Dá um Gosto ao ADN

Seixal e o Natal do Hospital que não existe no concelho

Autarquia volta a lembrar a importância do hospital para a região 

As autarquias do Seixal, comissões de utentes e a Plataforma Juntos pelo Hospital realizaram, este domingo, a décima edição do Natal do Hospital no Seixal, uma forma de reivindicar a construção da infraestrutura que não existe. A iniciativa começou em 2008  e surgiu como uma forma de reivindicar a necessidade de se avançar para a construção do hospital no concelho. Vários artistas nacionais e locais têm participado nesta iniciativa, que pretende lembrar o quanto este equipamento é importante para a população, realçou, num comunicado, a Câmara Municipal (liderada pelo PCP). 
Natal do Hospital chama a atenção para a falta do equipamento 

A ideia começou em 2008, cumprindo este ano a sua décima edição, e surgiu como uma forma de reivindicar a necessidade de se avançar para a construção do hospital no concelho. “O Natal do Hospital no Seixal é uma das muitas iniciativas que têm sido realizadas pelas comissões de utentes de saúde, órgãos autárquicos e Plataforma Juntos pelo Hospital, para reivindicar a necessidade da construção de um hospital no concelho”, refere a autarquia, num comunicado enviado à agência Lusa.
Vários artistas nacionais e locais têm participado nesta iniciativa que pretende lembrar o quanto este equipamento é importante para a população, acrescenta a autarquia liderada por Joaquim Santos.
O Natal do Hospital do Seixal realizou-se ontem à tarde na  Sociedade Filarmónica União Seixalense, contando com a presença de vários artistas, como David Antunes, Diamantina Rodrigues, Banza, Vitorino ou Anjos.
A autarquia explicou que a luta pela construção do hospital no concelho é já antiga e lembrou que, em 2009, o Estado assinou um acordo com a Câmara Municipal do Seixal para a construção do hospital.
"Depois de diversos avanços e recuos e de uma luta contínua por parte da comissão de utentes, poder local e população, no Orçamento do Estado para 2017 veio finalmente contemplada uma verba de 10 milhões de euros para o lançamento do concurso público para o projeto de arquitetura e especialidades técnicas para a construção desta unidade, mas que, infelizmente, uma vez mais não se veio a concretizar", referiu a autarquia.
A Câmara do Seixal realçou que está também a decorrer a campanha "'um voto pelo Hospital no Concelho do Seixal', em que todos podem votar, como forma de reivindicar a necessidade deste equipamento hospitalar, e que até ao momento já recolheu cerca de 40 mil votos".


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Tapas juntam alunos e empresários em Setúbal

Escola de Hotelaria e Turismo promoveu circuito das Tapas 

Queijo de Azeitão, choco frito e licor de laranja foram algumas sugestões gastronómicas que temperaram, no dia 15, as arcadas dos Paços do Concelho na primeira edição do Circuito das Tapas, promovido pela Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal.“Que a escola e os seus alunos têm qualidade, é sabido por todos, mas é importante que essa excelência se mostre fora das paredes do estabelecimento de ensino”, sublinhou a diretora da escola setubalense, Maria João Carmo, durante a iniciativa. Os produtos característicos da região, como o choco, os vinhos e os queijos, estiveram em destaque, mas a oferta gastronómica foi muito além da mera regionalidade local.
Tapas servidas nas arcadas da Câmara de Setúbal 


Entre as várias experiências proporcionadas neste original circuito de sabores, encontravam-se vichyssoise de robalo, bolinhas de alheira, mexilhões com cebolada e ostras panadas.
O palato do muito público que se foi juntando debaixo da proteção das arcadas dos Paços do Concelho acabou por ser surpreendido em troca de apenas três euros. Cada senha dava acesso a duas tapas e a uma bebida.
O menu do circuito foi pensado e confecionado pelos alunos finalistas do Curso de Gestão e Produção de Cozinha da Escola de Hotelaria de Setúbal, mas também por quatro restaurantes da cidade, o Forno da Lotta, o Poço das Fontainhas, o AmarSetúbal e a Casa Santiago.
“É importante a interação dos alunos com o tecido empresarial da restauração local. Os alunos têm a oportunidade de conhecer e interagir com empresários do setor e esses empresários têm a oportunidade de estar cara a cara com futuros profissionais capazes de garantir serviço altamente qualificado”, salientou Maria João Carmo.
Visão perfilhada pelos representantes de cada um dos restaurantes que aceitaram participar nesta primeira edição do projeto.
Diogo Duarte, da Casa Santiago, frisou que há “muito a beneficiar de uma relação com a Escola de Hotelaria”, enquanto Rita Loução, do Forno da Lotta, reconheceu que o restaurante, aberto há cerca de um ano, já conta com empregados formados no estabelecimento de Setúbal.
A Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, que conta com o apoio da Câmara Municipal na organização desta iniciativa, pretende dar continuidade ao Circuito das Tapas, com Maria João Carmo a adiantar que “o mais natural”será o projeto regressar às ruas da cidade nos próximos anos, “de preferência com o envolvimento de mais restaurantes”.
Pires Correia, gerente do espaço AmarSetúbal, já anseia pelas futuras edições do circuito. “É importante que os nossos colegas da restauração se juntem a esta iniciativa. Estes jovens [da Escola de Hotelaria de Setúbal] serão as alavancas para a inovação da gastronomia setubalense, que, já de si, tem uma qualidade excecional”.
A qualidade da formação do estabelecimento sadino foi também realçada por Nuno Campos, representante do restaurante Poço das Fontainhas, que alertou, ainda, para a “necessidade de haver mais profissionais qualificados na restauração de Setúbal”.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Montijo aprova Operação de Reabilitação Urbana

Plano privilegia o núcleo central da cidade

Em reunião do executivo, a câmara do Montijo aprovou a Operação de Reabilitação Urbana e a alteração à Área de Reabilitação Urbana da cidade de Montijo, com os votos a favor do PS e a abstenção da CDU. O processo remonta ao ano de 2014, data em que foi aprovada a Reabilitação Urbana da cidade de Montijo. No final do mesmo ano foi viabilizada a delimitação da área de Reabilitação Urbana, bem como o respetivo quadro de incentivos e benefícios fiscais associados aos impostos municipais. A medida propõe "um conjunto de objetivos estratégicos e medidas a implementar para tornar o Montijo uma cidade mais atrativa, dinâmica, competitiva e inclusiva, só assim poderemos alcançar uma reabilitação urbana efetiva e, também, sustentável", explicou o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta.
Montijo avança cm plano de Reabilitação Urbana 

Dando sequência ao conjunto de ações de promoção municipal previstas no referido Regime Jurídico da Reabilitação Urbana foi elaborada a Operação de Reabilitação Urbana da cidade de Montijo, que define um Programa Estratégico de Reabilitação Urbana sobre a requalificação dos espaços públicos, das infraestruturas urbanas e dos equipamentos de uso coletivo, visando a coesão social e a dinamização económica e cultural da área urbana delimitada.
A Área de Reabilitação Urbana está totalmente integrada no território da União das Freguesias do Montijo e Afonsoeiro e inclui zonas com características distintas: o núcleo central da cidade, a Frente Ribeirinha do Montijo, a zona de ocupação industrial, os bairros do Afonsoeiro e do Areias e o corredor verde que se desenvolve para norte a partir do Moinho de Maré das Assentas e onde se insere a Quinta do Pocinho das Nascentes.
“Considerando que a reabilitação do edificado é um objetivo a prosseguir num longo prazo, a Operação de Reabilitação Urbana que propomos define, nesse prazo, um conjunto de objetivos estratégicos e medidas a implementar para tornar o Montijo uma cidade mais atrativa, dinâmica, competitiva e inclusiva, só assim poderemos alcançar uma reabilitação urbana efetiva e, também, sustentável”, explicou o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta.
O executivo aprovou, também, alterações de pormenor à Área de Reabilitação Urbana, como uma pequena ampliação na zona do Corredor Verde das Nascentes, de forma a valorizar a estrutura verde municipal.
O autarca justificou esta escolha referindo: “não queremos que a estrutura verde principal apareça apenas como uma ideia para a preservação do solo e da reserva ecológica da cidade, mas que possa expandir-se em zonas de praça criando exemplos de regeneração não só urbanística do espaço, mas também de regeneração social e económica, em particular, o corredor verde da Mundet”.
Os incentivos foram, também, redefinidos e privilegiam o núcleo central da cidade, acentuando benefícios e penalidades para esta subárea, assumida como desafio fundamental no que respeita à reabilitação individualizada do edificado e para a vivificação do Montijo. Para as restantes subáreas são mantidas as normas já em vigor.
Nuno Canta garantiu que a proposta aprovada é parte integrante de “uma estratégia de reabilitação urbana, que responde aos desafios da eficiência energética, da resiliência sísmica, da inclusão social, da valorização do património e, também, da cultura”.
A proposta segue para a Assembleia Municipal.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo
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Obra afeta trânsito nos Combatentes em Setúbal

Autarquia melhora sistema de saneamento da cidade 

Uma obra de melhoria do sistema de saneamento de Setúbal, que inclui a construção de uma estação elevatória, motiva, a partir desta segunda-feira, 18 de Dezembro, constrangimentos ao trânsito automóvel e pedonal nas avenidas dos Combatentes da Grande Guerra e 22 de Dezembro. A intervenção integra o projeto “Otimização do Sistema de Saneamento de Setúbal”, impulsionado pela Câmara Municipal com financiamento assegurado ao abrigo do PO SEUR – Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, no âmbito do Portugal 2020.
Obras vai condicionar trânsito na Avenida dos Combatentes 

O projeto inclui a execução de três ações estruturantes – “Estação Elevatória dos Combatentes”, a realizar agora, “Emissário Ciprestes – Bonfim” e “Desativação da ETAR de Pontes” –, num investimento total de dois milhões, 572 mil e 389,45 euros, montante comparticipado em 85 por cento por fundos comunitários.
A operação, que apresenta um investimento da Câmara de Setúbal no valor de 385 mil e 858,42 euros, visa a otimização e a gestão eficiente dos recursos e das infraestruturas de saneamento urbano, o que se traduz no aumento da qualidade do serviço prestado às populações.
A primeira ação deste projeto foi iniciada em meados de Agosto, com a empreitada de desativação da ETAR de Pontes, intervenção ainda em curso, a que se segue a obra que inicia esta segunda-feira, igualmente por empreitada, respeitante à construção da estação elevatória dos Combatentes.
O projeto global, com prazo máximo de conclusão definido para Dezembro de 2018, aponta também à melhoria da sustentabilidade dos sistemas de saneamento, objetivo no âmbito da prioridade comunitária “Ciclo Urbano da Água” assegurado por via do fecho do circuito do sistema de saneamento de águas residuais de Setúbal.
"Esta solução permite otimizar a utilização da capacidade instalada do sistema intercetor e de tratamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Setúbal, concretamente através da execução da ligação entre os sistemas de saneamento em alta e em baixa", explica a autarquia sadina em comunicado.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Casa dos Marcos na Moita em risco de fechar

Trabalhadores da Raríssimas alertam para risco de fecho por falta de dinheiro

Os trabalhadores da “Raríssimas” avisaram, esta quinta-feira, que a associação está em risco de fechar por falta de acesso às contas bancárias e apelaram ao primeiro-ministro para que envie uma direção idónea para permitir o funcionamento. Numa declaração pública realizada na Casa dos Marcos, na Moita, a coordenadora do departamento jurídico da Casa dos Marcos, Manuela Duarte Neves, explicou que a associação “Raríssimas” deixou de ter acesso às contas bancárias desde a demissão da presidente que já foi confirmada pelo presidente da Assembleia Geral da instituição. Apesar de, esta quinta-feira, se ter demitido do cargo de presidente da Raríssimas, Paula Brito e Costa diz que vai manter o cargo de diretora-geral da Casa dos Marcos. Segundo a própria, só abandona a instituição da Moita "com indemnização e com direito a subsídio de desemprego". 
Casa dos Marcos sem dinheiro para funcionar 

A notícia de que Paula Brito e Costa se demitiu da presidência da Raríssimas mas que vai continuar, afinal, como directora-geral do seu principal centro assistencial, a Casa dos Marcos, a não ser que a indemnizem, deixou os funcionários da instituição boquiabertos. “Estamos estupefactos. Apesar de estar a ser investigada pela Polícia Judiciária, decidiu trabalhar a partir de casa para onde levou vários dossiers a que nem os próprios inspectores da Segurança Social têm acesso”, disse uma fonte da associação ao jornal Público.
“Corremos o risco de fechar porque não temos dinheiro por muito tempo para dar comida. Corremos o risco de fechar porque não temos dinheiro por muito tempo para dar medicamentos” aos quase 200 utentes da associação, disse.
A responsável apelou ao primeiro-ministro, António Costa, para que envie para a Casa dos Marcos “uma comissão de gestão ou uma direção provisória que possa fazer funcionar a casa”.
A Casa dos Marcos, afirmou Manuela Duarte Neves, “paralisou por falta de capacidade de tomar decisões”, já que não existe ninguém atualmente que possa “decidir com legitimidade”.
A declaração foi feita ao mesmo tempo que foi publicada uma posição dos trabalhadores nas redes sociais, na qual se demarcam da atuação da ex-presidente da “Raríssimas”.
A “Raríssimas” vive dias muito conturbados por causas completamente alheias e estranhas aos colaboradores da Casa dos Marcos, que correm agora o risco de ver o trabalho posto em causa, referem.
Sublinhando que é preciso “não confundir a causa com atitudes menos lícitas por parte de uma pessoa”, os trabalhadores pedem para não serem os doentes e os trabalhadores a pagar “uma fatura que não é sua”.
Segundo asseguram, a “Raríssimas” tem “todas as condições para continuar a funcionar regularmente, com excelentes serviços” e “com rigor ético”, mas é necessário que o Governo “coloque em funções uma direção isenta, rigorosa e sem conflitos de interesse”.

Ex-presidente só sai da Casa dos Marcos se for despedida e com indemnização
Ex-presidente recusa deixar Casa dos Marcos na Moita 
Apesar de, esta quinta-feira, se ter demitido do cargo de presidente da associação Raríssimas, Paula Brito e Costa diz que vai manter o cargo de diretora-geral da Casa dos Marcos.
Segundo relata a SIC, Paula Brito e Costa já comunicou a alguns funcionários a sua decisão e pediu para que lhe fosse enviada documentação para casa, onde se encontra a trabalhar.
Três dias depois de ter avançado ao Expresso que ia demitir-se da presidência da Raríssimas, Paula Brito e Costa tomou uma segunda decisão: sai da associação mas mantém-se na liderança da Casa dos Marcos, infraestrutura assistencial a doentes situada na Moita, da qual é diretora-geral. Trabalhar a partir da residência é, para já, a opção.
"É muito fácil fazer a gestão da Casa dos Marcos. Se não me quiserem, então vamos ter de chegar a acordo", disse ao jornal Expresso. Paula Brito e Costa garante que o afastamento também da infraestrutura assistencial às crianças com doenças mentais ou raras implicará "um despedimento, o pagamento da respetiva indemnização e o subsídio de desemprego".
O presidente da assembleia geral da Raríssimas tomou conhecimento esta quinta-feira da demissão formal de Paula Brito da Costa do cargo de presidente da associação.
Segundo Paulo Olavo e Cunha, a renúncia de Paula Brito da Costa chegou através de carta digitalizada.
Em consequência desta medida, Paulo Olavo e Cunha vai aguardar que "os diretores remanescentes solicitem a convocação de uma assembleia geral para proceder à designação dos membros dos órgãos sociais em falta, até ao final do mandato em curso (2016-2019)".
"Caso tal não aconteça até ao final desta quinta-feira, procederei à convocação direta da assembleia geral para esse efeito", adiantou, referindo.
Uma fonte da instituição disse anteriormente á Lusa que a associação Raríssimas vai realizar a sua assembleia geral "nos primeiros dias de Janeiro", da qual deverá sair uma nova direção.
Segundo a mesma fonte, a informação sobre a data da realização da assembleia geral foi fornecida a elementos da atual direção pelo presidente da assembleia geral da instituição de solidariedade social.

Um Ministro "absolutamente tranquilo"
Referindo-se pela primeira vez à polémica que motivou a demissão do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado - que recebeu 63 mil euros da Raríssimas, enquanto consultor -, o primeiro-ministro, António Costa, diz que mantém a confiança política em Vieira da Silva. Na véspera de assumir o cargo como ministro da Segurança Social, Vieira da Silva participou na assembleia-geral da Raríssimas, da qual foi vice-presidente entre 2013 e 2015, que aprovou as contas que agora estão sob investigação. “[É] um ministro com muita experiência e que em todos os momentos em que exerceu a sua actividade demonstrou grande capacidade como governante”, elogiou Costa, prometendo que o Governo se vai empenhar para “assegurar a continuidade do funcionamento” de uma instituição que reputou como “essencial”.
Por seu turno, Vieira da Silva, que continua “absolutamente tranquilo” com o seu comportamento e quanto à forma como a instituição foi tratada segundo o princípio da equidade, predispôs-se a responder a todas as perguntas que os deputados lhe queiram fazer, segunda-feira, pelas 15h30, no Parlamento.

Reportagens põem gestão da Raríssimas em causa
A TVI divulgou no sábado uma reportagem sobre a gestão da associação Raríssimas - Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras, financiada por subsídios do Estado e donativos. A investigação mostra documentos que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social, nomeadamente da sua presidente, Paula Brito e Costa, que alegadamente terá usado o dinheiro em compra de vestidos e vários gastos pessoais.
Na segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que o Ministério Público está a investigar a Raríssimas, após uma denúncia anónima relativa a alegadas irregularidades na gestão financeira e ao uso indevido de dinheiros da associação pela sua presidente.
Também na segunda-feira, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social anunciou que vai “avaliar a situação” da Raríssimas e “agir em conformidade”, após a denúncia de alegadas irregularidades na gestão financeira e de uso indevido de dinheiros da associação pela sua presidente.
Antes da posição do ministério, a direção da Raríssimas divulgou um comunicado na rede social Facebook no qual diz que as acusações apresentadas na reportagem são “insidiosas e baseadas em documentação apresentada de forma descontextualizada”, afirmando que as despesas da presidente em representação da associação estão registadas “contabilisticamente e auditadas, tendo sido aprovadas por todos os órgãos da direção”.
A direção da Raríssimas destaca ainda que, “contrariamente ao que foi dito na reportagem, não está em causa a sustentabilidade financeira” da associação.
Quanto aos valores de vencimentos que a reportagem mostra, diz a Raríssimas que “foram artificialmente inflacionados” e que os ordenados que paga se baseiam na “tabela salarial definida pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social”.

Notícia Relacionada: Rarríssimas, na Moita, investigada por gestão danosa

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Governo ainda não pagou à Rumo, no Barreiro

Bruno Vitorino acusa o ministro de ter mentido no caso dos pagamentos à Rumo

O deputado do PSD, Bruno Vitorino, diz que o ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, mentiu quando prometeu que os pagamentos em atraso à Cooperativa de Solidariedade Social Rumo, no Barreiro. relativamente a 2017, seriam regularizados no prazo de uma semana, pois tal ainda não aconteceu. “Passados mais de 20 dias da promessa feita pelo governante, a instituição Rumo continua à espera que sejam devolvidas essas verbas, alegadamente por questões burocráticas”, sublinha o social-democrata.
Associação Rumo reclama verbas e atraso do estado 

“O ministro mentiu. Mais uma vez a palavra dada não é honrada. Até agora não há uma resposta concreta sobre este assunto e a Rumo já alertou que não irá conseguir cumprir com as suas obrigações fiscais, nem executar as despesas dos projectos até ao dia 31 de Dezembro de 2017, o que pode colocar em causa o futuro da instituição”, acrescenta o deputado.
Esta é uma situação que também atinge colaboradores, formandos e fornecedores, pois a instituição não consegue assegurar os pagamentos.
“Todos aqueles que dependem da Rumo, e são muitos, estão em risco de passar um Natal muito complicado, pois estão a enfrentar graves dificuldades financeiras. Quase uma centena de pessoas com salários em atraso há meses. São também dezenas de formandos, muitos deles carenciados, que não recebem, desde Outubro, a bolsa que lhes foi prometida e a que têm direito. Isto revela total insensibilidade social por parte do Governo”, disse o líder da distrital ´laranja' que é, também, vereador com pelouro na Câmara do Barreiro.
Aliás, O executivo municipal do Barreiro (PS) apresentou, no final do mês passado, uma moção “pela sobrevivência da Rumo” que exige ao Governo o pagamento de verbas em atraso à instituição. “A Câmara do Barreiro delibera exigir ao Governo o pagamento das verbas em atraso, que permitirão o normal funcionamento da instituição, o pagamento das suas obrigações ao Estado e o vencimento dos seus trabalhadores”, refere a proposta, aprovada por unanimidade. 
O município expressou também solidariedade a toda a direcção, colaboradores e utentes da Rumo, “neste período difícil de incerteza face ao futuro da instituição”.

As justificações do Governo 
Na altura, o Ministério do Planeamento e das Infra-estruturas disse, em comunicado, que estava a aguardar a apresentação de documentação relativa a despesas, que “serão pagas no prazo máximo de uma semana”. E lembrou que, entre reembolsos e adiantamentos, em 2016 e 2017, já pagou à associação 963 mil euros de fundos europeus.
Alegadamente, o montante que está em atraso é referente a um conjunto de projectos ligados ao Instituto do Emprego e Formação Profissional e à CCDR de Lisboa, nomeadamente ao projecto Formar (Medida de Qualificação Profissional para Pessoas com Deficiência e/ou Incapacidade) que tem como organismo intermédio o Instituto do Emprego e Formação Profissional e a entidade financiadora CCDR Lisboa.
Neste momento, a cooperativa atravessa uma situação de “estrangulamento de tesouraria” que dificulta o seu funcionamento normal e a impede de cumprir os seus compromissos para com colaboradores e fornecedores. A acrescentar a estas dificuldades, a Rumo já tornou público que, se a situação não se alterar, não terá condições de honrar compromissos legais também com a segurança social e com as finanças.

PSD diz que Rumo tem futuro incerto
Face às incertezas quanto ao futuro da instituição, o deputado do PSD já alertou para as consequências do encerramento da Rumo.
“O encerramento da sua actividade irá afectar mais de seis mil pessoas em situação de desvantagem ou exclusão, impedir o acompanhamento de 1500 pessoas por ano com incapacidade ou deficiência, bloqueando a formação e inserção no mercado de trabalho de mais de 300 pessoas. Também irá colocar em causa 78 postos de trabalho nos concelhos do Barreiro, Moita, Lisboa e Oeiras”, disse Bruno Vitorino.
Com actividade iniciada em 1981, a Rumo é uma cooperativa, sem fins lucrativos, sediada no Barreiro, que tem por objectivo fundamental a solidariedade social e o desenvolvimento de actividades de apoio em diferentes domínios de intervenção a pessoas em situação de desvantagem, visando a defesa dos seus direitos individuais e de cidadania, designadamente no quadro da promoção do direito à igualdade de oportunidades e à inclusão escolar, profissional e comunitária.
O trabalho desenvolvido por esta instituição estende-se a vários concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, integrando vários projectos de apoio a pessoas na inclusão educativa, profissional e comunitária, na perspectiva do movimento de emprego apoiado.

Agência de Notícias com Lusa
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Misericórdias do distrito de Setúbal com consultas

Adultos sem médico de família vão ter consultas nas Misericórdias de Setúbal, Sesimbra, Montijo e Barreiro 

Quatro Misericórdias da península de Setúbal vão realizar consultas a utentes adultos sem médico de família da região, de acordo com um protocolo assinado nesta quinta-feira. O protocolo foi assinado na Santa Casa da Misericórdia de Setúbal, entre a União das Misericórdias Portuguesas  e a ARS – Administração Regional da Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, e envolve as Misericórdias de Setúbal, Montijo, Barreiro e Sesimbra. Num comunicado, a Misericórdia de Setúbal revelou que as Misericórdias vão prestar um serviço de consulta a adultos sem médico de família de zonas consideradas mais críticas, nomeadamente de Setúbal, Canha/Pegões, [no Montijo] Barreiro e Quinta do Conde.
Misericórdias reforçam apoio a doentes sem médico de família 
De acordo com Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas , o número total dos utentes que vão ser abrangidos só será quantificado quando “os sistemas informáticos estiverem ligados”, mas, no caso de Setúbal, a Santa Casa local estima que “este serviço representa a realização de cerca de 100 consultas por dia”.
“O objetivo é ajudar o Estado a atender mais pessoas, sobretudo nestas épocas em que este regista alguma dificuldade em encontrar profissionais, e sempre na procura do interesse público, que é ajudar as pessoas e assegurar que elas têm cuidados de saúde”, afirmou Manuel Lemos, citado no comunicado.
O dirigente da União das Misericórdias Portuguesas  salientou ainda que a intenção das Misericórdias “não é atender pessoas que podem ser atendidas pelo Estado”, mas “cobrir aquela parte que, neste momento, por dificuldades profissionais, o Estado não tem [possibilidades de cobrir]”.
“Temos um problema nestes dois agrupamentos de centros de saúde que são utentes que não têm médico de família e não há qualidade em saúde sem acesso fácil ao médico de família”, admitiu, por seu lado, o vice-presidente da ARS – Administração Regional da Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pinho.

Agência de Notícias com Lusa
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Inovação otimiza iluminação pública em Setúbal

Autarquia investe na poupança energética em Setúbal e Azeitão

A Câmara de Setúbal instalou recentemente um conjunto de equipamentos que otimizam a gestão e a eficiência da iluminação pública, com poupanças energéticas acima dos 30 por cento verificadas logo no primeiro mês de utilização. "Trata-se de um investimento realizado ao abrigo de uma candidatura apresentada pela autarquia à medida Regulação de Fluxo Luminoso na Iluminação Pública, materializada na instalação de reguladores que otimizam a gestão da energia elétrica", explica a autarquia em nota de imprensa. 
Setúbal continua a adotar medidas para a poupança energética  

Os reguladores de fluxo, instalados em postos de transformação, são geridos pela internet e controlam a tensão elétrica de saída para a rede, o que permite que a iluminação pública se mantenha ligada com a tensão estritamente necessária.
A medida é implementada no âmbito do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Elétrica, impulsionado pelo Gabinete do Secretário de Estado da Energia e pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
"No concelho, foram instalados quatro reguladores de fluxo da iluminação pública, dois em Setúbal e dois em Azeitão, um investimento global de 33 mil e 600 euros cujo valor assumido pela Câmara Municipal foi de cerca de 20 mil euros", sublinha a Câmara de Setúbal.
Na análise realizada aos equipamentos no primeiro mês de funcionamento, "os serviços municipais constataram que os reguladores do fluxo luminoso na iluminação pública permitiram uma poupança energética que oscila entre os 33 e os 40 por cento", destaca a autarquia.
A iniciativa está inserida no Plano Municipal de Eficiência Energética de Setúbal, que inclui um conjunto de medidas que visam a redução da fatura energética na iluminação pública e nos consumos de energia elétricos de edifícios e equipamentos.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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É Natal em Almada com música, mercado e cultura

O Mercado de Natal Amigo da Terra acontece até domingo com entrada gratuita

Até 17 de Dezembro vai ouvir-se música de Natal por todos os cantos da Oficina de Cultura e na Praça de São João Baptista, em Almada. É lá que acontece o Mercado de Natal Amigo da Terra, um evento que junta bancas de artesãos e marcas nacionais; bem como 50 eco-oficinas gratuitas que ensinam a criar peças em materiais recuperados, espetáculos de música ao vivo, DJ’s, tasquinhas, peças de teatro e showcookings. Além disso, durante os cinco dias, há um espaço dedicado aos jogos e horas de conto. Se não quiser andar carregado com as compras pode pedir, imagine-se, que lhe entreguem tudo em casa de bicicleta.Este serviço, tal como a entrada no mercado, é gratuito. A Câmara de Almada preparou uma programação de Natal que vai até às Janeiras, com dezenas de propostas para saborear este tempo de partilha.
Natal com muita luz e cultura na cidade de Almada 

Até domingo, a Oficina de Cultura e a Praça S. João Batista vão ser palco de mais um evento solidário e sustentável de entrada gratuita e que promete mostrar o que de melhor se faz no artesanato português e não só.
Presentes solidários a um euro, produtos nacionais, oficinas práticas, sessões de show-cooking, música, teatro, passeios de bicicleta... os 'ingredientes' estão lançados para mais uma edição do Mercado de Natal Amigo da Terra, em Almada.
"Todos os expositores foram desafiados a ter pelo menos uma sugestão de presente que não ultrapasse o valor de um euro, para que o mercado seja acessível a todos. Calçado e vestuário feitos de matérias naturais, brinquedos de madeira, cosmética natural ou mobiliário restaurado são algumas das muitas novidades deste ano", lê-se num comunicado enviado às redações, que destaca ainda a possibilidade de cada pessoa criar o seu próprio presente numa das 50 eco-oficinas gratuitas que dão todas as dicas necessárias para uma oferta especial.
"E se não quiserem carregar os seus presentes para casa, os visitantes têm à sua disposição um serviço gratuito de entrega de compras em bicicleta que pode ser solicitado no local", destaca a mesma nota.
Além de todas as barraquinhas de artesanato e criações nacionais, o Mercado de Natal Amigo da Terra, organizado pela Câmara Municipal de Almada, contará ainda com tasquinhas, com o Espaço Amor Rafeiro - onde pode adotar um amigo de quatro patas e ajudar a causa animal - e com a Sementeca, um espaço "onde pode trocar e doar sementes tradicionais, contribuindo para a biodiversidade e preservação de sementes antigas".
Como não poderia deixar de ser, também haverá música ao vivo, teatro e muita animação para toda a família.
O Mercado de Natal Amigo da Terra arrancou ontem à tarde funciona das 12 às 21 horas. A entrada é gratuita. 

Festa do Natal aos Reis 
Em Almada já brilham mais de 500 mil luzes de Natal, todas em tecnologia led, decorando igrejas, avenidas, praças e espaços de encontro e cultura. E é aqui que se multiplicam também as propostas de actividades para celebrar esta quadra tão especial.
A Câmara  de Almada preparou uma programação de Natal que vai até às Janeiras, com dezenas de propostas para saborear este tempo de partilha.
O programa Do Natal aos Reis em Coro, em que grupos corais animam espaços públicos, associativos e culturais, já começou e inclui mais de 60 apresentações, até ao dia 28 de Dezembro. As famílias podem ainda contar com as iniciativas para crianças nas bibliotecas, museus, Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea e Solar dos Zagallos, para desenhar, pintar, ouvir histórias e até cozinhar.
Os últimos dias do ano são também para saborear no Teatro Municipal Joaquim Benite, onde há peças para miúdos e graúdos, um concerto com Ana Moura e o bailado O Lago dos Cisnes, interpretado pela Companhia Nacional de Bailado.
E porque todas as crianças deveriam ter um presente no sapatinho, a Câmara de Almada volta a organizar a Festa de Natal das Escolas, que proporciona a 1200 alunos do pré-escolar e 1.º Ciclo da rede pública uma manhã em cheio, com direito a lanche e, claro, o tal presente! Até 15 de Dezembro, no Complexo Municipal dos Desportos, no Feijó.
"Por cá, a Festa de Passagem de Ano faz-se com muita música e um espectáculo de fogo-de-artifício junto às águas do rio Tejo. Os Azeitonas são a banda portuguesa convidada para actuar em Cacilhas, a partir das 23 horas de dia 31", explica a autarquia.
O primeiro grande evento cultural em Almada volta a ser o Concerto de Ano Novo, na sala da centenária Academia Almadense, dia 7 de Janeiro. A Orquestra Promenade, sob a batuta do maestro Joshua dos Santos vai interpretar um programa que explora a multiplicidade da música latino americana e os seus grandes compositores.
O pianista português Vasco Dantas Rocha, da nova geração da música clássica nacional, é o solista deste concerto.

Agência de Notícias com Câmara de Almada
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Terminal de Alcântara "vai matar" projeto no Barreiro

PSD acusa governo de "esvaziar" investimento no Terminal do Barreiro  

O presidente do PSD de Setúbal, Bruno Vitorino, afirmou que a ampliação do terminal de contentores de Alcântara "vai matar" o projeto da infraestrutura portuária planeada para o concelho do Barreiro. Bruno Vitorino, que é deputado na Assembleia da República, defendeu que a ideia de construir um terminal de contentores no Barreiro surgiu com a necessidade de expandir a capacidade portuária em Lisboa, permitindo requalificar toda a zona ribeirinha da capital e ao mesmo tempo impulsionar uma área industrial, que é património do Estado, naquele concelho da margem sul do Tejo. Em relação ao Terminal Multimodal do Barreiro, o governo estima que poderá ser concessionado em 2020, apontando ainda este ano a entrega de uma Proposta de Definição de Âmbito à Agência Portuguesa do Ambiente, que está a analisar o projeto.
PSD critica alargamento do terminal de Alcântara 


"Sempre foi claro que o terminal de contentores do Barreiro só avançaria se fosse tecnicamente viável e se existissem privados interessados. Ao duplicar a capacidade do terminal de Alcântara, juntamente com a expansão da capacidade do Porto de Setúbal, este Governo dá uma forte machadada nas pretensões da revitalização da zona ribeirinha de Lisboa e mata a viabilidade do projeto do Barreiro", afirmou Bruno Vitorino, em comunicado enviado à Lusa.
O líder da distrital de Setúbal considera que o governo "esvazia todo e qualquer interesse que grupos privados pudessem ter no Barreiro", explicando que "ninguém acredita" que, havendo capacidade em Lisboa e em Setúbal, continue a haver "quem queira suportar os custos da construção de raiz de um projeto desta dimensão no Barreiro".
"Apesar do Governo continuar a atirar areia para os olhos dos barreirenses, dizendo que o projeto avançará até 2020 e que a expansão de Alcântara não é impedimento, a verdade é que esta decisão de duplicar a capacidade em Lisboa, mata mesmo o projeto para o Barreiro", afirma.
Bruno Vitorino defendeu ainda que a mudança de local prevista para o terminal de contentores do Barreiro, aquando do estudo de impacte ambiental, foi "uma aldrabice".
"Ao avançar com uma localização (Avenida da Praia) que nunca esteve em cima da mesa, o Governo pretendeu simplesmente dividir a comunidade barreirense e colocar a própria Câmara Municipal contra a nova localização. Assim, foi a Câmara Municipal a servir de bode expiatório para travar todo o processo desde há largos meses a esta parte"", frisou o dirigente social-democrata. 

Terminal do Barreiro em 2020, diz o governo 
A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, afirmou a 7 de Dezembro que a área do terminal de Alcântara, em Lisboa, "vai continuar exatamente a mesma", aumentando apenas a capacidade daquela infraestrutura.
"Aumentar a capacidade não é obrigatoriamente aumentar o tamanho", disse Ana Paula Vitorino, quando questionada pela agência Lusa sobre a resolução aprovada em Conselho de Ministros em que é referido "um aproveitamento da frente de acostagem de 630 metros para 1.070 metros, numa área de 21 hectares, com capacidade até 640 mil TEU" (carga contentorizada).
Em relação ao Terminal Multimodal do Barreiro, o governo estima que poderá ser concessionado em 2020, apontando ainda este ano a entrega de uma Proposta de Definição de Âmbito à Agência Portuguesa do Ambiente, que está a analisar o projeto.
Numa resposta enviada à agência Lusa, o Ministério do Mar refere que o "grupo de trabalho criado pela ministra do Mar para a otimização do projeto do Terminal do Barreiro tem vindo a trabalhar regularmente, estando prevista a entrega até ao final do corrente ano na Agência Portuguesa do Ambiente de uma Proposta de Definição de Âmbito".

Agência de Notícias com Lusa




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Montijo já tem Posto de Observação de Aves

Um projeto de cidadania cultural e ambiental no Saldanha  

O Projeto VEM – Valorização dos Ecossistemas do Montijo inaugurou, oficialmente, o seu Posto de Observação de Aves, no passado dia 8 de Dezembro.  Cerca de três dezenas de pessoas não perderam o evento, que teve como momento de destaque a devolução à natureza de duas águias de asa redonda, através do Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto.
Projeto visa aproximar pessoas do contato com a Natureza 


Desde a primeira hora que a Câmara do Montijo é parceira do VEM e, também por isso, o presidente da câmara, Nuno Canta, esteve presente no evento de inauguração do Observatório de Aves, deixando palavras de incentivo aos dinamizadores do projeto, que classificou como um “verdadeiro projeto de cidadania com componentes culturais, de tradição e de ambiente. Desejo que seja um projeto que se possa consolidar e se torne num exemplo na nossa região”, sublinha o autarca.
Localizado no sapal frente à Quinta do Saldanha, o Observatório de Aves é uma estrutura em madeira adequada para a observação de aves, para que as pessoas possam livremente usufruir e observar a avifauna que existe na zona ribeirinha do Estuário do Rio Tejo, no Montijo.
O projeto VEM é dinamizado por um movimento de cidadãos com o objetivo de "promover e valorizar o património natural do concelho do Montijo, através da organização de atividades de educação e sensibilização ambiental que procuram aumentar o conhecimento sobre a biodiversidade do concelho, promover a participação dos cidadãos na inventariação da nossa fauna e flora e consciencializar a comunidade para a preservação dos ecossistemas no território do Montijo", explicam os mentores do projeto.
Este projeto resultou da ideia Birdwatching, uma das ideias vencedoras da 3.ª edição do Concurso de Ideias para Jovens – Mundar: Muda o teu Mundo, promovido pelo Programa Escolhas, Fundação Calouste Gulbenkian e Torke + CC.

Agência de Notícias com Câmara de Montijo
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Samouco evoca história e homenageia bombeiros

Uma vila orgulhosa no seu passado e confiante no futuro 

A evocação da história do Samouco e a homenagem à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete estiveram em destaque na sessão solene comemorativa do 13.º aniversário da elevação de Samouco a vila, que decorreu a 11 de Dezembro, no salão nobre da Junta de Freguesia do Samouco. O presidente da Câmara de Alcochete, Fernando Pinto, sublinhou que a felicidade pela elevação de Samouco a vila é extensiva a todo o concelho. “O dia de hoje é particularmente feliz, naturalmente para a freguesia do Samouco, mas permitam-me que também seja um dia partilhado com as restantes freguesias do concelho de Alcochete”, frisou o autarca. 
Em dia de aniversário, a Junta homenageou bombeiros

Estiveram presentes na sessão solene os presidentes da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal, respetivamente, Fernando Pinto e Mário Catalão Boieiro, os vereadores, o Executivo da Junta de Freguesia de Samouco, o presidente da Assembleia de Freguesia do Samouco, os presidentes das Juntas de Freguesia de Alcochete e de São Francisco, o padre Jorge Almeida, a diretora do Agrupamento de Escolas de Alcochete, o comando e direção da Associação dos Bombeiros de Alcochete, representantes dos partidos políticos, das instituições militares, civis e educação, associações locais e população.
O presidente da Câmara  de Alcochete, Fernando Pinto, sublinhou que a felicidade pela elevação de Samouco a vila é extensiva a todo o concelho. “O dia de hoje é particularmente feliz, naturalmente para a freguesia do Samouco, mas permitam-me que também seja um dia partilhado com as restantes freguesias do concelho de Alcochete”, realçou o presidente da autarquia.
O autarca lembrou todos os que participaram no processo de elevação de Samouco a vila, sublinhando que esta “reveste-se de uma importância fundamental para todas as mulheres e homens que há 13 anos atrás reivindicaram o facto de Samouco assumir a categoria de vila”, destacando “o voto aprovado por unanimidade na Assembleia da República” que “deixou a vila do Samouco muito satisfeita, mas também todo o concelho”.
“Ainda bem que assim o fizeram, que entenderam que passar à categoria de vila era um passo importante para a conquista do desenvolvimento diferenciado que hoje temos no Samouco em relação a 13 anos atrás”, disse Fernando Pinto. “A todos eles, o nosso muito obrigada pela forma abnegada, determinada e rigorosa com que reivindicaram este mais do que explícito direito que assistia à população do Samouco em ver a sua localidade elevada à categoria de vila”, acrescentou.

“Os primeiros apontamentos a falar do Samouco datam de 1241”
A sessão solene contou ainda com as intervenções do presidente e do secretário da Junta de Freguesia do Samouco, respetivamente, Pedro Ferreira e António Almeirim, e do comandante dos bombeiros voluntários de Alcochete, Paulo Vieira.
O presidente da Junta de Freguesia do Samouco disse que comemorar a elevação de Samouco a vila deve ser um motivo de orgulho para todos porque isso tem vários significados: “é relembrar a evolução da nossa terra ao longo dos anos e de como foi crescendo, de como a população foi tendo melhores condições de vida, de como a vila foi dotada de equipamentos e é relembrar e reconhecer o papel das coletividades e de uma das mais importantes conquistas de Abril, o poder local democrático, e ainda o trabalho de homens e mulheres que muito contribuíram para que fosse possível termos atingido este estatuto que muito nos honra”, disse.
O autarca lembrou o processo desenvolvido por cinco deputados do PCP que entregaram o projeto-lei n.º 283/9 na Assembleia da República a 30 de Abril de 2003 com um único artigo: “a localidade do Samouco, sede da freguesia com o mesmo nome, no concelho de Alcochete, é elevada à categoria de vila”, o que veio a acontecer com a aprovação por unanimidade no dia 9 de Dezembro de 2004.
O passado histórico do Samouco foi referido pelo secretário da Junta de Freguesia do Samouco, António Almeirim, no início da sessão. O autarca trouxe à memória a história mais longínqua do Samouco, referindo que “os primeiros apontamentos a falar do Samouco datam de 1241” e que “o Samouco passa a freguesia em finais do século XVI”, assumindo ao longo dos séculos várias designações, desde Samouco, lugar de Samouco, Nossa Senhora do Samouco para passar a ser somente Samouco duas décadas após 1910.
António Almeirim lembrou ainda factos de um passado mais recente: que a Junta de Freguesia está instalada no atual edifício desde 1978 e que o mesmo foi doado à Junta pela Câmara de Alcochete em 1996 e que o brasão, símbolo identitário da freguesia, existe desde 1996.

Reconhecimento aos Bombeiros de Alcochete 
Após as intervenções dos autarcas seguiu-se a homenagem aos bombeiros voluntários de Alcochete que receberam da Junta de Freguesia cinco malas adequadas ao transporte de materiais de emergência e primeiros socorros nas ambulâncias.
Na sua intervenção, o presidente da Junta do Samouco referiu que o Executivo da Freguesia “resolveu reconhecer publicamente o trabalho, a dedicação e a solidariedade que diariamente a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete presta à população do concelho”, para além de contribuir mensalmente com uma verba e de ter atribuído um subsídio extraordinário de 500 euros para apoio à aquisição de uma nova ambulância.
“Ser bombeiro implica a exposição a níveis elevados de perigo e só quem tem um verdadeiro sentimento de dedicação é capaz de o suportar. Importa destacar o trabalho dos bombeiros em situações de incêndio e de emergência, no socorro a pessoas e bens, em acidentes de viação, trabalho ou domésticos”, referiu. “Só mesmo homens e mulheres de enorme dignidade, dedicação, generosidade e de um profundo respeito pela vida humana, que tantas vezes deixam a família e o conforto do lar, conseguem cumprir a sua missão de vida por vida”, sublinhou Pedro Ferreira.
O comandante dos bombeiros voluntários de Alcochete, Paulo Vieira, usou da palavra para agradecer a homenagem e as ofertas da Junta de Freguesia “que vão permitir que as ambulâncias possam ter novos sacos” e recordou um elemento da corporação já falecido: “vir ao Samouco enquanto bombeiro e não falar de uma pessoa tão querida, que nos deixou, acho que não seria justo, por isso pedia uma grande salva de palmas para o nosso querido João Catita, que foi um grande bombeiro e esteve 33 anos ao serviço dos bombeiros de Alcochete”, disse.
Durante a sessão vários foram os momentos em que a assistência aplaudiu de pé a ação dos bombeiros voluntários de Alcochete, nomeadamente após a exibição de uma apresentação audiovisual com imagens de várias intervenções dos bombeiros do concelho de Alcochete.
A sessão solene foi abrilhantada com a animação musical de Martim Vicente, que interpretou canções da sua autoria e do disco editado em 2016, “Eram os teus olhos”, “Dia só”, “País dos licenciados”, um tema inédito “Só nas canções” e o tema vencedor do Festival da Eurovisão, “Amar pelos dois”, de Salvador Sobral.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete
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General Eletric vai despedir 200 trabalhadores em Setúbal

Desafios que o mercado energético mundial enfrenta afeta empresa na Mitrena 

A General Electric prepara-se para reduzir cerca de 200 postos de trabalho em Setúbal no âmbito de uma reestruturação do seu negócio de energia na Europa e que terá impacto em Portugal, anunciou a empresa no final da semana passada. A empresa anunciou reestruturação do negócio que em Portugal vai afectar principalmente a actividade na unidade de Setúbal. Pedro Estrela, director de recursos humanos, diz que decisão não é tomada de ânimo-leve. O mesmo responsável acrescenta que as propostas foram partilhadas com os representantes sindicais e será iniciado um período de consulta “antes de ser tomada qualquer decisão definitiva”.
Empresa admite dispensar 200 trabalhadores 

Em comunicado, a General Electric – que iniciou nesse dia um processo de consulta com os representantes dos trabalhadores europeus – diz que, “em Portugal, no quadro da proposta apresentada antecipa-se um impacto, principalmente, nas actividades da unidade de Setúbal, incluindo uma redução de cerca de 200 postos de trabalho”.
“Este processo resulta das condições de mercado e do impacto significativo que têm tido na actividade da General Electric, nomeadamente a queda substancial, em todos os países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico], da procura por novas unidades de produção termoelétrica de energia”, justifica.
Neste contexto, continua, “a deterioração do mercado e a incerteza sobre o futuro das políticas climáticas também levaram os nossos clientes a reduzir consideravelmente os seus investimentos”.
A empresa diz que o anúncio é motivado pelos desafios que o mercado energético mundial enfrenta.
“Os mercados tradicionais de energia, incluindo o gás e o carvão, abrandaram. O volume de negócio baixou significativamente em produtos e serviços. Esta situação é motivada pelo excesso de capacidade existente, por uma utilização mais reduzida, pelo decréscimo de quebras, pelo aumento do fecho de centrais de vapor e pelo crescimento geral nas energias renováveis”, refere.
Perante esta conjuntura, e de forma a recuperar competitividade, a GE Power “tem de proceder a um corte substancial dos custos nos seus negócios”, acrescenta.
“Estas propostas não se fazem de ânimo-leve e entendemos que este anúncio será difícil para muitas pessoas. Acreditamos que estas mudanças são necessárias para garantir que a General Electric permaneça competitiva, assegurando o futuro do negócio da energia”, justifica o director de recursos humanos da General Electric Portugal, Pedro Estrela, citado no comunicado enviado.
O mesmo responsável acrescenta que as propostas foram partilhadas com os representantes sindicais e será iniciado um período de consulta “antes de ser tomada qualquer decisão definitiva”.
“A proposta apresentada foi concebida como resposta à evolução das condições de mercado, tendo em conta a estagnação global do negócio de energia, nomeadamente em regiões como a Europa Ocidental que registam um declínio acentuado”, sublinha Pedro Estrela.

Agência de Notícias com Lusa 

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Fado apoiou associação Os Canitos em Alcochete

Câmara quer encontrar solução para o atual canil municipal

A Associação “Os Canitos” promoveu, no Fórum Cultural de Alcochete, com o apoio do restaurante Sr. Vinho, um evento de angariação de fundos para a associação designado de “Fado Solidário”, ao qual a autarquia também se associou e que contou com a prestimosa participação da fadista Maria da Fé. A ação desenvolvida ao longo dos anos pela associação “Os Canitos” mereceu elogios por parte do presidente da câmara de Alcochete, que lamentou o estado atual do canil municipal. “Sinto orgulho por, enquanto presidente da câmara, estar a partilhar com esta associação e todos vós, um momento importante para os nossos amigos de quatro patas e gratidão porque não posso deixar de, publicamente, reconhecer que a associação faz o que devia ser competência da câmara, que não o faz pelas mais diversas razões”, disse Fernando Pinto.
Espectáculo solidário ajuda animais abandonados 

Com apresentação de Filipa Gordo, os fadistas Vanessa Alves, Filipa Cardoso, Sara Paixão, Mel e Francisco Barreto desfilaram pelo palco do fórum cultural interpretando e encantando a plateia com fados bem conhecidos do público, acompanhados na guitarra portuguesa por Paulo Pereira e na viola clássica Rogério Ferreira. Esta tarde de fados que viria a terminar já de noite, teve o ponto alto com a atuação da fadista Maria da Fé.
A solidariedade para com a associação e a defesa dos animais foram sentimentos que os fadistas fizeram questão de partilhar com o público, onde não faltou o presidente da câmara municipal, Fernando Pinto, a vereadora Maria de Fátima Soares e o vereador Vasco Pinto.
A ação desenvolvida ao longo dos anos pela associação “Os Canitos” mereceu elogios por parte do presidente da câmara, que lamentou o estado atual do canil municipal.
“Sinto orgulho por, enquanto presidente da câmara, estar a partilhar com esta associação e todos vós, um momento importante para os nossos amigos de 4 patas e gratidão porque não posso deixar de, publicamente, reconhecer que a associação faz o que devia ser competência da câmara, que não o faz pelas mais diversas razões”, disse Fernando Pinto.
De acordo com o presidente da Câmara de Alcochete, “o cenário que temos no canil é um cenário dantesco, grotesco e só não é mais triste porque o Nuno Pascoal e seus pares, fazem de facto este trabalho extraordinário. Existem de facto muitas coisas erradas no canil, não só sobrelotação mas há falta de condições, o canil transformou-se numa lixeira municipal”, lamentou o autarca, que garantiu que: “Estamos em busca de soluções, estamos a ver de que forma as vamos implementar para poder colocar o canil mais apresentável, com mais condições de habitabilidade para os patudos e também dar condições a quem labora naquele espaço, que queremos que seja mais digno, para o acolhimento dos animais abandonados nomeadamente os cães”.

Festa garantiu 1500 euros para "Os Canitos" 
Esta foi mais uma iniciativa que a associação “Os Canitos” promoveu no sentido de angariar fundos para manter e cuidar os canídeos que estão no canil municipal.
“Conseguimos com a realização deste evento cerca de mil e 500 euros que, apesar de não ser muito, permite-nos efetuar o pagamento dos últimos três meses na veterinária e comprar alguns medicamentos para os nossos patudos”, disse o presidente da direção.
“Temos grandes limitações a nível orçamental para podermos cuidar mais e melhor dos canídeos ali presentes e é por isso que precisamos e muito da vossa ajuda. Precisamos que se tornem nossos sócios para termos verbas mensais, precisamos que façam mais voluntariado, precisamos que apareçam”, apelou Nuno Pascoal.
O presidente da direção da associação agradeceu a toda a sua equipa de voluntários o tempo investido na associação, pois “existe um grande investimento pessoal de quem está neste tipo de associações e existe muito trabalho feito que é invisível para os olhos das pessoas”.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete
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Autoeuropa comunicou novos horários de trabalho

Autoeuropa paga sábado em dobro e vai contratar mais 400 pessoas. Sindicato e trabalhadores rejeitam 


Representantes dos operários apelam ao regresso das negociações. Proposta será discutida em plenário a 20 de Dezembro. O novo horário imposto pela Autoeuropa a partir de 29 de Janeiro foi mal recebido pela comissão de trabalhadores. O órgão que representa os operários da fábrica de Palmela “rejeita por completo” a decisão da administração e apela ao regresso das negociações. A administração da Autoeuropa comunicou aos trabalhadores que vai funcionar todos os sábados a partir do final de Janeiro. Este será o novo horário da fábrica de Palmela do grupo Volkswagen em 2018, de acordo com a nota interna enviada aos mais de 5700 trabalhadores esta terça-feira. O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul disse hoje que está completamente contra uma eventual decisão “unilateral” para um novo modelo de horário na Autoeuropa. Vieira da Silva, ministro do Trabalho, junta administração e comissão de trabalhadores na sexta-feira. 
Trabalhadores continuam sem aceitar horários na Autoeuropa

A Autoeuropa vai mesmo contratar mais 400 pessoas no próximo ano para poder criar uma quarta equipa de produção. É a forma, escreve o Diário de Notícias, de a fábrica de Palmela poder responder à forte procura do modelo T-Roc e que levou a administração a impor um novo horário de trabalho a partir de 29 de Janeiro. A decisão foi rejeitada pela comissão de trabalhadores e pelos sindicatos, que convocaram já plenários para a próxima semana. Vieira da Silva, o ministro do Trabalho, vai juntar à mesma mesa, na sexta-feira, trabalhadores e administração para tentar evitar o agudizar da tensão.
"De Janeiro a Agosto precisamos de qualificar e preparar uma quarta equipa. Vamos rapidamente dar início aos processos de vaga interna para a identificação de colaboradores necessários para as funções mais qualificadas e começar com as ações de formação necessárias", refere a administração da Autoeuropa na nota interna enviada ontem aos trabalhadores, onde anuncia os novos horários, depois do "chumbo" de dois pré-acordos assinados com as comissões de trabalhadores.
De acordo com o Diário de Notícias, as contratações vão arrancar no início do próximo ano para funções de reparação e manutenção do T-Roc.
A preparação da quarta equipa irá decorrer ao mesmo tempo que a fábrica passará a funcionar todos os sábados. Entre 29 de Janeiro e até às férias de Agosto, haverá dois tipos de turnos, em semanas de cinco dias de trabalho: turno da noite a funcionar de segunda a sexta-feira, com as folgas fixas ao sábado e domingo; turno da manhã e da tarde, de segunda-feira a sábado, mas com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa de acordo com o calendário individual. Esta proposta de horário é semelhante à apresentada no início do ano pela empresa. 
Ou seja, "em cada dois meses garantem-se quatro fins de semana completos e mais um período de dois dias consecutivos de folga". Por cada sábado na fábrica, no entanto, os operários vão receber o dobro, por contar como trabalho extraordinário, mesmo com uma semana de cinco dias de trabalho. A fábrica de Palmela tem estado a laborar em alguns sábados desde o final de outubro.
Haverá ainda um "prémio adicional de 25 por cento sobre os sábados trabalhados no trimestre, de acordo com o cumprimento do volume planeado para o trimestre" e que será pago a cada três meses.
O horário de trabalho após Agosto será discutido ao longo do próximo ano. A comissão de trabalhadores rejeita a decisão e exige o regresso imediato das negociações. 

Sindicato e trabalhadores  rejeitam imposições da administração
Trabalho ao sábado está longe de agradar aos funcionários 
Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa "rejeita por completo esta decisão da administração, pois entende que deverá ser retomado o processo negocial".
Nesse sentido, "também a pedido dos trabalhadores", a Comissão de Trabalhadores "convoca plenários para o próximo dia 20 de Dezembro", tendo como ponto de ordem de trabalhos: discutir a situação da empresa e exigência de nova negociação, apresentação do caderno reivindicativo e outros.
A Comissão de Trabalhadores reitera que "este modelo de horário e as suas condições são mais desfavoráveis e contrariam a vontade expressa pela maioria dos trabalhadores".
O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Ambiente do Sul (SITE Sul) que representa os trabalhadores da Autoeuropa, também rejeita os horários impostos pela administração. A administração esteve reunida com o SITE SUL esta terça-feira. No final do encontro, Eduardo Florindo, coordenador do sindicato, disse que, apesar da atitude da empresa, os funcionários apresentaram propostas alternativas."Estamos totalmente contra essa situação e apresentámos propostas alternativas. Passam, algumas delas, pelo trabalho ao sábado ser voluntário e também pela melhoria das condições financeiras", revelou o sindicalista.
Eduardo Florindo adiantou que o sindicato e a administração da Autoeuropa têm nova reunião marcada para a próxima semana e acredita que ainda é possível encontrar uma solução apelativa tanto aos funcionários como à administração da empresa.
"Estamos otimistas", afirmou o coordenador do SITE SUL, "a bola está do lado da administração porque estão criadas as condições para se encontrar uma solução que agrada a ambas as partes".

Fábricas do parque industrial também reforçam equipas 
Além dos 400 trabalhadores que a Autoeuropa vai contratar para o T-Roc, muitas das empresas que fornecem a fábrica vão também reforçar as equipas, adiantou Daniel Bernardino ao Diário de Notícias. "Mas há o risco de não haver trabalhadores formados em número suficiente, o que pode pôr a segurança em causa", avisou o coordenador das comissões de trabalhadores do parque industrial da Autoeuropa.
Em 2018, prevê-se que sejam produzidos 240 mil automóveis na Autoeuropa; hoje, já saem das linhas de montagem 860 carros por dia. O T-Roc é crucial para a estratégia de vendas da VW e é o primeiro grande modelo saído de Palmela em larga escala. A Autoeuropa representa um por cento do PIB nacional.

Agência de Notícias 
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