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segunda-feira, 1 de abril de 2019

PJ detém suspeita por burla informática em Setúbal

Burlona desviou 50 mil euros através do MB Way de clientes do OLX

O Departamento de Investigação Criminal de Setúbal da Polícia Judiciária, em colaboração com a SIBS e Paywatch, procedeu à detenção de uma mulher de 29 anos, suspeita da prática de crimes de burla informática e associação criminosa. A investigação levou ao desmantelamento de um esquema fraudulento de aquisição e venda online de artigos através do portal OLX, lesando dezenas de pessoas desde Fevereiro de 2018. A PJ estima que os valores do negócio rondem os 50 mil euros. A suspeita entrava em contacto com pessoas que colocavam artigos à venda na internet e aproveitava o desconhecimento dos anunciantes sobre o sistema de pagamento para fazer levantamentos e compras.
Mulher burlou dezenas de pessoas 

"Após colocarem os artigos à venda no site OLX, os lesados receberam no seu telemóvel uma mensagem escrita de um suposto interessado, alegando que pretendia efetuar o pagamento através da aplicação MBWay. Desconhecendo o funcionamento da aplicação e convencidos de que se tratava de transações legítimas, os lesados ativaram o referido serviço seguindo instruções do defraudador, introduzindo o número de telemóvel e o código que lhes foi fornecido", descreve a PJ.
Os lesados não recebiam o valor solicitado pelo artigo que pretendiam vender e acabavam "por verificar a existência de diversos levantamentos em numerário e débitos em conta de valor bastante superior".
A mulher agora detida praticaria os crimes a partir de Setúbal e é suspeita da prática dos crimes de burla informática e associação criminosa.

Esclarecimento da SIBS
Em comunicado, a SIBS esclarece que as "burlas e fraudes com serviços legítimos e fidedignos, tal como o MBWay são um problema de segurança pública". Assim, a entidade bancária está totalmente à "disposição das autoridades para prevenir e identificar as respetivas atividades".
A SIBS afirma ainda que "os respetivos dados deste incidente não podem ser revelados, por estarem em segredo de justiça".
A SIBS alerta ainda que, apesar de disponibilizar os serviços com a máxima segurança, os quais podem ser utilizados com confiança, cabe "aos utilizadores protegerem-se contra situações que se afigurem como atividades anormais e irregulares". A entidade bancária recomenda ainda que "os utilizadores não adicionem números de telemóvel que não possua ou desconheça às suas contas".
Refere ainda que os bancos "nunca solicitam a associação do número de telefone às contas e caso sejam abordados para tal, devem desconfiar e contactar o seu agente bancário".
Por fim deixa ainda algumas dicas de “senso comum”, tais como "nunca fornecer dados confidenciais ou pessoais em respostas de emails ou sms", mesmo que a origem "aparente ser legítima"; verificar os "extratos bancários regularmente para identificar eventuais movimentos desconhecidos"; por fim, deverá "contactar o seu próprio banco para acrescentar à sua ficha de cliente o número de telemóvel".

Agência de Notícias

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