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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Recuperação do Forte de Albarquel avança em Setúbal

Obra de requalificação deve estar pronta no fim do verão

O Forte de Albarquel está a ser reabilitado numa operação liderada pela Câmara de Setúbal, com trabalhos com conclusão prevista para Setembro, que devolve aquele património do século XVII à cidade com novas valências culturais e educativas. A operação, a decorrer há cerca de nove meses, com encargos repartidos entre a autarquia e o The Helen Hamlyn Trust, no âmbito de um memorando de entendimento firmado em 2016, reserva para a fase final da intervenção os trabalhos de recuperação do exterior da fortaleza, ações de maior impacte visual para o público. O renovado Forte de Albarquel vai acolher um Centro Cultural e de Artes. Quando abrir portas estará vocacionado para a cultura, artes e pedagogia, mas também será uma sala de espetáculos e uma sala para receber visitas oficiais ou investidores. Esta obra foi possível graças à cedência do forte por parte do Ministério da Defesa à autarquia de Setúbal que, por sua vez, estabeleceu um protocolo com a fundação inglesa através da doação do valor de 773, 2 mil euros.
As obras no Forte decorrem em bom ritmo

As obras de recuperação da antiga fortificação militar foram iniciadas em Agosto do ano passado e, durante todo este período, os trabalhos estiveram centrados, sobretudo, no interior do imóvel cedido pelo Ministério da Defesa à Câmara de Setúbal, em Janeiro de 2015, por um período de 32 anos.
Por se tratar de um edifício com elevado valor patrimonial, a opção do gabinete de arquitetura responsável pelo projeto de reabilitação do Forte de Albarquel focou a prioridade no interior do imóvel, no qual foi necessário conduzir um delicado conjunto de ações de restauro e concretizar novas soluções estruturais.
Além da recuperação do edificado histórico, a operação, cuja conclusão, de acordo com o caderno de encargos, está prevista para Setembro, contempla um conjunto de ações de beneficiação da área envolvente, trabalhos a executar pela Câmara de Setúbal.
Esquecido ao longo de décadas e longe da imponência militar de outros tempos, o Forte de Albarquel renasce com num plano delineado pelo município para o transformar num espaço cultural e educativo, com valências museológicas e expositivas, componentes para diversas manifestações culturais e artísticas e funções de sala de visitas da cidade.
O Forte de Albarquel, localizado na praia com o mesmo nome, na margem direita da foz do rio Sado, integrou, a partir do século XVII, a linha defensiva do trecho do litoral que se estendia entre Setúbal e Sesimbra e funcionou como complemento do Forte de São Filipe na proteção da povoação marítima sadina.
A fortaleza foi projetada em 1642, no contexto da Guerra da Restauração da Independência portuguesa, quando D. João IV procedeu a uma ampla remodelação da estratégia defensiva de Portugal, à qual não foi alheia a proteção da barra do Sado.

Sala de visitas da cidade 
Uma das componentes do projeto, de índole museológica e expositiva, envolve a instalação de um núcleo museológico permanente e temporário, destinado à fruição cultural e histórica dirigida aos cidadãos em geral, mas sobretudo aos alunos dos diversos níveis de ensino.
Uma segunda valência, para atividades culturais, prevê manifestações culturais e artísticas de caráter mais restrito, incluindo concertos de música de câmara, recitais de poesia, apontamentos teatrais, apresentação de obras literárias e mostras de artes plásticas.
A terceira componente pretendida, vocacionada para receção e acolhimento, visa capitalizar o enquadramento natural do Forte de Albarquel, utilizando o edifício como sala de visitas de Setúbal, para receber individualidades como corpos diplomáticos, delegações estrangeiras, investidores e empresas.
O memorando de entendimento destaca o “grande interesse público na recuperação e reabilitação do Forte de Albarquel”, uma vez que possibilita “a criação de um espaço de grande qualidade para a utilização cultural e social dirigido a todos os munícipes e cidadãos”.
Por outro lado, o documento do memorando realça que a recuperação daquele património“permite alavancar a reabilitação de toda a zona envolvente [ao Forte de Albarquel], dando continuidade às políticas públicas de atração e aproximação dos cidadãos aos mar e às zonas ribeirinhas nos grandes centros urbanos”.
No âmbito desta ação, a autarquia compromete-se, entre outras intervenções, a preparar e a promover a realização de limpezas dos espaços exteriores envolventes, concretamente entre o Forte de Albarquel e uma futura área de estacionamento a ser construída pelo município setubalense.

Agência de Notícias 

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