Fernando Nobre passou por Palmela

Candidato quer mais apoio social

O périplo que Fernando Nobre, candidato a Presidente da República, pelo distrito de Setúbal incluiu uma visita ao concelho de Palmela, no dia 2 Novembro. Passou pela Associação de Reformados de Palmela, conversou com a Adega Cooperativa de Palmela e a caminho do Montijo parou para uma curta pausa para café no centro de Pinhal Novo.
Numa tarde soalheira, distribuiu folhetos, beijinhos e conversas de ocasião. Entre sorrisos e conversas rápidas o candidato ao palácio de Belém ficou a conhecer melhor a realidade “do concelho de Palmela”. Em conversa com o Novo Impacto, Nobre  admitiu que  “o Orçamento de Estado prejudica as famílias, vai originar mais desemprego, mais pobreza”. Até hoje, continuou o candidato, “não ouvi ninguém dizer que era um bom orçamento, ouvi dizer que era mau, que era muito mau”.
Fernando Nobre, sente a preocupação de muitos pais afectados pelos cortes nos abonos de família. “Pode acontecer que crianças tenham que deixar de frequentar as Creches.
Há uma grande preocupação das famílias com o corte nos Abonos de Família, que vão afectar famílias com rendimentos de 625 euros, o que é sinceramente muito mau”, contou Fernando Nobre.
Também  os idosos merecem a preocupação no programa eleitoral de Nobre às Presidenciais de Janeiro de 2011. “Estou triste. Há muitos idosos com reformas de 200 e até 75 euros, já encontrei situações destas. Há uma injustiça profunda perante um grupo importante da nossa população que trabalhou a vida inteira e que agora vive com reformas de mendicidade que não dá para nada”. Perante isso só há uma coisa a fazer: “melhorar a reforma dos nossos idosos e criarmos uma política demográfica que sustente o futuro da Segurança Social para todos”.

Candidato apoia greve geral


“É preciso chamar os cidadãos. É preciso que nos mobilizemos. É preciso que nos ergamos e que façamos tudo para inverter a marcha, duma sinfonia macabra que nos está a ser tocada há muitos anos, já, por isso, eu, sinceramente, tenho afirmado e reafirmado, mais de uma vez, que compreendo a greve de 24 de Novembro”, contou Fernando Nobre ao Novo Impacto. “Acho que um candidato presidencial é um cidadão, está a viver em Portugal, está consciente dos problemas que os portugueses estão a viver, e, não é ser populista, é, sim, transmitir uma preocupação humana, para com milhões de portugueses que estão a ver o seu futuro hipotecado.
Por isso, eu digo, pessoalmente, enquanto cidadão e simultaneamente enquanto candidato presidencial, faço questão de no dia 24 de Novembro estar ao lado dos trabalhadores. Vou estar junto com as centenas de milhares de portugueses que nesse dia irão manifestar a sua preocupação, o seu desalento e a sua tristeza”.  
Reagindo às declarações do Presidente da República no ‘facebook’ e no ‘twitter’, em que o Chefe do Estado afirmava ver “com muita apreensão o desprestígio da classe política” e a “impaciência com que os cidadãos assistem a alguns debates”, Fernando Nobre apelou a uma maior contenção dos políticos portugueses. “Eu apelo a todos os partidos e a todos os políticos no activo para que haja alguma contenção no discurso e na postura. Não vale a pena irmos para certas atitudes extremamente agressivas”, disse.

Mandatário distrital de corpo e alma



O mandatário distrital de Fernando Nobre, Carlos de Sousa, concorda com o candidato às presidenciais e afirma mesmo que “o ser humano não foi feito para viver como vive actualmente em Portugal”. Sobre o apoio a Fernando Nobre, o ex-presidente das câmaras municipais de Palmela e Setúbal [nas listas da CDU] justifica-o dado o “apartidarismo e percurso de vida, repleto de escolhas complexas”, do candidato a Belém, bem como pelo facto de não estar mais ligado ao PCP, de onde saiu, depois de um período “de imensa reflexão”, em Outubro de 2008.

Paulo Jorge Oliveira

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