Secil avança com despedimento coletivo


56 trabalhadores vão ser dispensados

A necessidade de redução da dimensão da estrutura e dos custos levam a Secil a avançar com um processo de despedimento coletivo, que abrange 56 trabalhadores. A empresa de cimentos Secil confirmou à TSF que vai avançar com o processo que abrange trabalhadores das fábricas do Outão, em Setúbal, de Maceira, em Leiria, e de Pataias, em Alcobaça.

Secil emprega 700 pessoas. 56 vão embora devido à crise 

A empresa de cimentos, detida maioritariamente pelo grupo Semapa, confirmou ter apresentado esta semana aos trabalhadores um plano de redução de pessoal que envolve as fábricas do Outão, em Setúbal, de Maceira, em Leiria, e de Pataias, em Alcobaça, que abrange um total de 56 trabalhadores.
“O despedimento colectivo, mecanismo legal que foi adoptado, garante o melhor enquadramento dos trabalhadores na situação de desemprego e assegura integralmente o cumprimento dos seus direitos”, adiantou à Lusa fonte oficial da cimenteira, que emprega cerca de 700 pessoas

De acordo com a mesma fonte, “o objectivo comum é a viabilidade a longo prazo da Secil, honrando a sua história e preservando o papel importante que tem para a economia do País, num período de incomparável dificuldade e incerteza, bem como para todos que trabalham ou trabalharam [na Secil] ao longo de mais de oito décadas”.
A empresa do grupo liderado por Pedro Queiroz Pereira explicou que “o processo de ajustamento económico em curso em Portugal e na Europa tem tido enorme impacto no sector da construção civil e obras públicas, do qual a Secil e as suas empresas associadas dependem quase integralmente, não existindo perspectivas de recuperação do mercado”.
“O consumo nacional de cimento deverá atingir apenas 3,5 milhões de toneladas em 2012, menos de um terço do volume de 11,5 milhões de toneladas atingidos em 2002”, acrescentou, realçando que “na actual conjuntura, espera-se ainda maior contracção do mercado nos próximos anos”.
Cimpor também “dispensou” 60 trabalhadores O recurso ao despedimento colectivo vem no seguimento de um conjunto de acções de adaptação e redimensionamento, visando adequar a empresa à actual conjuntura económica, tanto nas áreas fabris como nas funções técnicas e administrativas, iniciado em 2011.
Há uma semana, a Cimpor também avançou com um processo de reestruturação que passa pela redução de 60 trabalhadores, através de 40 pré-reformas e 20 rescisões por mútuo acordo, com o objectivo de ajustar a estrutura da cimenteira à realidade do país.

O presidente do conselho de administração da Cimpor, Daniel Proença de Carvalho, confirmou então à Lusa que a empresa está a desenvolver um processo de reestruturação, que tem em conta “a redução do volume de negócios, que se tem vindo a registar nos últimos anos, de forma consistente, ao nível do mercado interno” e sem que estejam previstas melhorias nos próximos anos.

Agência de Notícias 

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