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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

PSD de Setúbal quer responsabilizar BE

Vereador do PSD vai enviar declarações de Mamadou Ba ao Ministério Público

O vereador do PSD na Câmara de Setúbal, Nuno Carvalho, vai enviar as declarações do assessor do BE, Mamadou Ba, sobre a PSP para o Ministério Público, para este avaliar se existe razão para um processo judicial, anunciou esta quarta-feira, o autarca. "Enquanto assessor da Assembleia da República, penso que o senhor Mamadou Ba não deveria referir-se à PSP nestes termos e que deve ser escrutinado por isso. Decidi enviar as declarações que ele proferiu para o Ministério Público avaliar se existe razão para lhe instaurar um processo judicial", disse Nuno Carvalho. O presidente da Assembleia da República rejeitou pronunciar-se sobre declarações do assessor do BE acerca dos acontecimentos no bairro da Jamaica, justificando não ter “jurisdição ou poder disciplinar” sobre os membros dos gabinetes das várias bancadas. Mamadou Ba, ativista e assessor do Bloco de Esquerda, explicou o que quis dizer com "bosta da bófia".
Atos de vandalismo continuam em Setúbal e Lisboa 



"As declarações de Mamadou Ba, que utiliza a expressão `bosta da bófia´, são extremistas e inaceitáveis. Não há nenhuma comunidade em Portugal que se reveja nestas declarações", justificou o autarca social-democrata.
O dirigente da SOS Racismo e assessor do BE Mamadou Ba publicou um texto na rede social Facebook em que fala da "violência policial" no bairro da Jamaica, no Seixal, e dos confrontos na segunda-feira em Lisboa, referindo-se à polícia como "a bosta da bófia".
À Lusa, Nuno Carvalho anunciou ainda que vai propor ao executivo camarário de Setúbal, de maioria CDU, a aprovação de uma moção de apoio à PSP e aos moradores do bairro da Bela Vista.
"Os moradores da Bela Vista também não se revêm nos atos de vandalismo que têm ocorrido nos últimos dois dias", disse Nuno Carvalho.
Durante a última noite, os bombeiros foram chamados a combater oito focos de incêndio em caixotes do lixo e ecopontos do bairro da Bela Vista.
Na quarta-feira de manhã, desconhecidos terão incendiado também o quadro elétrico das instalações do Grupo Desportivo Os Amarelos, perto do bairro da Bela Vista.
Em comunicado divulgado esta quarta-feira, a PSP lembra que "as ações criminosas relatadas constituem crimes de dano qualificado e incêndio que afetam diretamente o bem-estar e qualidade de vida das populações, e passíveis de ser punidos com pena de prisão".
Por isso, aquela força de segurança apela às pessoas para que "denunciem imediatamente às autoridades todas as ações idênticas que presenciem ou de que tenham conhecimento, de forma a possibilitar a identificação e detenção dos suspeitos da prática dos crimes".
Num comunicado anterior, a PSP esclareceu que "nada indicia, até ao momento, que [estes incidentes] estejam associados à manifestação" de protesto contra uma intervenção policial no bairro da Jamaica, no Seixal, no domingo.
O Ministério Público abriu um inquérito aos incidentes no bairro da Jamaica e a PSP abriu um inquérito para "averiguação interna" sobre a "intervenção policial e todas as circunstâncias que a rodearam".

Ferro Rodrigues rejeita pronunciar-se sobre afirmações de assessor do BE
O presidente da Assembleia da República rejeitou  pronunciar-se sobre declarações do assessor do BE acerca dos acontecimentos no bairro da Jamaica, justificando não ter “jurisdição ou poder disciplinar” sobre os membros dos gabinetes das várias bancadas.
A resposta de Ferro Rodrigues foi dada ao deputado e líder da distrital de Setúbal do PSD, Bruno Vitorino, que tinha enviado um email ao presidente da Assembleia da República a questionar se ponderava abrir um inquérito interno ao assessor parlamentar do BE Mamadou Ba por afirmações que classificou de “insultuosas”.
“Em resposta à questão colocada, encarrega-me o Senhor Presidente de informar que não se pronuncia sobre declarações de membros do Gabinetes dos Grupos Parlamentares, sobre os quais não tem qualquer jurisdição ou poder disciplinar, independentemente do seu conteúdo”, refere a resposta do gabinete de Ferro Rodrigues, a que a Lusa teve acesso.

Assessor do BE explica contexto da afirmação 
 "Tentaram colocar as minhas intervenções em grandes parangonas [manchetes]. Se eu substituir a palavra [bosta] por outra palavra, como "horror", e se eu dissesse o "horror da bófia", não me parece que isso tivesse merecido nenhuma parangona de nenhum órgão de imprensa". É esta a resposta que o dirigente do SOS Racismo e assessor do Bloco de Esquerda, Mamadou Ba, deu ao SAPO24 quando questionado sobre os termos que usou numa publicação na sua página de Facebook, onde entre outras coisas se lia a expressão "bosta da bófia" e que deu origem a algumas notícias.
A publicação em causa surgiu na sequência dos incidentes no bairro da Jamaica, no Seixal, neste domingo, envolvendo alguns moradores e a PSP.
Quanto aos títulos da imprensa nacional que refletem as suas afirmações, o dirigente do SOS Racismo, diz que são "notícias plantadas" para "evitar que se fale na verdade do que aconteceu". E o que aconteceu, no bairro da Jamaica, diz, "foi um uso abusivo e desproporcional da força [policial]; injustificada e inaceitável num Estado de Direito".
Sobre a possibilidade do comentário ter sido mal interpretado, Mamadou Ba diz não "ser possível". "No mesmo dia em que escrevi esse post, estive na SIC Notícias e a intervenção é pública. Estive no jornal das 15 horas. A minha intervenção sobre a PSP é límpida, desse ponto de vista", diz. "Bem sei que não sou lusofalante originário, mas eu tirei Língua e Cultura Portuguesa. Confundir um adjetivo com um substantivo não ajuda a clarificar o debate. Uma coisa é tratar a polícia de bosta, outra coisa é dizer que a sua atuação é uma bosta. São coisas distintas, só não percebe quem não quer. E a sua atuação naquela circunstância foi uma bosta", justifica.
Para Bruno Vitorino, deputado eleito por Setúbal, estas afirmações “não podem ser confundidas com liberdade de expressão”, “demonstram preconceito e acicatam ódios e incitam à violência contra instituições que asseguram a legalidade democrática, garantem a segurança interno e os direitos dos cidadãos”.
Na terça-feira, o presidente do PSD, Rui Rio, recusou-se a comentar o protesto e os episódios de violência registados nos últimos dias na Grande Lisboa, justificando não ter tido oportunidade de se debruçar sobre o assunto para poder fazer um “comentário responsável”.
“Não tive oportunidade de me debruçar sobre essa notícia e, portanto, não estou em condições de fazer um comentário responsável”, disse Rui Rio aos jornalistas, quando questionado à margem de uma reunião na sede do partido, em Lisboa.



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