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quinta-feira, 29 de março de 2018

Terminal do Barreiro será mais pequeno e multiusos

Câmara anuncia que a Quimiparque vai receber novo terminal de contentores

A ministra do Mar garantiu que o projecto do terminal do Barreiro voltará a ser submetido à avaliação de impacto ambiental até ao Verão. Mas será diferente. Além da redução da área de ocupação, vai receber mais do que contentores. A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, revelou que o novo terminal de contentores no Barreiro deverá estar pronto “em 2022 ou 2023, dependendo do que sair da avaliação de impacto ambiental”. A governante disse ainda que, além do terminal de Sines, investidores chineses “têm-se mostrado” interessados em investir neste novo terminal.  Ao que tudo indica, ficou já estabelecida a localização do futuro terminal de contentores a ser edificado no Barreiro, de acordo com informações avançadas ontem por Frederico Rosa, presidente da câmara do Barreiro, o novo terminal está projectado para o parque empresarial da Quimiparque, uma decisão sustentada por dois fundamentos basilares: não impedir um futuro corredor da Terceira Travessia sobre o Tejo e não prejudicar a zona urbana e respectivas paisagens.
Governo estuda zona da Quimiparque para Terminal do Barreiro

O parque empresarial da Quimiparque vai receber o novo terminal de contentores do Barreiro, revelou o presidente da câmara, Frederico Rosa. A par do anúncio, o autarca referiu que no próximo mês de Julho deverá entrar para consulta pública o novo estudo de impacte ambiental para o início do projeto, avançou o Correio da Manhã.
Frederico Rosa explicou que a localização do novo terminal de contentores foi definida de forma a não impedir o corredor de uma futura ponte sobre o Tejo, assim como não entrar na zona urbana limítrofe da cidade e afetar a paisagem.
Rui Braga, vereador do Desenvolvimento Económico e Estratégico, referiu que “o terminal encolheu um bocadinho, mas com uma redução na capacidade”, de forma a acomodar contentores. O responsável afiançou a possibilidade de 30 por cento do tráfego sair por barcaças no rio Tejo, por forma a reduzir a circulação de camiões entre margens.
Recorde-se que a avaliação de impacto ambiental de um primeiro projecto esteve já nas mãos da Agência Portuguesa do Ambiente, mas o processo foi interrompido depois da Câmara Municipal do Barreiro se ter mostrado contra a localização prevista.
O projeto entrou então numa fase de reconfiguração física, que levou a uma nova localização mas também a um redimensionamento do terminal e até a mudanças a nível de operacionalidade, admitiu a Ministra.
Ana Paula Vitorino confirmou que se decidiu "deixar de ser terminal só de contentores para ser um terminal multisusos", podendo assim movimentar carga contentorizada mas também graneis sólidos e carga ro-ro.
A Ministra do Mar garantiu que neste processo "não existe nenhuma circunstância anómala, são coisas normais nos projectos de grandes infra-estruturas", adiantando que, a nível de localização, se decidiu "deslocar para montante o terminal e ter uma ligeira rotação de forma a não ser impactante do ponto de vista da área urbana do Barreiro".

Investidores chineses interessados 
A Ministra do Mar assegura que “em 2022 ou 2023, dependendo do que sair da avaliação de impacto ambiental, teremos o novo terminal do Barreiro. “Os investidores chineses têm-se mostrado mais interessados no novo terminal de Sines, mas também no do Barreiro. Temos tido manifestações de interesse de grandes operadores mundiais e também de investidores que não têm um percurso na área portuária, mas que têm interesse nas áreas relacionadas com os portos, principalmente para os portos de Sines, Lisboa e Leixões”, afirmou Ana Paula Vitorino, em entrevista à TSF e Dinheiro Vivo.
Na mesma entrevista, a ministra indicou que têm existido demonstrações de interesse de “grupos do norte da Europa [sobretudo da Dinamarca] que pretendem instalar-se em Portugal e que estão a começar a analisar o mercado”. “Acham que este pacote de investimento nos portos vai criar oportunidades não só na atividade portuária mas em todas as atividades conexas”, disse. Porém, escusou-se a revelar nomes: “Os privados, quando quiserem anunciar, anunciam”.
Questionada sobre o que falta para a economia do mar dar “o grande salto económico” que há muito é prometido, Ana Paula Vitorino disse que falta “fazer acontecer”. “Já foram feitas muitas estratégias. Eu tomei logo uma decisão no início que foi não fazer mais nenhuma estratégia, ou seja, vou assumir como boa a estratégia que existe e que foi desenvolvida pelo governo anterior, até 2020. Depois, se houver algum ajustamento a fazer, faz-se. Exatamente para que se possa começar a não perder tempo a fazer a enésima estratégia, mas a preparar os projetos”.
O novo terminal do Barreiro será um terminal multiúsos, não só para contentores mas também para “suporte em termos de movimentação portuária”. Para Ana Paula Vitorino "é uma melhoria de uma infra-estrutura que é suposto durar mais de 100 anos".
O Governo está também a negociar a “ampliação” do terminal de Sines e melhorias no porto de Setúbal.

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