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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Barreiro sem barcos novos na travessia para Lisboa

PSD Setúbal acusa Governo de adiar resolução de problemas da Soflusa

O presidente da distrital de Setúbal do PSD, o deputado Bruno Vitorino, acusou o Governo de estar a adiar a resolução dos problemas da Soflusa, empresa que assegura a ligação fluvial entre o Barreiro e Lisboa. "Novamente, o PS continua a adiar a resolução do problema da Soflusa. Supressões de carreiras sem aviso prévio, embarcações sobrelotadas, atrasos constantes que causam grandes constrangimentos a milhares de pessoas", afirmou Bruno Vitorino, em comunicado. Na última quinta-feira, o Governo aprovou o plano de renovação da frota da Transtejo, que faz as ligações fluviais entre Seixal, Montijo, Cacilhas, Trafaria/Porto Brandão e Lisboa, com a compra de dez novos barcos. O Barreiro, e a Slofusa, ficará sem barcos novos. 
Soflusa não vai receber novos barcos 


Contudo, para a distrital do PSD, o Governo não se pode esquecer que, em 2017, "também em vésperas de eleições", o primeiro-ministro, António Costa, "esteve no Barreiro a prometer a resolução dos problemas da Soflusa".
Além disso, Bruno Vitorino indicou que a ligação entre o Barreiro e Lisboa "é a que movimenta mais passageiros entre as duas margens do Tejo", mas tem sido "constantemente ignorada".
"Apesar de o Governo ter dado a entender que haveria um reforço da frota para a Soflusa, tal não se concretiza. Será que o que se passa no Barreiro não merece a atenção do Governo?", questionou.
Em declarações à Lusa, na semana passada, o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, explicou que o investimento se concentra na Transtejo, porque a Soflusa "tem uma frota mais recente, os seus navios ainda estão dentro do seu período útil de funcionamento e operam com eficácia, são navios que ainda não atingiram os 20 anos".
De acordo com o governante, o concurso para a Transtejo será lançado nas próximas semanas e tem um investimento de 57 milhões para a aquisição dos barcos e mais cerca de 33 milhões para a "grande manutenção", sendo um "investimento global que será na ordem dos 90 milhões de euros".
Os novos catamarãs, com capacidade para transportar entre 400 e 450 passageiros, serão movidos a gás natural, estimando-se uma diminuição para metade das emissões de dióxido de carbono, uma descida de mais de cinco mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

Agência de Notícias com Lusa

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