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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Remoção de resíduos no Barreiro e Seixal em 2019

Governo "limpa" terrenos da Quimiparque e Siderurgia e apresenta Almada a investidores estrangeiros 

O Secretário de Estado do Ambiente afirmou esta quinta-feira que o processo de remoção de resíduos do passivo ambiental no Arco Ribeirinho do Tejo, designadamente na Quimiparque, no Barreiro, e na siderurgia, no Seixal, deverá estar concluído em 2019. "É grato saber que estamos a messes de ver estes projetos concluídos e saber que já estão bem encaminhados os projetos e os estudos que permitirão eliminar e fazer intervenções em pequenas bolsas que não foi possível detetar nos estudos iniciais", disse o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, durante uma visita aos trabalhos de descontaminação na zona da Quimiparque, no Barreiro. Segundo o presidente do Conselho de Administração da Baia do Tejo, Jacinto Guilherme Pereira, há cinco investidores estrangeiros que já formalizaram o interesse no projeto Almada Nascente, com um investimento global estimado de um a 1,5 mil milhões de euros, designadamente um grupo norte-americano, outro britânico e outro chinês, para além de dois consórcios portugueses.
Terrenos de antigas fábricas vão ser descontaminados 

O governante disse esperar "que esses estudos tenham informação suficiente para lançar empreitadas ainda neste Quadro Comunitário de Apoio, porque ainda há disponibilidade de cerca de 15 milhões de euros para solos contaminados em Portugal", acrescentando que já foram disponibilizados cerca de 500 mil euros para esses estudos.
Para além dos trabalhos de descontaminação em curso na Quimiparque, de onde de já foram retiradas 17,3 mil toneladas de pirites verdes, está em fase adiantada a remoção de 16 mil toneladas de lamas de zinco e igualmente prevista a eliminação de cerca de 51,5 toneladas de lamas de aciaria e pós de goela, junto à siderurgia do Seixal.
"É um investimento no total de 13 milhões de euros, com um significado muito importante e, sobretudo, com um significado quase decisivo para concluirmos aquilo que eram a situações criticas e prioritárias", disse Carlos Martins.

Cinco investidores estrangeiros mostram  interesse no projeto Almada Nascente
Referindo-se aos terrenos dos antigos estaleiros da Margueira, em Almada, para onde está previsto o Plano de Urbanização Almada Nascente, Carlos Martins lembrou que o Ministério do Ambiente já publicou a legislação que permitiu delimitar os territórios e definir quem poderá interagir sobre eles, acrescentando que, a partir de agora, "cabe à Parpública, à Baía do Tejo e aos municípios envolvidos, conduzir aquilo que é o processo de gestão do território".
A Baía do Tejo, do universo Parpública (empresas detidas pelo Estado), tem a seu cargo a gestão dos Parques Empresariais localizados no Barreiro, Seixal e Estarreja, bem como o desenvolvimento do projeto Arco Ribeirinho Sul, que prevê a requalificação de antigas áreas industriais da Quimiparque, no Barreiro, da Siderurgia, no Seixal, e da Margueira, em Almada.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Baia do Tejo, Jacinto Guilherme Pereira, há cinco investidores estrangeiros que já formalizaram o interesse no projeto Almada Nascente, com um investimento global estimado de um a 1,5 mil milhões de euros, designadamente um grupo norte-americano, outro britânico e outro chinês, para além de dois consórcios portugueses.
"Aquilo que é a nossa expetativa é que até ao fim do primeiro semestre deste ano - um pouco mais talvez - seja lançado o concurso para alienação do território, com o comprometimento de que qualquer investidor, e esse é um fator fundamental que eu gosto de sublinhar sempre - que venha a adquirir a propriedade daquele território, será com a condição de desenvolvimento do projeto", disse Jacinto Guilherme Pereira.
"Não será nunca para especulação imobiliária. Será com esse compromisso e com essa condição de desenvolvimento do projeto num determinado prazo que está a ser delineado e que andará entre os dez e os quinze anos, que é o que está, à partida, previsto no Plano de Urbanização Almada Nascente", concluiu o presidente do Conselho de Administração da Baía do Tejo.

Agência de Notícias com Lusa 

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