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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

PS acusa autarcas do PCP de impedir aeroporto do Montijo

Comunistas são "força de bloqueio" ao desenvolvimento do distrito de Setúbal dizem os socialistas

O PS de Setúbal, liderado pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, acusa os autarcas do PCP de serem "forças de bloqueio ao desenvolvimento" por tentarem travar a construção do aeroporto do Montijo. "Seria absurdo - e mesmo desproporcional - que um só município pudesse bloquear o investimento mais importante do século na península de Setúbal a propósito de um expediente legal quanto à certificação de um aeroporto", argumenta a federação socialista de Setúbal num comunicado no dia em que esta questão volta a ser debatida no parlamento. Em causa está a posição dos presidentes das câmara da Moita e do Seixal, contra a construção do aeroporto do Montijo, numa altura em que a lei prevê que a obra só possa avançar se reunir o parecer favorável de todos os municípios afetados. Setúbal, Sesimbra e Palmela também são contra a obra. 
PS acusa comunistas de impedir desenvolvimento 

Esta posição de Rui Garcia, presidente da Câmara da Moita, levou o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, a admitir rever a lei, para impedir que uma única autarquia trave a construção do aeroporto complementar de Lisboa.
"Impõe-se, pois, denunciar a atitude dos autarcas do PCP na Península de Setúbal que pretendem conservar o poder que ainda lhes resta nas autarquias da Península de Setúbal com a mesma receita de sempre: opor-se a todo e qualquer desenvolvimento, lançar campanhas de desinformação e manipulação da opinião pública e utilizar e manipular supostas comissões de utentes para servir o seu interesse de imobilismo e de obediência cega às orientações do seu diretório partidário", salientam os socialistas.
O PS de Setúbal, cujo presidente é António Mendonça Mendes (atual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais), considera que a ação do PCP naquela península "é bem conhecida de todos como tendo como único propósito a conservação do seu poder autárquico".
"Os autarcas do PCP na Península de Setúbal assumiram-se ao longo das últimas décadas como forças de bloqueio ao desenvolvimento desta região", acusam os socialistas, sustentando que ao longo de décadas os comunistas da região governaram tendo "sempre por princípio opor-se a qualquer movimento transformador do território, numa postura de confrontação com a administração central e sempre utilizando as populações como arma de arremesso contra os diferentes governos centrais".
Para o PS de Setúbal, "a decisão da estrutura política do PCP de bloquear o projeto do novo Aeroporto Complementar do Montijo é absolutamente inaceitável".
"O PCP quer usar o quadro legal de certificação dos aeroportos para travar na secretaria o que os estudos técnicos garantem: A localização da infraestrutura aeroportuária no Montijo é a decisão que tecnicamente é mais viável para a expansão do Aeroporto Internacional de Lisboa", acusa.
Na opinião dos socialistas, "o que os autarcas do PCP pretendem, na realidade, é continuar a utilizar o poder autárquico que lhes resta na Península de Setúbal como jogo político para servir os seus interesses partidários".
"Bloquear na 25.ª hora a decisão de localização no Montijo da expansão do Aeroporto Internacional de Lisboa constitui uma gravíssima atitude dos autarcas do PCP, porque se traduz no desprezo pelo desenvolvimento deste território e das suas gentes", alegam, recordando que o aeroporto do Montijo "é um investimento que diz respeito a todo o País e a esta região em particular, e não aos territórios de cada Município individualmente".
No comunicado, o PS de Setúbal considera o investimento do aeroporto do Montijo "absolutamente imprescindível" para o país, recorda que é "o maior de sempre" naquela península e aponta o parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente e as 160 medidas de mitigação do impacto ambiental.

Moita prefere campo de tiro de Alcochete
O presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia, esteve em direto no pograma informativo da RTP, Bom Dia Portugal. O autarca defende que os municípios devem ter uma palavra a dizer e que deviam ter sido ouvidos desde o início do processo relativo à construção do novo aeroporto na Base Aérea do Montijo. De referir que o Governo admite mudar a lei, aprovada em 2009, que refere a obrigatoriedade das autarquias afetadas aprovarem por unanimidade o projeto para que a Autoridade Nacional da Aviação Civil dê luz verde à construção.
A Câmara da Moita mantém o parecer negativo à construção do aeroporto, tendo em conta a saúde e a segurança das 35 mil pessoas afetadas no concelho, além dos impactos negativos a nível ambiental.
O autarca defendeu ainda a construção do aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete que “tem todos os efeitos positivos e não tem os efeitos negativos”.
“O que está em causa é o Governo admitir que deve bloquear a opinião e a participação dos municípios em matérias tão importantes para o seu território como esta. Isso não é aceitável”, realça o autarca.

Agência de Notícias com Lusa 
www.adn-agenciadenoticias.com

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