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segunda-feira, 4 de março de 2019

Sismo a fingir testou segurança em escola de Setúbal

Tremor ocorrido a 28 de Fevereiro de 1969 serviu de alerta

Dois exercícios, realizados a 1 de Março, Dia Internacional da Proteção Civil, testaram os procedimentos de segurança em caso da ocorrência de uma catástrofe natural, no âmbito do programa “Setúbal Resiliência +, Os Dias da Segurança”. O exercício, que assinala o Dia Internacional da Proteção Civil, foi desenvolvido pela Câmara de Setúbal, através do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros, em conjunto com os agrupamentos verticais de escolas. O cenário para o simulacro é o do sismo ocorrido a 28 de Fevereiro de 1969, com uma magnitude de 7,9 na escala de Richter, sentido em Setúbal com uma intensidade de nível VI, ou seja, bastante forte, na escala de Mercalli.
Escola testou segurança em caso de sismo 

10h15. A terra treme e o alarme soa em todos os estabelecimentos de ensino público do concelho. O exercício simula um sismo semelhante ao de 1969 e, por isso, há que que adotar as medidas necessárias para que ninguém se magoe.
Na EB n.º 2 de Santa Maria, os alunos e a professora da turma 4.º B protegem-se debaixo das mesas em posição fetal, com as mãos sobre a cabeça e aguardam ordem para se dirigirem ao ponto de encontro, o campo de jogos da escola.
O alarme toca novamente passados 25 segundos e a professora organiza as crianças junto da porta de emergência, em fila indiana.
O tempo decorrido até ao segundo toque depende da duração da onda sísmica. “Normalmente, a primeira onda sísmica dura entre 25 a 50 segundos. Assim que para, podemos sair da posição de autoproteção”, explica Jorge Parrulas, técnico do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros.
Entretanto, as crianças já saíram da sala e são encaminhadas, ordeiramente e por caminhos previamente estabelecidos, para o campo de jogos da escola, definido no plano de segurança escolar como ponto de encontro em caso de emergência.
“Mantém a calma, está bem?”, aconselha um colega a uma pequena mascarada de princesa. “Eu estou calma! Sei muito bem o que fazer!”, garante
No ponto de encontro, os professores reúnem as turmas, fazem a chamada e alguns organizam pequenos jogos e canções para distrair as crianças.
“Não falta ninguém e estão todos bem. Não há feridos a registar”, sorri a coordenadora da escola, Carla Fonseca, satisfeita por os alunos já terem bem interiorizados os procedimentos de segurança que lhes são fornecidos nas salas.
“Todos os anos participamos em simulacros e isto não é novidade para eles. Nas aulas, os professores explicam o que devem fazer e corre sempre tudo bem”.
Reunidas as condições normais de segurança, é tempo de voltar para as salas e continuar as aulas neste último dia antes da pausa letiva do Carnaval, época festiva que levou muitas crianças mascaradas à escola.

Preparar os alunos para uma catástrofe 
O cenário para o simulacro é o do sismo ocorrido a 28 de Fevereiro de 1969, com uma magnitude de 7,9 na escala de Richter, sentido em Setúbal com uma intensidade de nível VI, ou seja, bastante forte, na escala de Mercalli.
Já no edifício da Câmara de Setúbal, na Praça do Brasil, que alberga os departamentos de Recursos Humanos e de Educação, as sirenes de aviso do sistema de alarme soaram às 10h26.
O simulacro, que começou partindo do princípio da ocorrência de um sismo na cidade, visou testar a resposta de evacuação geral e autónoma dos cerca de noventa funcionários do município que trabalham naquele edifício, distribuídos por quarenta gabinetes e dispostos por três pisos.
O exercício foi conduzido pelo Serviço Municipal de Proteção Civil e pela Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, que disponibilizaram para o local uma viatura plataforma multiusos, com alcance em altura e dotada de materiais para salvamento e resgate, e com a colaboração de várias entidades.
Ao sinal de perigo, e após acionados os mecanismos de segurança previsto aquando uma ocorrência deste tipo de acidentes, a evacuação começou de imediato, num procedimento feito do terceiro piso para o rés do chão.
Em cada patamar foram destacados dois elementos para encaminhamento dos funcionários presentes no interior edifício, devidamente identificados com coletes refletores e cartazes nas costas com a palavra “segue-me” escrita.
À medida que os funcionários recebiam ordens de evacuação outros aguardavam a vez de saída dos gabinetes, num compasso de tempo feito respeitando as normas de segurança em caso de sismo, agachados com mãos sobre a cabeça, protegidos debaixo das mesas e a aguardar a ordem de saída.
Ordeiramente todos os presentes foram conduzidos até ao exterior do edifício, onde estava já delimitada uma zona de segurança junto ao parque de estacionamento automóvel da Praça do Brasil.
No final do procedimento, que demorou sete minutos a cumprir, desde o toque da sirene até reunidas as condições normais de segurança, o comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, Paulo Lamego, reforçou a importância destas iniciativas.
“Percebemos aqui hoje a verdadeira importância de um simulacro, que é não só verificar se o sistema funciona e que as pessoas sabem como agir num caso destes, mas corrigir aquilo que não se faz bem. É para repetir, com certeza”, afirmou.
Reunidas as condições normais de segurança, os funcionários tiveram liberdade para retomar o trabalho.
O exercício no edifício da Câmara de Setúbal, que visou igualmente assinalar o Dia Internacional da Proteção Civil, decorreu em paralelo com simulacros em todas as escolas públicas do concelho.
Igualmente no dia, foi inaugurada no Centro Comercial Alegro Setúbal, a exposição fotográfica e documental “Memórias do Sismo de 1969 – 28 de Fevereiro, a noite em que Portugal tremeu”.
A mostra pode ser visitada até 26 de Abril, de segunda a quinta-feira, domingos e feriados, das 10 às 23 horas e aos sábados e vésperas de feriados, das 10 às 24 horas.
O Dia Internacional da Proteção Civil foi, igualmente, assinalado com uma reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil com simulacro de comunicações.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 

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