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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Amêijoa-japonesa apreendida no Samouco

Oito toneladas de bivalves resgatados pela Guarda Nacional Republicana

O Destacamento de Controlo Costeiro de Lisboa apreendeu, esta terça-feira, em Samouco, concelho de Alcochete, oito toneladas de amêijoa-japonesa, avaliada em 81 mil e 500 euros, anunciou a GNR, em comunicado. No decorrer de uma ação de vigilância de combate da apanha de amêijoa-japonesa, os militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) detetaram “dois homens na posse de oito toneladas de bivalves, armazenados em espaços improvisados sem quaisquer condições higieno-sanitárias”, lê-se no comunicado. Estas apreensões ocorreram “no âmbito de um conjunto de ações direcionadas para o controlo da captura e comércio ilegal de bivalves, proteção das espécies e segurança alimentar”, indicam as autoridades.
Há milhares de mariscadores no Tejo 


Os bivalves apreendidos não se faziam acompanhar do documento de registo necessário e a sua captura sem que “sejam sujeitos a um controlo higiossanitário” pode colocar em causa a saúde pública.
No comunicado divulgado, a GNR explicou que “os bivalves, por se encontrarem vivos, foram devolvidos ao seu habitat natural”.
Os dois homens, com 32 e 44 anos, foram identificados e foram-lhes passados, pela GNR, os autos de contraordenação respetivos.
Esta apreensão decorreu de um conjunto de ações desenvolvidas pelo Destacamento de Controlo Costeiro de Lisboa, “que visam o combate à apanha ilícita e posterior comercialização de moluscos e bivalves no Estuário do Rio Tejo”.
A amêijoa-japonesa tem obrigatoriamente de ser colocada num centro de depuração licenciado para o efeito, sendo este um estabelecimento que dispõe de tanques alimentados por água do mar limpa, nos quais os moluscos bivalves vivos são colocados durante o tempo necessário para reduzir a contaminação, de forma a torná-los próprios para consumo humano.
Após este processo são encaminhados para um centro de expedição, para poderem ser colocados à venda no mercado, onde é garantida a qualidade do acondicionamento, da calibragem e da embalagem dos bivalves, evitando a sua contaminação.
Os bivalves são apreendidos, uma vez que a sua apanha está interdita no Estuário do Tejo, devido à "possibilidade da conterem quantidades elevadas de toxinas, o que pode colocar em causa a saúde pública, caso sejam introduzidos no consumo”, indicam as autoridades.
“Nos primeiros quatro meses [do ano] foram apreendidos e devolvidos ao habitat cerca de 23 toneladas de espécimes de amêijoa-japonesa que, ao serem impedidos de entrar no consumo, representam cerca de 230 mil euros que são subtraídos ao mercado paralelo ilícito da apanha e que financiariam essas mesmas atividades”, concluiu a força policial no comunicado.

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