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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

100 mil para estudar futuro de trabalhadores de Sines

Governo quer formar trabalhadores que ficam sem emprego na central a carvão 

O Instituto de Emprego e Formação Profissional vai receber 100 mil euros do Fundo Ambiental para estudar a requalificação dos trabalhadores das centrais termoelétricas de Sines e do Pego [Abrantes], cujos encerramentos foram antecipados para 2023 e 2021, respetivamente, no âmbito dos planos para reduzir as emissões poluentes no país. Nuno Mascarenhas, presidente da Câmara de Sines, é favorável "à descarbonização da economia" e mostra interesse "na transição de um paradigma energético" e "num desenvolvimento económico mais sustentável, minimizando os efeitos" na região, o autarca do PS defendeu que "os impactos sociais devem ser tidos em consideração". A medida vai afetar 700 trabalhadores, dos quais mais de 350 são de Sines. 
Governo quer formar trabalhadores da central de Sines 

A dotação está prevista na versão preliminar da proposta do Orçamento do Estado de 2020 e aparece como resposta do governo às preocupações dos cerca de 700 trabalhadores das duas unidades alimentadas à carvão, que ficarão sem emprego. Estas preocupações têm também vindo a ser lembradas por sindicatos e partidos das esquerdas, que pedem medidas de compensação para os trabalhadores.
O presidente da Câmara de Sines  já solicitou uma reunião com o secretário de Estado da Energia, na sequência do anúncio da cessação da produção da central a carvão de Sines em 2023. Nuno Mascarenhas é favorável "à descarbonização da economia" e mostra interesse "na transição de um paradigma energético" e "num desenvolvimento económico mais sustentável, minimizando os efeitos" na região, o autarca do PS defendeu que "os impactos sociais devem ser tidos em consideração". A medida vai afetar cerca de 700 trabalhadores, a maioria de Sines.  E também cerca de 200 no Pego e 100 no porto de carvão.
"Face ao anúncio do primeiro-ministro de que, a partir de 2023, a central termoelétrica de Sines iria ser progressivamente desativada, a primeira medida que tomei foi pedir uma reunião com caráter de urgência ao secretário de Estado da Energia porque temos várias preocupações", disse Nuno Mascarenhas, na altura do anuncio.
Afirmando-se favorável "à descarbonização da economia" e mostrando interesse "na transição de um paradigma energético" e "num desenvolvimento económico mais sustentável, minimizando os efeitos" na região, o autarca defendeu que "os impactos sociais devem ser tidos em consideração".
"Temos de ter em consideração os impactos sociais que tal medida pode acarretar para os trabalhadores, famílias e empresas que estão na região", afirmou o autarca.
Considerando que o município de Sines, no litoral alentejano, tem tido "um papel relevante ao longo dos anos na produção de energia para o país".
O primeiro-ministro anunciou em Outubro que o seu novo governo está preparado para encerrar a central termoelétrica do Pego, em Abrantes, no final de 2021 e fazer cessar a produção da central de Sines em Setembro de 2023.
"Estou em condições de anunciar que iremos mesmo antecipar o encerramento da central termoelétrica do Pego para o final de 2021, e que a produção da central de Sines cessará totalmente em Setembro de 2023, garantidas condições de perfeita segurança de abastecimento, após a conclusão das barragens do Alto Tâmega e de uma nova linha de alta tensão que abasteça o Algarve, já planeada e prevista para meados de 2022, e que permitirá iniciar o encerramento faseado de Sines", declarou.
No programa eleitoral do PS, o calendário previsto para o encerramento destas centrais era mais distante: "Preparar o fim da produção de energia elétrica a partir de carvão, dando início a esse processo durante a legislatura, com vista ao encerramento ou reconversão das centrais termoelétricas do Pego até 2023 e de Sines entre 2025 e 2030".
No seu discurso na cerimónia de posse do Governo, António Costa repetiu a ideia de que o seu "compromisso fundamental" na nova legislatura passa por responder a quatro grandes desafios estratégicos, a começar no das alterações climáticas.


Agência de Notícias
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