Moita pressiona entidades responsáveis por obras urgentes na Escola Secundária

Kristin expôs problemas graves na Escola Secundária e autarquia exige respostas rápidas 

A Câmara Municipal da Moita voltou a intensificar a pressão institucional para acelerar as obras na Escola Secundária da Moita, depois de a tempestade Kristin ter agravado problemas estruturais já antigos no edifício. A autarquia promoveu uma reunião de acompanhamento para avaliar o estado das intervenções e garantir que as soluções necessárias avançam sem novos atrasos.
Reunião da Câmara da Moita avaliou obras urgentes na escola

O impacto da tempestade Kristin, que atingiu o concelho no final de Janeiro, trouxe à superfície fragilidades profundas nas instalações da Escola Secundária da Moita.
Entre os danos mais visíveis encontra-se a situação da sala seis, localizada no piso superior, apontada como uma das áreas mais afetadas pela intempérie.
No entanto, alunos, funcionários e encarregados de educação garantem que os problemas não são recentes e que a degradação do edifício se estende a várias zonas da escola.
"A escola está muito degradada. Todos os dias é uma surpresa, pedaços de teto no chão, por vezes instalações elétricas", contou um aluno, a meio de Fevereiro, relatando o estado das instalações. 
O estudante acrescenta que o ambiente dentro das salas tem gerado receio entre alunos e professores. "Cada vez que estamos numa sala de aula temos medo que um fragmento caia. Nos professores, é visível o desconforto", afirmou.
Entre as preocupações mais referidas pela comunidade escolar estão também janelas que não fecham e o piso do pavilhão desportivo que começa a levantar, segundo relatos de encarregados de educação.

Autarquia lidera pressão institucional
Perante este cenário, a Câmara Municipal da Moita tem assumido um papel ativo na exigência de respostas rápidas por parte das entidades responsáveis pelo parque escolar.
Na última sexta-feira, a autarquia promoveu uma reunião de acompanhamento no Salão Nobre da autarquia, dedicada exclusivamente ao ponto de situação das intervenções na escola.
Segundo a Câmara da Moita, o objetivo foi avaliar as obras necessárias após os danos provocados pela tempestade Kristin e assegurar que o funcionamento da escola não sofre novos atrasos.
"A Câmara Municipal da Moita tem mantido uma postura proativa e de insistência permanente junto das entidades competentes, alertando de forma reiterada para os problemas estruturais graves que afetam este estabelecimento de ensino", refere a autarquia.
O município acrescenta ainda que tem enviado relatórios técnicos detalhados e formalizado sucessivos pedidos de intervenção urgente.
"Estas diligências traduzem uma pressão constante para que o parque escolar do concelho receba o investimento necessário", sublinha o município.

Defesa da comunidade educativa
A reunião contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Moita, Carlos Albino, do vereador António Carlos Pereira, técnicos municipais, direção da escola, Associação de Pais e Encarregados de Educação e representantes da Junta de Freguesia da Moita.
De acordo com a autarquia, esta articulação entre entidades é fundamental para garantir uma partilha de informação transparente e reforçar uma posição comum na defesa das condições de ensino.
"O município da Moita continuará a acompanhar o processo de forma rigorosa, mantendo a pressão institucional junto de quem tem responsabilidade direta sobre o edificado escolar", garante a Câmara.
A autarquia reforça ainda que a segurança e o bem-estar da comunidade educativa são prioridades absolutas.
"Não abdicaremos de exigir o cumprimento dos prazos e a qualidade das intervenções em curso", conclui o município.

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