Sessão solene reúne autarcas e comunidade em celebração do desenvolvimento da freguesia
Pinhal Novo viveu este sábado um momento simbólico da sua história coletiva ao assinalar os 98 anos da criação da freguesia e os 38 anos da elevação a vila, numa sessão solene que reuniu autarcas, representantes políticos, associações e população. Entre memórias do passado e reflexões sobre o futuro, o encontro destacou a identidade forte da comunidade e a necessidade de cooperação para responder aos desafios de uma freguesia que continua a crescer no concelho de Palmela.![]() |
| Comunidade pinhalnovense celebrou história e futuro |
A cerimónia ficou marcada por discursos institucionais e intervenções das diferentes forças políticas representadas na Assembleia de Freguesia. Apesar das diferenças partidárias - com eleitos do PS, CDU, Chega e Tempos de Mudança (PSD/CDS-PP) - a mensagem comum foi clara: o futuro de Pinhal Novo constrói-se com participação cívica, diálogo e trabalho conjunto.
Nos últimos anos, Pinhal Novo tem registado um aumento significativo da população, sinal da atratividade da freguesia e da sua qualidade de vida. Para o presidente da Junta de Freguesia, João Estróia Vieira, este crescimento é motivo de orgulho, mas também traz novas responsabilidades.
"Celebramos 98 anos da criação da freguesia de Pinhal Novo e 38 anos da sua elevação à vila. São datas que nos convidam a parar um pouco e a reconhecer o contributo de todos aqueles que foram construindo esta comunidade. Estas datas não pertencem a ninguém, pertencem apenas ao Pinhal Novo", afirmou.
O autarca sublinhou que a identidade da freguesia nasce do esforço coletivo de várias gerações, lembrando o papel dos moradores, das associações culturais e recreativas, dos clubes desportivos e da sociedade filarmónica que mantêm viva a tradição musical da terra. Também os bombeiros, as instituições sociais e as diferentes forças políticas que ao longo das décadas participaram na governação local foram recordados como parte essencial do percurso da freguesia.
"São os moradores que diariamente constroem a vida da nossa comunidade, as associações que mantêm viva a dinâmica cultural e social e os clubes que formam não apenas atletas, mas sobretudo cidadãos", destacou.
Contudo, o crescimento populacional traz consigo desafios concretos já para este ano. Entre as prioridades da Junta estão melhorias em infraestruturas e equipamentos, intervenções no recinto do mercado mensal, trabalhos nos cemitérios da freguesia e o reforço da prevenção nas zonas rurais, nomeadamente através da manutenção de aceiros e limpeza de bermas após as recentes intempéries.
"Só com cooperação institucional, diálogo e trabalho conjunto conseguiremos responder à dimensão dos desafios que temos pela frente", afirmou o presidente da Junta.
Também a presidente da Câmara Municipal de Palmela, Ana Teresa Vicente, destacou o papel central que Pinhal Novo assume no território e recordou que o centenário da freguesia está cada vez mais próximo.
"Faltam poucos anos para estarmos aqui a assinalar o centenário, um momento que será certamente ainda mais bonito", afirmou.
A autarca lembrou que, apesar de ser uma das freguesias mais recentes do concelho, Pinhal Novo conheceu um crescimento rápido e intenso ao longo das últimas décadas.
"Começando pelas grandes herdades que caracterizavam este território, passámos para aquilo que conhecemos hoje. É uma história curta, mas muito intensa", explicou.
Entre os marcos históricos recordados esteve a figura de José Maria dos Santos e a importância da herdade de Rio Frio para o desenvolvimento económico da região, onde existiu aquela que foi considerada a maior vinha do mundo.
Hoje, sublinhou a presidente da Câmara, Pinhal Novo afirma-se como um importante polo urbano e económico.
"É a freguesia mais central do nosso concelho, às portas de Lisboa, com excelentes acessibilidades rodoviárias e ferroviárias. Mas não é um dormitório da capital. É uma terra com uma dinâmica cultural, social, económica e associativa absolutamente invejável", afirmou.
Também o presidente da Assembleia Municipal de Palmela, João Pedro Leitão, destacou o significado simbólico destas celebrações, defendendo que a comemoração do passado deve ser acompanhada de uma visão clara para o futuro.
"Celebramos histórias, raízes e conquistas, mas também olhamos para a frente com responsabilidade e ambição. O Pinhal Novo é muito mais do que um conjunto de casas e ruas, é uma comunidade viva, trabalhadora e empreendedora".
O autarca sublinhou que o crescimento demográfico da freguesia - atualmente a mais populosa do concelho - exige planeamento e investimento em infraestruturas.
"O potencial do Pinhal Novo é evidente, mas o crescimento exige planeamento, infraestruturas e vontade política".
Entre os desafios apontados estão o reforço da habitação pública acessível, melhorias no centro de saúde, melhores transportes públicos e mais investimento em equipamentos e maquinaria municipal para responder às necessidades da população.
João Pedro Leitão lançou ainda a possibilidade de discutir futuramente a elevação do Pinhal Novo a cidade, defendendo que essa decisão poderá passar por ouvir diretamente a população.
"Celebramos 98 anos da criação da freguesia de Pinhal Novo e 38 anos da sua elevação à vila. São datas que nos convidam a parar um pouco e a reconhecer o contributo de todos aqueles que foram construindo esta comunidade. Estas datas não pertencem a ninguém, pertencem apenas ao Pinhal Novo", afirmou.
O autarca sublinhou que a identidade da freguesia nasce do esforço coletivo de várias gerações, lembrando o papel dos moradores, das associações culturais e recreativas, dos clubes desportivos e da sociedade filarmónica que mantêm viva a tradição musical da terra. Também os bombeiros, as instituições sociais e as diferentes forças políticas que ao longo das décadas participaram na governação local foram recordados como parte essencial do percurso da freguesia.
"São os moradores que diariamente constroem a vida da nossa comunidade, as associações que mantêm viva a dinâmica cultural e social e os clubes que formam não apenas atletas, mas sobretudo cidadãos", destacou.
Contudo, o crescimento populacional traz consigo desafios concretos já para este ano. Entre as prioridades da Junta estão melhorias em infraestruturas e equipamentos, intervenções no recinto do mercado mensal, trabalhos nos cemitérios da freguesia e o reforço da prevenção nas zonas rurais, nomeadamente através da manutenção de aceiros e limpeza de bermas após as recentes intempéries.
"Só com cooperação institucional, diálogo e trabalho conjunto conseguiremos responder à dimensão dos desafios que temos pela frente", afirmou o presidente da Junta.
Uma vila com peso estratégico no concelho
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| Discursos institucionais marcaram aniversário da freguesia |
"Faltam poucos anos para estarmos aqui a assinalar o centenário, um momento que será certamente ainda mais bonito", afirmou.
A autarca lembrou que, apesar de ser uma das freguesias mais recentes do concelho, Pinhal Novo conheceu um crescimento rápido e intenso ao longo das últimas décadas.
"Começando pelas grandes herdades que caracterizavam este território, passámos para aquilo que conhecemos hoje. É uma história curta, mas muito intensa", explicou.
Entre os marcos históricos recordados esteve a figura de José Maria dos Santos e a importância da herdade de Rio Frio para o desenvolvimento económico da região, onde existiu aquela que foi considerada a maior vinha do mundo.
Hoje, sublinhou a presidente da Câmara, Pinhal Novo afirma-se como um importante polo urbano e económico.
"É a freguesia mais central do nosso concelho, às portas de Lisboa, com excelentes acessibilidades rodoviárias e ferroviárias. Mas não é um dormitório da capital. É uma terra com uma dinâmica cultural, social, económica e associativa absolutamente invejável", afirmou.
Vozes políticas pedem união para enfrentar desafios
A sessão solene contou também com intervenções dos líderes das bancadas na Assembleia de Freguesia, que reforçaram a importância da participação da comunidade na construção do futuro.
Para o líder da bancada do PS, Álvaro Rebelo, o desenvolvimento da freguesia depende do envolvimento diário da população.
"O futuro de Pinhal Novo não se constrói apenas nas instituições. Constrói-se todos os dias, nas escolas, nas associações, nas empresas, nas ruas e nas casas desta freguesia", afirmou.
Para o líder da bancada do PS, Álvaro Rebelo, o desenvolvimento da freguesia depende do envolvimento diário da população.
"O futuro de Pinhal Novo não se constrói apenas nas instituições. Constrói-se todos os dias, nas escolas, nas associações, nas empresas, nas ruas e nas casas desta freguesia", afirmou.
Álvaro Rebelo defendeu ainda que o aniversário deve servir para reforçar o compromisso coletivo com o progresso da freguesia. "Neste aniversário, reafirmamos a vontade de continuar a construir um Pinhal Novo mais desenvolvido, mais inclusivo, mais sustentável e mais preparado para os desafios das próximas décadas".
Também João Espalha, da CDU, evocou as raízes históricas da comunidade, lembrando o papel dos ferroviários, operários, agricultores e comerciantes que ajudaram a construir a identidade da vila.
"Pinhal Novo nasceu da força do seu povo, que enfrentou dificuldades mas soube unir-se para fazer crescer este território", sublinhou.
Também João Espalha, da CDU, evocou as raízes históricas da comunidade, lembrando o papel dos ferroviários, operários, agricultores e comerciantes que ajudaram a construir a identidade da vila.
"Pinhal Novo nasceu da força do seu povo, que enfrentou dificuldades mas soube unir-se para fazer crescer este território", sublinhou.
Apesar das conquistas, o autarca lembrou os desafios atuais enfrentados pelos pinhalnovenses, como o custo de vida, os problemas na habitação ou as necessidades de mobilidade. "Continuaremos a exigir respostas à altura destas aspirações”, garantiu, acrescentando que os eleitos da CDU permanecem “junto das populações, a ouvir e a encontrar soluções".
Já Palmira Hortense, líder da bancada do Chega, apelou à superação das divergências políticas em nome da comunidade.
“Aquilo que nos une é maior do que o que nos separa”
"Pinhal Novo é a minha casa, a casa de todos nós. Independentemente das diferenças políticas, aquilo que nos une é sempre maior do que aquilo que nos separa", afirmou.
"Pinhal Novo é a minha casa, a casa de todos nós. Independentemente das diferenças políticas, aquilo que nos une é sempre maior do que aquilo que nos separa", afirmou.
A autarca destacou o papel das associações, das tradições e do trabalho diário dos pinhalnovenses na construção de uma freguesia dinâmica e com identidade própria.
Palmira Hortense defendeu ainda que o futuro da vila deve ser construído com objetivos comuns. "Independentemente das diferenças políticas, o interesse deveria ser um Pinhal Novo melhor - mais limpo, mais seguro, mais verde, mais solidário e mais atrativo".
Da parte da bancada Tempos de Mudança (PSD/CDS-PP), Rita Tapadinhas recordou a elevação de Pinhal Novo a vila, em 1988, como um momento decisivo para a afirmação da freguesia.
"Não celebramos apenas um decreto legal, celebramos a força de uma população que provou que a autonomia e a ambição transformam territórios", destacou.
A autarca defendeu ainda que o potencial da vila poderia ser ainda maior, apontando áreas como indústria, turismo, infraestruturas e emprego como fundamentais para o desenvolvimento futuro.
"Não celebramos apenas um decreto legal, celebramos a força de uma população que provou que a autonomia e a ambição transformam territórios", destacou.
A autarca defendeu ainda que o potencial da vila poderia ser ainda maior, apontando áreas como indústria, turismo, infraestruturas e emprego como fundamentais para o desenvolvimento futuro.
Um futuro que pode passar pela elevação a cidade
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| Assembleia Municipal quer população a discutir elevação a cidade |
"Celebramos histórias, raízes e conquistas, mas também olhamos para a frente com responsabilidade e ambição. O Pinhal Novo é muito mais do que um conjunto de casas e ruas, é uma comunidade viva, trabalhadora e empreendedora".
O autarca sublinhou que o crescimento demográfico da freguesia - atualmente a mais populosa do concelho - exige planeamento e investimento em infraestruturas.
"O potencial do Pinhal Novo é evidente, mas o crescimento exige planeamento, infraestruturas e vontade política".
Entre os desafios apontados estão o reforço da habitação pública acessível, melhorias no centro de saúde, melhores transportes públicos e mais investimento em equipamentos e maquinaria municipal para responder às necessidades da população.
João Pedro Leitão lançou ainda a possibilidade de discutir futuramente a elevação do Pinhal Novo a cidade, defendendo que essa decisão poderá passar por ouvir diretamente a população.
Orgulho e compromisso coletivo
As comemorações dos 98 anos da freguesia e dos 38 anos de vila foram, assim, um momento de reconhecimento do percurso feito e de afirmação da identidade pinhalnovense.
Para João Estróia Vieira, o futuro continuará a ser construído pela força da comunidade.
"Se algo que a história do Pinhal Novo nos demonstra é que o progresso desta terra sempre foi feito pela força dos pinhalnovenses de origem e de destino. Que estas comemorações sirvam para reforçar o orgulho em sermos pinhalnovenses e renovar o compromisso de continuarmos juntos a construir o futuro desta terra".
As comemorações dos 98 anos da freguesia e dos 38 anos de vila foram, assim, um momento de reconhecimento do percurso feito e de afirmação da identidade pinhalnovense.
Para João Estróia Vieira, o futuro continuará a ser construído pela força da comunidade.
"Se algo que a história do Pinhal Novo nos demonstra é que o progresso desta terra sempre foi feito pela força dos pinhalnovenses de origem e de destino. Que estas comemorações sirvam para reforçar o orgulho em sermos pinhalnovenses e renovar o compromisso de continuarmos juntos a construir o futuro desta terra".
Com o centenário já no horizonte, Pinhal Novo celebra o passado, mas prepara-se para escrever os próximos capítulos da sua história.
Paulo Jorge Oliveira
Fotografia: Paulo Jorge Oliveira



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