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quarta-feira, 3 de abril de 2019

Setúbal inicia hospitalização domiciliária este ano

Medida prevê maior comodidade para o doente e deve arrancar no segundo semestre

O Centro Hospitalar de Setúbal vai iniciar no segundo semestre deste ano a hospitalização domiciliária, um modelo em que os doentes recebem assistência médica especializada em casa em alternativa ao internamento, anunciou aquela unidade de saúde. De acordo com o hospital, os doentes neste regime de hospitalização domiciliária ficam "sob vigilância de uma equipa de gestão hospitalar multidisciplinar, após o devido consentimento informado do doente e da sua família". O internamento reduz os riscos para os doentes e traz poupanças para o Serviço Nacional de Saúde. O Hospital Garcia de Orta, em Almada, foi o primeiro a ter uma unidade de hospitalização domiciliária, um modelo usado em vários países e que traz vantagens, como evitar infeções hospitalares multirresistentes ou reduzir os custos de internamento.
Internamento em casa beneficia utente e SNS 

Em comunicado, o Centro Hospitalar de Setúbal, que integra o Hospital de São Bernardo e o Hospital Ortopédico do Outão, refere que "o Serviço de Medicina Interna vai ser responsável pela implementação de uma Unidade de Hospitalização Domiciliária, prevista para o segundo semestre de 2019, com uma equipa de gestão hospitalar multidisciplinar, uma equipa de hospitalização domiciliária e cinco camas de hospitalização domiciliária".
"Esta unidade [de Saúde] pretende apresentar uma alternativa ao modelo de internamento convencional, que proporciona assistência médica e de enfermagem aos utentes que, apesar de necessitarem cuidados hospitalares, reúnem um conjunto de critérios clínicos, sociais, familiares e geográficos que permitem que sejam hospitalizados no domicílio", acrescenta o comunicado.
De acordo com o Centro Hospitalar de Setúbal, os doentes neste regime de hospitalização domiciliária ficam "sob vigilância de uma equipa de gestão hospitalar multidisciplinar, após o devido consentimento informado do doente e da sua família".
O Centro Hospitalar de Setúbal salienta ainda que o modelo proposto "assenta na Medicina Hospitalar de Ambulatório, centrada nas necessidades do doente agudo, mas simultaneamente mais humanizada, respeitando a individualidade de cada doente e devidamente integrada com os outros níveis de cuidados".
"A Unidade de Hospitalização Domiciliária apresenta várias vantagens, nomeadamente menor incidência de infeções hospitalares, maior comodidade para o doente que recebe cuidados de saúde no seu domicílio, libertação de recursos hospitalares, redução de custos, entre outros", acrescenta o comunicado do Centro Hospitalar de Setúbal.

Internamento em casa reduz riscos e traz poupança de milhões 
O Ministério da Saúde lançou, em Outubro do ano passado, uma estratégia para a hospitalização domiciliária e há pelo menos 23 hospitais ou centros hospitalares que assinaram um compromisso para terem a hospitalização no domicílio a funcionar durante o próximo ano.
A hospitalização domiciliária é uma prática recente em Portugal e está apenas desenvolvida em pleno num hospital. O Hospital Garcia de Orta, em Almada,  foi o primeiro a ter uma unidade de hospitalização domiciliária, um modelo usado em vários países e que traz vantagens, como evitar infeções hospitalares multirresistentes ou reduzir os custos de internamento.
Um despacho da secretária de Estado da Saúde refere a hospitalização domiciliária como “uma alternativa ao internamento convencional”, mas com assistência contínua, que permite reduzir complicações e infeções hospitalares, além de permitir gerir melhor as camas disponíveis para o tratamento de doentes agudos no Serviço Nacional de Saúde.
Genericamente, a hospitalização domiciliária servirá como uma alternativa ao internamento convencional, mediante assistência contínua, tendo de ter a concordância do doente e da família.
De acordo com o despacho, a que a agência Lusa teve acesso, os hospitais que tiverem financiamento para constituir unidades de hospitalização domiciliária terão de assegurar a atividade assistencial até final deste ano.
As unidades de hospitalização domiciliária vão funcionar 24 horas por dia e todos os 365 dias do ano, “com apoio médico e de enfermagem em permanência” e prevenção à noite.
O doente que esteja hospitalizado no domicílio tem acesso aos medicamentos exatamente como se estivesse internado no hospital.
Caberá à Direção-Geral da Saúde criar uma norma de orientação clínica que defina a lista de doenças tipicamente elegíveis para a hospitalização domiciliária e os critérios de inclusão ou exclusão de doentes.
Este modelo de assistência é diferente do apoio social no domicílio que já existe no SNS, uma vez que incide sobre a fase aguda de uma doença ou sobre a agudização da doença crónica.

Agência de Notícias com Lusa 

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