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quarta-feira, 20 de março de 2019

Tutela estuda transportes no Aeroporto do Montijo

Faixa de transportes públicos na Vasco da Gama em estudo 

O Governo quer "garantir a máxima fiabilidade do serviço entre o novo aeroporto do Montijo e Lisboa". Para isso, está a estudar a criação de um corredor na ponte dedicados aos transportes públicos. O aeroporto do Montijo vai fazer surgir uma saída específica na Ponte Vasco da Gama para dar acesso à nova infraestrutura. Mas não só. O Governo está, também, a estudar a possibilidade de criar um canal dedicado aos transportes públicos, com o objetivo de “garantir a máxima fiabilidade do serviço entre o Montijo e Lisboa”, avançou fonte do Ministério das Infraestruturas e Habitação ao Diário de Notícias.  
Novo aeroporto vai trazer mais trânsito  

O CEO da ANA, Thierry Ligonnière, já tinha, também, falado na ideia de criar um corredor de transportes públicos, que facilitasse a travessia do Tejo pela via rodoviária. Contudo, ainda não se sabe como é que deverá funcionar a circulação de trânsito naquela que é uma das principais vias de acesso à capital portuguesa. Todos os dias, passam na Vasco da Gama cerca de 62 mil carros.
Quando o aeroporto do Montijo estiver pronto, os acessos ao centro de Lisboa vão fazer-se, também, através do rio. De acordo com a equipa do ministro Pedro Nuno Santos, “as ligações fluviais entre Lisboa e o cais do Seixalinho [Montijo] estão a ser devidamente ponderadas em articulação com o Ministério do Ambiente e da Transição Energética”.
A criação do novo aeroporto do Montijo vem combater a falta de capacidade do aeroporto da Portela, que está no limite.
A nova infraestrutura aeroportuária - cujo arranque das operações deverá acontecer em 2022 - deverá movimentar até 20 milhões de passageiros, o que abre a porta a um reforço do transporte fluvial. No entanto, "é ainda prematuro identificar o modelo de implementação de ajustamentos ao serviço", diz o governo, acrescentando que, neste momento, "atendendo à sua distribuição ao longo do dia e à sua repartição pelos múltiplos modos no acesso ao aeroporto, não se colocam problemas relevantes de capacidade do sistema de transporte fluvial, centrando-se a questão sobretudo no padrão do serviço".

À espera do estudo de impacto ambiental
O governo está confiante de que os elementos necessários para a conclusão do estudo de impacto ambiental vão ser entregues até ao final deste mês. Cabe à ANA - gestora aeroportuária em Portugal - fazer seguir os elementos em falta e que são fundamentais para que a Agência Portuguesa do Ambiente possa avaliar o impacto que a reconversão da atual base aérea número 6 num aeroporto civil terá na região. No topo das preocupações está a flora e as aves. A gestora detida pelos franceses da Vinci ainda não confirmou a data de entrega.
O governo já fez saber que não tem plano B para a criação de uma nova alternativa complementar à Portela, que está no limite da sua capacidade. Vítor Costa, presidente da Região de Turismo de Lisboa, sublinhou recentemente, em declarações ao DN/Dinheiro Vivo, que a "Portela é decisiva" e que o seu encerramento seria prejudicial para o turismo na região.
O presidente do turismo da região de Lisboa lembrou que, se o Montijo não avançar, toda a atividade turística terá de repensar a sua ambição. "Se quisermos ficar assim já temos nove milhões de turistas, não sei quantos hotéis, as taxas de ocupação são boas, e as rentabilidades são boas, podemos ficar aqui. Mas se quisermos passar para outro patamar precisamos de resolver o problema do transporte aéreo".

Agência de Notícias  

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