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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Península de Setúbal esteve sem autocarros esta quinta

TST reúne-se com sindicatos este mês para discutir "atualização salarial"

A Transportes Sul do Tejo (TST) informou esta quinta-feira que vai agendar uma reunião com representantes sindicais na segunda quinzena de Fevereiro, para discutir a “atualização salarial” dos trabalhadores, que registaram uma adesão de 79 por cento à greve. Segundo a empresa, numa resposta escrita enviada à Lusa, “até hoje a Área Metropolitana de Lisboa (AML) não apresentou o modelo de compensação aos operadores para 2020”, pelo que ainda “não há condições para qualquer ajustamento” dos salários.
Trabalhadores pretendem melhores salários 

Os motoristas desta rodoviária estiveram em greve, até às três da madrugada desta sexta-feira, exigindo um “salário equiparado ao da Carris”, uma medida que a empresa também defende.
“Antes do final do ano os trabalhadores foram informados de que a administração defende a implementação do mesmo modelo remuneratório em todo o setor dos transportes quer para as empresas públicas, quer para as privadas, dando como exemplo a seguir os níveis remuneratórios praticados na Carris”, referiu a transportadora.
No entanto, explicou, só será possível aplicar a medida depois de saber “quais os montantes a que o Governo, através da AML, está disponível para compensar os operadores pelo Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes”.
“A administração irá continuar a desenvolver esforços no sentido de ter da AML uma resposta que permita, já na reunião a agendar com os sindicatos para a segunda quinzena de Fevereiro, estabelecer os ‘timings’ e respetivos níveis para a atualização salarial aos seus colaboradores”, referiu.
Segundo a empresa, a adesão dos trabalhadores à greve foi de 79 por cento até às 12 horas, o que vai ao encontro da informação transmitida pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) de que o serviço rodoviário esteve “paralisado” esta manhã nos concelhos em que opera, no distrito de Setúbal.
“Neste momento a empresa está paralisada e, desta vez, com as oficinas também paralisadas em todos os concelhos. Se circularem autocarros são só meia dúzia. Não tem havido carreiras para Lisboa e se acontecer uma é por acaso, porque o parque automóvel está praticamente cheio”, disse à Lusa o sindicalista João Saúde.
Os trabalhadores reuniram-se em plenário entre as 10 e as 12 horas e, segundo o responsável, “deram aval aos sindicatos para agendar uma reunião com a administração até ao final de Fevereiro”.
Neste sentido, acrescentou, só depois desta discussão será possível decidir “se é necessário encetar novas formas de luta”.
A TST, detida pelo grupo Arriva, desenvolve a sua atividade na península de Setúbal, com 190 carreiras e oficinas em quatro concelhos: Almada, Moita, Sesimbra e Setúbal.



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