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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

"Não há plano B ao Montijo" diz António Costa

50 anos depois ainda não se sabe onde será o novo aeroporto

Rui Rio falou aos jornalistas na Assembleia da República, sobre o Aeroporto do Montijo. Para o presidente do PSD, o partido "não é chamado" a esta questão: "O que é chamado aqui é o Governo e as câmaras municipais. O PSD não tem sequer nenhuma câmara municipal na zona, elas são todas do PS ou do PCP", começou por afirmar. Para Rui Rio, o Executivo "tem de fazer os esforços todos que estão ao seu alcance para, no quadro do cumprimento da lei, conseguir levar avante o projeto do aeroporto". O primeiro-ministro disse, esta quinta-feira, que "não há plano B ao Montijo", respondendo ao anúncio feito pelo PSD de que vai inviabilizar a alteração da lei que permitirá aprovar a construção do aeroporto no Montijo. "O país anda há mais de 50 anos a discutir a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa. Tudo se discute e depois se chega ao momento de fazer reabre-se outra vez a discussão. Isso não pode ser", disse António Costa.  
Costa não tem plano B para chumbo do Montijo 

Rio aproveitou também para discordar do Executivo de Costa acerca da construção da infraestrutura. "Também ouvi o Governo dizer que se não houver aeroporto não é drama nenhum. Eu, por acaso, não concordo. Acho que o aeroporto já está esgotado há tanto tempo que, para a economia nacional, será um drama se assim for", frisou o líder da oposição.
Para Rui Rio, o Governo "tem de fazer os esforços todos que estão ao seu alcance para, no quadro do cumprimento da lei, conseguir levar avante o projeto do aeroporto". "Estamos a falar do Montijo mas, se amanhã, em vez de Montijo quiser um plano B, há-de ter também câmaras em torno dessa localização que vão ter o mesmo poder que as câmaras atuais".
Deste modo, considera o líder do PSD, "o caminho que está à frente do Governo é o diálogo com as câmaras municipais": "Não vejo outro caminho. uma dada câmara está contra porquê? tem de haver uma razão. Então, pegar nessa razão e ultrapassar essa razão".
Para o seu partido ser 'chamado' à conversa, "é preciso que o Governo altere o decreto-lei de um outro governo do PS" e que "um grupo parlamentar chame aqui ao plenário para reprovar esse decreto-lei".
"Tudo leva a crer que o partido comunista o fará. O PSD será chamado a votar nessa circunstância, se acontecer. Mas é preciso uma ação do Governo, outra que se prevê do PCP, e em terceiro lugar é que virão os outros grupos parlamentares em que esta incluído o PSD que poderá votar a favor, contra ou abster-se. E aquilo que eu acabei de dizer é contra, mas é preciso que isso tudo aconteça", concluiu Rui Rio.

O país tem que ter consensos políticos alargados
Recorde-se que, esta quinta-feira, António Costa, desvalorizou a possível inviabilização do projeto por parte do PSD. "O país anda há mais de 50 anos a discutir a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa."
O líder do Governo explicou que foram feitos os estudos que demonstravam a viabilidade ambiental da solução Montijo, foram ouvidos todos os partidos sobre essa matéria, "alguns sempre disseram que eram contra a localização no Montijo, como o PCP, que defendia Alcochete. O caso do PSD foi diferente e até disse que andávamos a perder tempo em executar uma decisão que tinha sido tomada pelo governo deles. Ainda hoje está lá no Montijo um cartaz do PSD a dizer 'Montijo Já'".
Costa ataca assim o principal partido da oposição: "Dizer Montijo sim, mas não vamos alterar uma lei que permita um só município inviabilizar uma estrutura que é de alcance nacional é algo em que temos que meditar. Nós estamos em diálogo com os municípios todos, designadamente com o da Moita e do Seixal queremos saber qual é o ponto de vista deles", afirmou.
Não podemos estar sempre a mudar. Aceitamos as decisões tomadas pelo governo anterior, tendo em vista a localização do novo aeroporto no Montijo
Segundo o primeiro-ministro, o país anda há mais de 50 anos a discutir a localização de um novo aeroporto internacional de Lisboa. "Eu defendi, ainda quando era candidato a primeiro-ministro, que em matéria de grandes obras públicas o país tem que ter consensos políticos alargados porque não pode estar a mudar de decisão de governo para governo. Um governo faz TGV outro Governo não faz TGV. Um governo faz o aeroporto na Ota o outro faz em Alcochete. Não podemos estar sempre a mudar. Por isso, com toda a humildade, aceitamos as decisões tomadas pelo governo anterior, tendo em vista a localização do novo aeroporto no Montijo", acrescentou.
Por isso, defende que preciso que "haja corresponsabilidade da parte de toda a gente" e lembrou que o PS tinha preferido, já há 10 anos, a solução Alcochete, "mas acontece que passaram 10 anos e entretanto foram tomadas um conjunto de decisões que comprometeram essa solução, o movimento do aeroporto cresceu mais do que aquilo que se pensava, foi feita uma privatização que permitiria financiar o aeroporto e que agora já não permite financiar o aeroporto que agora só pode ser financiado nos termos da concessão".
O líder o governo considera que temos que nos adaptar às novas circunstâncias "e as novas circunstâncias são aquelas que têm sido estabilizadas".
"Fico muito impressionado quando tudo se discute e depois se chega ao momento de fazer reabre-se outra vez a discussão. Isso não pode ser. A decisão Montijo tem vindo a ser consolidada e está generalizadamente pacífica ao longo dos últimos anos, as dúvidas suscitadas tinham a ver com o impacto ambiental que foi feito, sinalizou quais são as medidas de compensação e as restrições e portanto hoje a ANA tem de cumprir essas indicações para realizar a obra, toda agente sabe que é uma obra cada dia mais urgente", concluiu António Costa.

Agência de Notícias

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