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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Museu da Água de Almada estará pronto em 2020

Alunos de Arquitetura da Universidade de Lisboa vão idealizar novo espaço da cidade

O futuro Museu da Água de Almada, situado nos reservatórios do Pragal junto ao Cristo Rei, vai ser idealizado por alunos do mestrado de Arquitetura da Universidade de Lisboa. A obra está orçada num quarto de milhão e prevê-se que seja inaugurada em 2020, segundo revelou Miguel Salvado, vereador da Câmara Municipal e administrador executivo dos SMAS – Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada. Segundo a autarquia, o concurso público para a execução da obra deverá ser lançado até final de 2019, estando igualmente previstas para o próximo ano um conjunto obras de reformulação da rede viária nos acessos ao Cristo Rei.
Novo museu situa-se junto ao Cristo Rei 

"Vamos instalar o futuro Museu da Água nos reservatórios do Pragal, junto ao Cristo Rei, que é também uma forma de valorizar e potenciar aquela área do concelho em termos turísticos, disse à agência Lusa o vereador dos Serviços Municipalizados da Câmara de Almada.
De acordo com o autarca, "em vez de consultar um gabinete de arquitetura, a Câmara de Almada decidiu envolver a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, com um concurso de ideias em que poderão participar os alunos de mestrado daquele estabelecimento de ensino, distribuídos por diversos grupos de quatro elementos".
"No final do processo será escolhida uma proposta de remodelação. Os elementos da equipa vencedora terão direito a um prémio simbólico, no valor de mil euros para cada um", disse Miguel Salvado, acrescentando que, além da reformulação das instalações, o projeto deverá incluir também um auditório na parte superior dos reservatórios de água (subterrâneos).
Miguel Baptista-Bastos, coordenador do projeto na Faculdade de Arquitetura de Lisboa, aponta a parceria como um exemplo a seguir na ligação entre a academia e o mercado de trabalho. “Este protocolo é muito útil para os alunos, pois confere-lhes uma antecipação prática e operativa para a sua futura vida profissional. É fundamental que a academia estabeleça estas parcerias com as autarquias, sendo que este protocolo tem uma dimensão renovadora, auxiliando, deste modo, a autarquia para futuras ideias, visões, estratégias e caminhos para um futuro projeto”. 
À partida, o projeto arranca com cerca de 40 alunos de mestrado de Arquitetura da turma lecionada pelo professor e arquiteto Miguel Baptista-Bastos, mas não se esgota aqui. É extensível a todas as turmas e alunos do mestrado de Arquitetura da faculdade que nele queiram entrar, o que representa um universo potencial de 400 alunos.
O trabalho arranca no início do segundo semestre do ano letivo corrente (2018/2019), com a constituição de grupos com o máximo de cinco elementos cada, que vão desenvolver os seus projetos em função do que se pretende: um museu com um espaço para exposições permanentes e temporárias, sempre relacionadas com a temática da água, dotado de um auditório multiusos e de uma zona de interpretação ambiental. O espaço contemplará também uma horta biológica e pedagógica e uma zona museológica tradicional e outra digital.
Os projetos produzidos pelos estudantes chegarão ao SMAS de Almada no final do semestre. “Estamos a dar oportunidade aos atuais alunos e futuros arquitetos de cooperar connosco naquele que poderá vir a ser um museu estratégico para o nosso concelho”, conclui Miguel Salvado.

Agência de Notícias 

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