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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Dragagens do Sado arrancam para a semana em Setúbal

Apesar dos protestos as obras no porto de Setúbal vão começar 

As dragagens no estuário do Sado no âmbito do projeto de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal devem começar na semana de 9 a 15 de Dezembro, revelou terça-feira a administração portuária. A Administração dos portos de Setúbal e Sesimbra refere ainda que “tem estado particularmente atenta às preocupações manifestadas pelas associações de pescadores, com as quais está a trabalhar no sentido de encontrar uma solução que, assegurando o cumprimento da Declaração de Impacte Ambiental, salvaguarde os interesses da comunidade piscatória de Setúbal”. Para os pescadores, que estão contra as dragagens, a obra "terá fortes implicações para a biodiversidade das espécies piscícolas do rio Sado". 
Pescadores criticam dragagens no Sado 

“Os trabalhos relativos à primeira fase do projeto decorreram dentro da normalidade, encontrando-se praticamente concluídos, permitindo criar as condições para avançar com os trabalhos de dragagem na semana de 9 a 15 de Dezembro”, disse a Administração dos portos de Setúbal e Sesimbra, questionada sobre a data prevista para o início das dragagens.
Na resposta escrita a perguntas da agência Lusa, a Administração dos portos de Setúbal e Sesimbra adianta que, “dos 3,5 milhões de metros cúbicos de dragados, cerca de metade serão colocados no aterro a nascente do Terminal Ro-Ro e os restantes nos locais de deposição constantes da Declaração de Impacte Ambiental”.
A Administração dos portos de Setúbal e Sesimbra refere ainda que “tem estado particularmente atenta às preocupações manifestadas pelas associações de pescadores, com as quais está a trabalhar no sentido de encontrar uma solução que, assegurando o cumprimento da Declaração de Impacte Ambiental, salvaguarde os interesses da comunidade piscatória de Setúbal”. 
“Neste sentido os trabalhos de deposição dos sedimentos iniciar-se-ão pela zona do aterro a nascente do Terminal Ro-Ro”, lê-se na resposta.

Pescadores temem pelo pescado
Apesar da garantia do porto sadino de que continua empenhada em encontrar uma solução que salvaguarde os interesses dos pescadores, a Sesinal, Cooperativa de Pesca de Setúbal, Sesimbra e Sines, diz não ter conhecimento de qualquer alternativa à localização prevista na Declaração de Impacte Ambiental para a deposição de dragados, na zona da Restinga, perto de Tróia, zona que os pescadores dizem ser fundamental para a reprodução e captura de diversas espécies, bem como para o sustento de centenas de pescadores. 
“A Cooperativa de Pesca de Setúbal, Sesimbra e Sines, não pode aceitar os locais previstos para os despejos de dragados na fase A e B, na zona da Restinga, perto de Tróia, que terá fortes implicações para a biodiversidade das espécies piscícolas como o choco, linguado, raia, polvo, pregado, salmonete, sardinha e cavala, e que também põe em causa a navegabilidade das embarcações de pesca naquela zona”, disse à agência Lusa o presidente da Sesinal, Ricardo Santos.

Agência de Notícias com Lusa 
www.adn-agenciadenoticias.com

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