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segunda-feira, 25 de março de 2019

GNR de Setúbal detém grupo de tráfico de meixão

Rede de trafico internacional de enguia bebé desativada 

Nove homens, com idades entre os 34 e 62 anos, foram detidos, na semana passada, por contrabando e tráfico internacional de meixão (enguia bebé), que tinha como destino o mercado asiático, informou a GNR de Setúbal. Em comunicado, aquela autoridade adiantou que o grupo de suspeitos, de nacionalidades portuguesa, espanhola e chinesa, tinha "elevada organização e diversas células espalhadas pela Europa", tendo como modo operacional o "recurso a correios" para transportar o meixão para países como China, Vietname, Tailândia e Filipinas. "Nos mercados internacionais o quilo do meixão é avaliado entre cinco mil e 6.500 euros, e em Portugal, é avaliado entre os 500 e mil euros", explicou a Guarda. 

Meixão com muito mercado na Ásia 

No âmbito desta investigação, a GNR realizou quatro buscas domiciliárias e uma não domiciliária, o que levou à apreensão de 200 quilos de meixão, que poderiam atingir no mercado final o valor de 1,3 milhões de euros.
Nesta operação, os militares apreenderam ainda dois veículos equipados com tanques especiais para o transporte do meixão em estado vivo, 70 malas de viagem utilizadas para o transporte internacional das enguias, 22 redes novas para a pesca deste peixe, diverso material para acondicionamento e transporte do meixão em malas de viagem e 110 mil euros em numerário.
A enguia europeia é vulgarmente conhecida por meixão (enguia bebé) e encontra-se classificada como "espécie em perigo", pelo que, em Portugal, a captura deste peixe só é permitida no rio Minho, a pescadores devidamente autorizados, conforme o período sazonal.
"A detenção e comercialização desta espécie dependem de certificado comunitário, emitido pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas", explicou a GNR.
Segundo a mesma fonte, os nove suspeitos foram constituídos arguidos pelos crimes de dano contra a natureza, contrabando qualificado, branqueamento de capitais e associação criminosa.
Por indicação do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e após avaliação pericial, foram devolvidos ao seu habitat cerca de 700 mil exemplares.

Agência de Notícias com Lusa 

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