata explicou, na altura, à Lusa que este protocolo de cooperação entre a autarquia e a Associação de Turismo de Lisboa resulta de um conjunto de reuniões realizadas na presença da vereação do PSD e do PS, da Associação de Turismo de Lisboa, bem como de outras entidades e câmaras municipais.
O protocolo estabelece que a Câmara de Lisboa e a Associação de Turismo de Lisboa  implementem, progressivamente, “uma rede de infra-estruturas de dinamização do transporte fluvial no Tejo que permita ampliar o sistema de transportes fluviais, públicos ou privados, turísticos e de lazer, colectivos ou individuais, ao longo da frente ribeirinha do Rio Tejo, na ligação entre margens e na conexão entre centros urbanos na Margem Sul”.
O documento prevê também a construção e requalificação de marinas, docas, ancoradouros e pontões nas margens do Rio Tejo, tendo já sido identificadas algumas possibilidades de novos cais, nomeadamente na estação sul sueste, no Terreiro do Paço, no Parque das Nações, em Belém e no cais da Matinha, pertencente ao Porto de Lisboa e actualmente sem utilização.

Táxi fluvial ainda pode ser alargado a outros municípios ribeirinhos

O município e a associação de turismo têm ainda identificadas zonas para a instalação ou aproveitamento de pontões, como Alcântara, Belém, Cais do Sodré, Algés e Parque do Trancão, sendo que a identificação de infra-estruturas na Margem Sul do Rio Tejo deverá ser feita com a Administração do Porto de Lisboa e os respetivos municípios, nomeadamente do Seixal, Barreiro, Montijo, Moita e Alcochete.
“A Associação de Turismo de Lisboa  deverá apresentar, até ao final do primeiro trimestre de 2020, uma proposta de infra-estruturas a integrar no projecto” e “o respectivo faseamento”, estabelece o protocolo, avançando que “as obras de construção e/ou reabilitação da primeira fase da rede de infra-estruturas de acostagem” deverão “estar concluídas até ao final do primeiro semestre de 2021”.
De acordo com o documento, “o tráfego fluvial actualmente existente permite o transporte de passageiros e de mercadorias entre as duas margens do estuário [do Tejo], bem como ao longo de uma parte significativa do rio”, um “potencial que não foi suficientemente explorado, seja para fins turísticos e de lazer, seja para transporte de passageiros, seja para outras formas de transporte fluvial como embarcações tradicionais, ‘táxi boats' ou ‘Uber boats'”.
“Efectivamente, a ampliação através do Rio Tejo de novas opções de mobilidade, seja ao longo das margens, seja entre margens, permite simultaneamente potenciar novas oportunidades de negócio de iniciativa privada, dinamizar a economia real, permitindo alternativas de transporte mais flexíveis e diversificadas, passíveis de aproximar as margens entre si e os centros urbanos em cada margem, e promover o desenvolvimento económico e social e coesão territorial”, é ainda destacado.

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