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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Obras da vala da Salgueirinha avançam em Pinhal Novo

Obras começam amanhã depois de 40 anos de espera

No próximo dia 6 de Junho,  às seis da tarde, vai fazer-se história em Pinhal Novo. Depois de muitas décadas de lutas, reivindicações,  ideias, projetos, promessas de obra e anos de esquecimento, eis que a empreitada de regularização da Ribeira da Salgueirinha arranca esta quinta-feira. O lançamento da primeira pedra da obra, que vai custar mais de 2,5 milhões de euros, vai contar com as presenças de Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela, e de João Ataíde, secretário de Estado do Ambiente. O projeto de intervenção deste troço da Vala da Salgueirinha [como é chamada em Pinhal Novo],  "contribuirá para a melhoria da qualidade de vida da população, para o desenvolvimento socioeconómico local e para a requalificação da paisagem, conciliando as dimensões ambiental, rural e urbana", explica a autarquia. 
Obras  vão começar na Ribeira da Salgueirinha

A obra, orçada em 2,5 milhões de euros, será co-financiada em 85 por cento pelo fundo ambiental, ficando os restantes 15 por cento a cargo do município de Palmela. Foi assim que a autarquia procurou “acelerar uma solução que vinha sendo reivindicada há largos anos pela população e pelas autarquias locais”.
Esta obra abrange uma extensão de cinco quilómetros, "entre a zona de confluência da Ribeira do Alecrim e a Barragem da Brejoeira e pretende prevenir inundações na vila de Pinhal Novo e na respetiva bacia hidrográfica, repor as condições naturais de drenagem pluvial e potenciar a requalificação da paisagem", explica a autarquia. 
Os trabalhos integram a substituição de onze atravessamentos (dois sob a linha de caminho de ferro), a substituição de dois troços cobertos, a regularização do leito e limpeza e desobstrução da ribeira.
A regularização da Ribeira da Salgueirinha "concilia as dimensões ambiental, rural e urbana da freguesia de Pinhal Novo, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população, para o desenvolvimento socioeconómico local e para a requalificação da paisagem", sublinha a Câmara de Palmela. 
O contrato de financiamento do projeto, recorde-se, foi celebrado entre as duas entidades em Março de 2017 e a adjudicação da empreitada foi aprovada em Novembro de 2018, cujo início ficou, então, pendente do visto do Tribunal de Contas, que só agora, no final do passado mês de Maio, chegou.

Uma obra reclamada há 40 anos
Trata-se de um investimento reclamado há vários anos pelos pinhalnovenses e discutido ao longo dos vários mandatos dos executivos de Palmela com os diversos governos que tomaram conta dos destinos do país.
Para trás, em mais de 40 anos de avanços e recuos, ficaram cheiros nauseabundos, desvios de trânsito, estradas submersas, inundações em quintais, campos e até em habitações. 
Durante a assinatura do contrato entre a autarquia e o Fundo Ambiental, Teresa Palaio, diretora do departamento de ambiente e gestão operacional do território da autarquia, lembrou que a empreitada não compreendia a ribeira no seu todo e ao mesmo tempo apontava o objetivo da intervenção e a principal dificuldade existente.
“O principal problema é de cariz hidráulico, com várias situações de atravessamentos, desde a estrada nacional, linhas férreas, caminhos municipais, em que as secções estão completamente sub-dimensionadas”.
O presidente da Câmara de Palmela, sempre afirmou que “depois de definidas as zonas ameaçadas pelas cheias, os pinhalnovenses podem sonhar com um espaço natural e um corredor verde, ao longo da Lagoa da Brejoeira”, disse na altura Álvaro Amaro.
"A criação de um futuro corredor verde, junto à Ribeira da Salgueirinha, transformando-o num espaço natural para benefício da população", será a próxima batalha dos autarcas. 
A cerimónia de lançamento da primeira pedra da obra vai ter lugar amanhã, pelas 18 horas, no início da rua da Cooperativa União Novense, junto ao Parque de Estacionamento Nascente do Mercado Mensal de Pinhal Novo, e contará com as presenças de Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela, e de João Ataíde, secretário de Estado do Ambiente.

Agência de Notícias

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