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terça-feira, 19 de março de 2019

Lagoas de Santo André e de Melides abertas ao mar

Chegada da Primavera abre lagoas ao Atlântico 

A abertura das lagoas de Santo André e de Melides ao mar, nos concelhos de Santiago do Cacém e Grândola, respectivamente, é feita esta terça-feira, numa operação que pretende melhorar a qualidade da água e renovar as espécies, divulgou a Administração da Região Hidrográfica do Alentejo. "Escolhemos esta altura do ano por estar associada ao equinócio da primavera, com marés de grande amplitude que permitem renovar as massas de água que entram nas lagoas, melhorar a qualidade da água e contribuir para a manutenção da fauna", explicou André Matoso, diretor da Administração da Região Hidrográfica do Alentejo, integrada na Agência Portuguesa do Ambiente. A operação consiste na abertura de um canal entre o corpo lagunar e o mar e é coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente em articulação com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. 
Abertura ao Mar atrai centenas de pessoas 

Habitualmente com muitas pessoas a assistir, a abertura artificial da Lagoa de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, e da Lagoa de Melides, no concelho de Grândola, ambas no distrito de Setúbal, é de "extrema importância para os ecossistemas e gestão dos recursos hídricos", sublinhou o responsável.
A operação, que consiste na abertura de um canal entre o corpo lagunar e o mar, com "recurso a maquinaria pesada" e "escavado abaixo da cota de fundo", é coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente em articulação com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e a colaboração da Capitania do Porto de Sines.
"Escolhe-se o alinhamento do canal preferencial de escoamento da água para o mar, através de meios mecânicos, para se tornar mais rápido o processo que se fazia há alguns séculos com recurso às juntas de bois e a pás", relatou.
A Agência Portuguesa do Ambiente prevê que o rompimento da barra arenosa, que separa do mar o corpo lagunar da Lagoa de Melides, em Grândola, aconteça entre as 14h30 e as 15h30, estando previsto entre as 15h30 e as 16 horas a conclusão da abertura da Lagoa de Santo André, em Santiago do Cacém.
Este ano, devido à falta de chuva, segundo André Matoso, a Lagoa de Santo André "tem menos água acumulada", prevendo-se, por isso, que "o volume de água que vai ser transferido para o mar seja menor do que nos anos anteriores".
"Do ponto de vista da espetacularidade, quem se deslocar à Lagoa de Santo André para assistir à abertura certamente não terá a oportunidade de ver a mesma quantidade de água de outros anos, mas mesmo assim vai ser importante a renovação da massa de água", frisou.
O baixo nível da água da zona lagunar permite antever que o canal, entre a Lagoa de Santo André e o mar, esteja aberto durante um período mais curto do que no ano passado.
"No ano passado, o canal manteve-se aberto durante algumas semanas, mas depende de muitos fatores como a chuva, a quantidade de água que sai da lagoa e do estado do mar, que pode encarregar-se de fechar rapidamente o canal, embora esteja prevista nova reabertura caso isso aconteça", esclareceu.
A abertura da lagoa permite a renovação das águas e a exportação de matéria orgânica e nutrientes para a faixa costeira, assegurando também a entrada de sedimentos arenosos e organismos (peixes e invertebrados), que garantem a continuidade da atividade piscatória no local, inserido na Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha. A ligação da lagoa de Santo André ao mar é igualmente aproveitada pelos surfistas locais que não perdem a oportunidade de surfar a onda estática criada pelo encontro das águas.

Agência de Notícias com Lusa 

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