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Baixa de Setúbal revelou moda em alta

13 desfiles animaram a segunda edição da semana da moda na cidade 

Lojas da Baixa e de outros pontos da cidade de Setúbal  apresentaram as tendências para a primavera/verão em 13 desfiles de moda que decorreram nos dias 21 e 22, no Setúbal Fashion Weekend, com a presença de milhar e meio de pessoas. O certame de moda, que contou com a participação de cerca de três dezenas de modelos, entre crianças e jovens, contemplou prémios para os melhores manequins masculino e feminino. 

Lojas da cidade juntaram-se para realizar semana da moda 


A segunda edição do evento, organizado pela DerivaStatus Associação e pela Câmara de Setúbal, com o apoio das lojas participantes e da Sociedade Musical Capricho Setubalense, começou na Praça de Bocage, decorada a rigor para o evento com uma passadeira vermelha estendida entre o interior dos Paços do Concelho e a rua.
Neste primeiro desfile foram dadas a conhecer ao público as novidades das lojas Happy, Zaida Piteira, Do It, Ótica Pita e a nova coleção da marca Ana Sousa, que fechou a apresentação. Outro dos momentos da noite foi a apresentação de trabalhos de criadores, como a coleção Woman Silhouette, a primeira assinada por João Pedro Neves, de 22 anos, natural de Setúbal.
“Quis transmitir através dos sentimentos as várias etapas da vida da mulher e a sua força interior, com silhuetas atuais e mostrando bom gosto na simplicidade. A coleção é composta por seis peças e o desfile correu bem”, explicou o jovem criador.
No dia 22 os desfiles de moda começaram cedo, logo pelas 11h00, nas ruas Dr. Paula Borba e Álvaro Castelões, com apresentações das lojas Totinhas e Puro Mimo, de roupa de bebés e crianças, e da loja de adultos Kosti, com acessórios Lindóptica.
Durante a tarde, as mesmas ruas da Baixa cidade receberam outros desfiles de roupa, das lojas Activo, Happy, Jody Kids, Due Colori e Casa das Manteigas, Zeta e SMS. À semelhança do período da manhã, as apresentações contaram com acessórios Lindóptica.
À noite, a passerelle da Praça do Bocage e dos Paços do Concelho recebeu novo desfile das tendências para as estações da primavera e do verão das lojas Kosti, SMS, Due Colori e Casa das Manteigas e Classic Man e outro da loja de vestidos de noite e de noiva Ti Amo.

Aline Martinho e Vítor Falcão Carvalho eleitos os modelos do ano 
Evento contou com a participação de três dezenas de modelos 
O certame de moda, que contou com a participação de cerca de três dezenas de modelos, entre crianças e jovens, contemplou prémios para os melhores manequins masculino e feminino.
Os vencedores, Aline Martinho e Vítor Falcão Carvalho, receberam uma verba monetária, óculos de sol e um jantar para duas pessoas nos Restaurantes Beco da Ribeira e Taberna do Largo. Por ter sido considerada a grande vencedora, Aline Martinho foi ainda contemplada com um fim de semana para duas pessoas, oferecido pelas Viagens Marranita.
No final de cada noite, a moda deu lugar à música de Carla Ribeiro e posteriormente a animação continuou no Café das Artes da Casa da Cultura, que promoveu cocktail parties também nos dois dias do evento.
O Setúbal Fashion Weekend é dinamizado com o objetivo de divulgar as coleções de roupa e de acessórios e outros produtos associados ao mundo da moda, disponíveis na Baixa da cidade e noutros estabelecimentos comerciais, além de promover o trabalho de novos designers.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Romaria a cavalo volta a ligar Moita e Viana do Alentejo

Três mil pessoas na maior romaria a cavalo do país 

Centenas de romeiros, oriundos de vários pontos do país, vão voltar a cumprir a tradição e participar na Romaria a Cavalo que, todos os anos, liga Moita a Viana do Alentejo. A iniciativa, que decorre até domingo, é uma organização conjunta das câmaras municipais de Moita e de Viana do Alentejo, da Associação dos Romeiros da Tradição Moitense e da Associação Equestre de Viana do Alentejo. A partida está marcada para a manhã desta quarta-feira após a bênção da imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, junto à Igreja Paroquial da Moita. O percurso de cerca de 150 quilómetros é feito pela antiga Canada Real, mais conhecida por Estrada dos Espanhóis, através de quintas e caminhos de terra batida, seguindo o carro-andor que transporta a imagem da Nª Srª da Boa Viagem, padroeira da Moita. Os romeiros vão pernoitar nas localidades de Poceirão, Casebres, Alcáçovas e junto ao Santuário de Nª Srª. de Aires. A chegada a Viana do Alentejo, um dos pontos altos da romaria, acontece por volta das 17h30h, no dia 29 de Abril. Nesta edição do certame são esperados cerca de mil cavalos e três mil romeiros.

Três mil romeiros vão atravessar a antiga Canada real 

“Vamos ter a participação de centenas de romeiros”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Viana do Alentejo, Bernardino Bengalinha Pinto, explicando que, tanto na chegada, na vila alentejana, como na partida, na Moita, são esperadas “milhares de pessoas” para assistirem. Segundo o autarca, o evento, que vai na 17.ª edição, conta, “cada vez, com mais gente a assistir e a participar”, o que demonstra “o sucesso que tem sido alcançado”.“E o nosso objectivo principal é fazer com que a romaria deste ano seja melhor do que a do ano anterior, é o que pretendemos sempre”, acrescentou.
Na edição deste ano, os participantes vão partir de Moita, na quarta-feira, transportando, como é habitual, a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, que se vai juntar à imagem de Nossa Senhora d’Aires, à chegada dos romeiros a Viana do Alentejo, prevista para sábado, ao final da tarde. O percurso que vai ligar os dois concelhos, em quatro dias, tem cerca de 150 quilómetros e vai conduzir os participantes pela antiga canada real, mais conhecida como “Estrada dos Espanhóis”, explicou a câmara alentejana. Após percorrerem caminhos de terra batida, os romeiros vão ser recebidos em ambiente de festa em Viana do Alentejo, onde, este ano, até foi pintado um mural alusivo à iniciativa, fruto de uma ideia do artista Manuel Rafael, executada com o apoio do município.

O regresso da Romaria no início do século 
“A Romaria tem esta raiz religiosa e durante algumas décadas deixou de se efetuar. Regressou em 2000 e tem vindo a crescer de ano para ano. Para além do cariz religioso tem também uma vertente turística. São já centenas de cavaleiros, mais de um milhar de pessoas que se envolvem e muitos milhares que assistem ao percurso”, disse Rui Garcia, presidente da Câmara da Moita.
O autarca referiu que espera que a romaria seja “um grande cartaz turístico das duas regiões”, salientando que é um “espetáculo muito bonito ao longo de cerca de 150 quilómetros”.
Retomada após um interregno de mais de 70 anos, a iniciativa recupera uma antiga tradição de caráter religioso existente na vila da Moita, que fazia deslocar os lavradores, com os seus animais, ao santuário existente em Viana do Alentejo, no distrito de Évora.
Os romeiros pretendiam que os animais fossem benzidos durante uma procissão em honra de Nossa Senhora D’Aires, padroeira dos animais, e pediam protecção e boas colheitas.

Raquel Tavares anima romeiros na chegada a Viana 
Romaria tem atraido cada vez mais turistas ao evento 
Bernardino Bengalinha Pinto indicou que, no sábado à tarde, vai haver animação de rua, em vários pontos da vila, para dar as “boas-vindas” aos romeiros e, à noite, na Tenda Tradições, junto do santuário, vão ter lugar um espetáculo do grupo Sangre Ibérico, baile e a atuação de uma dupla de DJ. Para domingo, continuou, estão previstas atuações de cante alentejano, um espetáculo de fado com Raquel Tavares e, novamente, baile e DJ.
A vertente religiosa do evento decorre no dia e na noite da chegada e na manhã de domingo, incluindo procissões e missa campal. Não obstante o carácter religioso do evento, a Romaria a Cavalo “assume, nos dias de hoje, uma vertente mais lúdica, que privilegia o convívio entre os participantes”, de acordo com a câmara de Viana do Alentejo.
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Acordeonistas ganham nova sede em Setúbal

Mercado 2 de Abril é a nova casa do acordeão

A Associação de Acordeonistas de Portugal conta, desde o dia 23, com uma nova sede, a funcionar em instalações do Mercado 2 de Abril, cedidas pela Câmara de Setúbal. A presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, sublinhou na cerimónia de inauguração que a abertura das novas instalações, cedidas a título gratuito, representa o reforço “de uma parceria que é, a todos os títulos, importantíssima para Setúbal”, dado conferir à associação melhores condições para o desenvolvimento regular de atividades. A associação, fundada em 1994, funcionou até este fim de semana num espaço provisório facultado pelo Instituto Musical Patrício, também em Setúbal.
Acordeonistas de Portugal com sede em Setúbal 

Com as novas instalações inauguradas no Mercado 2 de Abril, o presidente da associação, Nuno Soares, salienta que agora estão reunidas as condições necessárias para que a Associação de Acordeonistas de Portugal exerça a atividade essencial da coletividade, como reuniões da direção, mas também outras, de cariz lúdico e promocional do acordeão, como tertúlias e masterclasses.
Visão partilhada por Maria das Dores Meira, que destacou o facto de a sede vir a acolher o Museu do Acordeão e a possibilidade de agora se realizarem “ações de aperfeiçoamento e de formação profissional para músicos e o fomento do convívio e intercâmbio de experiências entre acordeonistas nacionais e estrangeiros”.
Trabalho que, acrescentou, contribuirá para “mais uma área em que Setúbal passará a ser um ponto de referência”.
A cerimónia de inauguração contou com a presença do presidente da Assembleia Municipal, Rogério da Palma Rodrigues, que destacou, entre outros méritos da Associação de Acordeonistas de Portugal, a homenagem a Dimas Pereira, que dá o nome a uma das salas da sede.
Já o presidente da Junta de S. Sebastião, Nuno Costa, salientou a importância que a associação assume na freguesia, representativa da relevância e do dinamismo do movimento associativo no concelho.
O ato solene recebeu, igualmente, o contributo de João Pereira, presidente da Mito Algarvio – Associação dos Acordeonistas do Algarve, coletividade que é membro oficial do Conselho Internacional de Acordeonistas da Unesco e com a qual a Associação vai desenvolver várias atividades em parceria.
Durante a cerimónia foi lançado o repto, imediatamente aceite pela Associação de Acordeonistas de Portugal, de se realizarem, num futuro próximo, bailes e apontamentos musicais no próprio Mercado 2 de Abril.
A inauguração das novas instalações, na qual também esteve presente da vereadora Carla Guerreiro, contou com várias atuações, nomeadamente dos acordeonistas Tino Costa, Sérgio Conceição, Tiago Inácio e Nicole Viviane.
As performances musicais incluíram apontamentos especiais de Ricardo Pelício, em representação da Mito Algarvio e de Ramos Patrício, presidente da Assembleia-Geral da associação, que tocou duetos com Nicole Viviane e com o presidente da associação, Nuno Soares.
Algumas interpretações musicais tiveram, igualmente, o contributo da fadista Patrícia Rosa.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Barcos do Tejo voltam à greve quarta e quinta-feira

Greve parcial atinge as ligações de  Cacilhas, Trafaria, Montijo, Seixal e Barreiro até quita-feira 

Os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa, responsáveis pela ligação fluvial entre a Margem Sul e Lisboa, decidiram manter a greve parcial de dois dias, nesta quarta e quinta-feira, para contestar problemas nas embarcações e exigir a revisão do Acordo de Empresa. As ligações vão ser afetadas sobretudo nas chamadas horas de ponta (de manhã e ao final do dia) e visarão os passageiros que utilizam as ligações fluviais entre Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão com Lisboa (operadas pela Transtejo) e entre o Barreiro e Lisboa (a cargo da Soflusa). De acordo com o sindicato "a proposta de revisão do Acordo de Empresa veio recusada do Ministério da Finanças. A revisão não foi totalmente recusada, apenas alguns pontos, entre eles a questão salarial", disse Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marinha Mercante.
Ligações fluviais em greve parcial a 26 e 27 de Abril  

Os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa vão cumprir uma greve parcial dia 26 e 27 de Abril. Quem utiliza este meio de transporte para chegar ou sair de Lisboa terá, por isso, de ter em conta que a oferta será afetada.
Com esta nova paralisação, os trabalhadores pretendem contestar os problemas nas embarcações e rejeitar a revisão do acordo de empresa. A administração da Transtejo e da Soflusa já emitiu um comunicado onde adverte que “Por motivo de greve parcial, convocada por diversas organizações sindicais representativas dos trabalhadores da Transtejo e da Soflusa, não será possível garantir o serviço regular de transporte fluvial nos dias 26 e 27 de Abril”.
As ligações vão ser afetadas sobretudo nas chamadas horas de ponta (de manhã e ao final do dia) e visarão os passageiros que utilizam as ligações fluviais entre Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão com Lisboa (operadas pela Transtejo) e entre o Barreiro e Lisboa (a cargo da Soflusa).
Os trabalhadores da Transtejo vão parar durante três horas por turno, enquanto os da Soflusa param duas horas por turno, período durante o qual os terminais e as estações estarão encerrados “por motivos de segurança”.
A ligação entre o Montijo e o Cais do Sodré começa a efetuar-se depois das 9h15, sendo esperado que, à tarde, volte a parar a partir das 16h30 até às 20h15. Na carreira entre Cacilhas e o Cais de Sodré, as ligações devem começar pelas 9h12 e funcionam até às 16h45, hora em que voltam a parar até cerca das 20h14.
Já na ligação fluvial entre o Seixal e o Cais de Sodré, os barcos devem começar a funcionar às 9h15 e depois voltam a parar entre as 16h45 e as 20h15, enquanto na ligação da Trafaria/Porto Brandão com Belém as embarcações circulam a partir das 9h40 até às 16h30, sendo retomadas novamente às 20h30.
No caso da ligação entre o Barreiro e Lisboa, os barcos devem começar a funcionar pelas 10h40 até às 18h10, com as ligações a serem depois de novo interrompidas até às 20h35. As últimas ligações da noite e da madrugada de todas as carreiras também serão afetadas e os serviços mínimos decretados são para realização de apenas uma carreira nas ligações de Cacilhas, Montijo e Seixal, e duas no Barreiro.

Os motivos da greve
"Reunimos com a administração da empresa e recebemos a informação que a proposta de revisão do Acordo de Empresa veio recusada do Ministério da Finanças. A revisão não foi totalmente recusada, apenas alguns pontos, entre eles a questão salarial", disse à agência Lusa Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marinha Mercante, afecto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).
Segundo o sindicalista, a proposta de revisão do Acordo de Empresa não traz nenhum aumento salarial.
"A revisão não tem aumentos salariais, apenas muda o espelho de apresentação dos valores. Ficámos surpreendidos com esta decisão e nós não pretendemos estar agora a renegociar um acordo que nem entrou em vigor sequer", explicou.
A administração do grupo Transtejo reuniu na quinta-feira com as organizações sindicais representativas dos trabalhadores no Cais do Sodré, em Lisboa.
"Tínhamos a expectativa que tivesse sido algo favorável que vinha desta reunião e que fosse possível cancelar as greves, mas não veio nada de positivo. As greves previstas para as duas empresas do grupo, a Transtejo e a Soflusa, vão manter-se", defendeu.

Poucos barcos a navegar 
Antes, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, dizia que “não se justifica que o Governo, sendo o acionista da Transtejo e da Soflusa, esteja há cinco meses para publicar um acordo que foi livremente assinado pelas administrações destas empresas com os representantes dos trabalhadores”.“Recordamos que este acordo não foi subscrito sem ter o aval do respetivo Governo. Não se entende que o mesmo Governo que deu o aval para a assinatura dos acordos seja o mesmo Governo que, até agora, não tenha publicado esses acordos”, disse, em declarações à Lusa.
“Não admitimos outra solução que não seja aquela que propomos, mesmo que, eventualmente, estejam a servir manifestações de pressão pelo ministro das Finanças. Nós achamos que isso não é admissível”, acrescentou.
Em relação à degradação do serviço público, Arménio Carlos exemplificou que “neste momento, na Transtejo [que fazem a ligação entre Cacilhas, Porto Brandão, Seixal e Montijo a Lisboa], em 22 barcos, 10 estão paralisados e, na Soflusa [responsável pela ligação entre o Barreiro e a capital portuguesa], em oito disponíveis, três estão encostados”.
“Estamos aqui perante uma redução brutal do serviço público, com todas as consequências que isso tem para as imagens das empresas, mas particularmente para a vida das populações que utilizam este transporte”, disse.

Agência de Notícias com Lusa 
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43 anos do 25 de Abril no distrito de Setúbal

Grandes nomes da música portuguesa estão hoje na região 

Bandeiras hasteadas, distribuição de cravos, desfiles, almoços-convívio, bailaricos, concertos, projeções de filmes, lançamentos de livros e muito desporto. As celebrações da revolução de Abril, 43 anos depois, começam hoje um pouco por todo o distrito de Setúbal. Alguns dos principais nomes portugueses do panorama artístico musical vão passar pela região para actuarem nas comemorações da Revolução dos Cravos. 

Comemorações do 25 de Abril nos 13 municípios do distrito  


O 25 de Abril de 1974 vai ser assinalado em todos os 13 concelhos do Distrito de Setúbal, através das mais diversas iniciativas, entre as quais se destacam alguns espectáculos musicais. Alcácer do Sal, Almada, Barreiro, Grândola, Moita, Seixal, Setúbal e Sines são os concelhos que vão receber nomes mais sonantes da canção nacional: Anjos e irmãos Feist; The Gift e Camané; Pedro Abrunhosa; Tiago Bettencourt e Raquel Tavares; Jorge Palma e Sérgio Godinho; Deolinda e Agir; Paulo de Carvalho; e UHF, respectivamente.

Almada apresenta The Gift e Camané 
Um espectáculo com Camané, na primeira parte, e a banda The Gift, a actuar na segunda metade, é o destaque maior das comemorações em Almada. O concerto, de entrada livre, está agendado para as 22 horas no palco da Praça da Liberdade, na noite de 24. Pelo meio, irá cantar-se “Grândola Vila Morena”, haverá cravos pelo ar e fogo-de-artifício.

Pedro Abrunhosa e Comité Caviar estão no Barreiro 
O concerto com Pedro Abrunhosa & Comité Caviar, a ter lugar a partir das 22 horas no Parque da Cidade, é a principal atracção da programação no Barreiro, que contempla ainda, entre várias outras iniciativas, o Desfile da Liberdade.

Jorge Palma e Sérgio Godinho estão na Moita
O Largo das Festas em Alhos Vedros vai receber o espectáculo de maior destaque do programa promovido na Moita, com Jorge Palma e Sérgio Godinho a actuarem juntos, a partir das 21h30, de 24 de Abril. A primeira parte deste espectáculo estará a cargo da artista Valu. No dia 25, a Câmara Municipal organiza o grande Desfile da Liberdade na vila da Moita, a partir das 10 da manhã. 

Canções de Abril no Montijo
O dia da revolução dos cravos vai ser assinalado com um conjunto de actividades culturais, desportivas e institucionais. Destaque para o espectáculo “Canções de Abril” com Carlos Alberto Moniz, a realizar-se pelas 21h30 de 24 de Abril, no Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida. A entrada é gratuita (oferta de dois convites por pessoa).

Palmela em festa em todas as freguesias 
O extenso programa que assinala a data, em todas as freguesias, com propostas que abrangem diversas áreas de expressão cultural e artística e de convívio, destacam-se a inauguração da instalação da viatura militar Chaimite V-200, no dia 23, em Pinhal Novo; a exposição “Cravos de Abril”, de Sónia Domingos, no Cine-teatro S. João em Palmela. Em Quinta do Anjo, e no Sobreiro Monumental, em Água de Moura, por Estórias com Asas; o espetáculo “Rogério Charraz & os Irrevogáveis”, dia 24, no Salão dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, e o espetáculo “Pedro Mestre e Ausentes do Alentejo”, dia 25, no Cine-teatro S. João. Destaque, ainda, para a sessão solene da Assembleia Municipal, dia 25, às 11 horas, na Biblioteca Municipal de Palmela e a corrida da liberdade na manhã do dia da liberdade, no Pinhal Novo. 

Sessão Solene em Alcochete
Apesar de um leque de diversas actividades a decorrer pelo concelho, o destaque vai para a sessão solene evocativa da data que a Assembleia Municipal promove, pelas 16 horas, no próprio dia no Núcleo de Arte Sacra do Museu Municipal de Alcochete. A sessão solene encerrará com um tributo a José Afonso “Zeca Sempre. A Utopia” por Luisa Ortigoso e conjunto “Pedra de Toque”.

Deolinda e Agir estão no Seixal 
O ponto alto das comemorações no Seixal será o concerto dos Deolinda, às 22 horas, no dia 24, ao qual se seguirá a actuação, noite dentro, de Agir, a partir das 00h30. De permeio, pela meia-noite, há um espectáculo de fogo-de-artifício sobre a Baía do Seixal.

Virgem Suta e Oquestrada em Sesimbra 

A noite de 24 para 25 de Abril vai ser assinalada em simultâneo em Sesimbra, na Fortaleza de Santiago, e na Quinta do Conde com música de duas das mais originais bandas portuguesas da actualidade, os OqueStrada e Virgem Suta, popular duo de Beja. As sessões evocativas da “Revolução dos Cravos” iniciam-se pelas 22 horas e terminam, à meia-noite, com os tradicionais espectáculos de fogo-de-artifício. O dia 25 de Abril ficará marcado pelas inaugurações do Centro de Apoio à Incubação de Empresas de Sesimbra, localizado na antiga Escola Básica de Santana, às 11 da manhã e pela reabertura do Jardim do Pinheiro Manso, na rua Egas Moniz, Quinta do Conde, às 15 horas.

Paulo de Carvalho em Setúbal 
Os 43 anos do 25 de Abril são assinalados em Setúbal com um programa organizado pela Câmara Municipal e pelas juntas de freguesia, com o envolvimento do movimento associativo, que inclui atividades de âmbito cultural, social e desportivo. Destaque para a noite de 24 que começa com um concerto de Paulo de Carvalho, às 22 horas, na Praça de Bocage, a que se segue, às 23h30, uma intervenção da presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira. A partir das 23h45, realiza-se uma arruada pelas ruas da Baixa, seguindo-se um espectáculo pirotécnico.

Anjos e Irmãos Feist em Alcácer do Sal
Concerto inédito com o Maestro Nuno Feist e o seu irmão Henrique a juntarem-se em palco a Nelson e Sérgio Rosado, da banda “Os Anjos”. O concerto comemorativo dos 43 anos da Revolução de Abril, oferecido pela Câmara Municipal, começa às 22h30, no Largo Luís de Camões. Em palco irá estar uma banda com 11 músicos. A ideia do concerto surgiu, segundo Nelson Rosado, da banda "Os Anjos" de um repto lançado pelo Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal. Nelson Rosado dirige também uma palavra para o público do concelho, afirmando que "sempre os acarinhou e sabe que pode contar com um grande espetáculo". A não perder! Após o concerto, haverá um espectáculo de fogo-de-artifício e, meia-hora depois, actua o DJ Poppy.

Grândola em festa com Tiago Bettencourt e Raquel Tavares

Nas comemorações do concelho da "vila morena", o destaque principal vai para o concerto de Tiago Bettencourt, que terá como convidada especial em palco Raquel Tavares. As celebrações arrancam logo pelas 20h15, com animação de rua pelos Batacundo, seguindo-se a tradicional Corrida da Liberdade, sendo que às 22 horas tem início a arruada da Banda da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense. Haverá ainda um espectáculo piromusical, após a actuação de Tiago Bettencourt, e animação musical com Gonçalo Oliveira.

Miguel Araújo em Santiago do Cacém
A actuação de Miguel Araújo, a partir das 22 horas, na noite de 24, é o destaque principal do programa de comemorações de Santiago do Cacém. O espectáculo realiza-se em Vila Nova de Santo André, na Avenida de Sines, junto ao Parque Central, seguindo-se a actuação do DJ Dadão.

UHF e Fernando Alvim em Sines
O destaque das comemorações do dia da liberdade em Sines vai para a iniciativa “noite da Liberdade”, a realizar, a partir das 22h30, de 24 de Abril, no Castelo, com um concerto da banda UHF, sessão de fogo-de-artifício e a actuação do DJ Fernando Alvim. A entrada é livre.

Agência de Notícias
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Maiores veleiros do mundo chegam Sines a 28 de Abril

Regata internacional tem à sua espera vinho amadurecido no fundo do mar de Sines  

Após sete meses de "repouso" no fundo do mar, em Sines, 700 garrafas de vinho da costa alentejana foram retiradas da água, na quinta-feira, e vão ser oferecidas aos comandantes dos veleiros da regata "Tall Ships 2017` que passa pela cidade de 28 de Abril a 1 de Maio. Colocadas no fundo do mar para "maturação", em Setembro de 2016, em vários locais da área portuária, as 700 garrafas de vinho de sete produtores da região fazem parte da primeira experiência do género no distrito de Setúbal, segundo explicou o presidente da Associação de Produtores de Vinho da Costa Alentejana, José Mota Capitão. A constante temperatura da água do mar em Sines nos 15 graus, seja no inverno ou no verão, transformou o vinho em algo com uma qualidade nunca provada na região. "Tem mais definição, exuberância e conseguimos uma maior fixação da qualidade", diz José Mota Capitão. 

28 veleiros e mil tripulantes estão a caminho de Sines 

O porto de Sines, no distrito de Setúbal, vai acolher este ano, pela primeira vez, o Tall Ships Festival, entre 28 de Abril e 1 de Maio, sendo esperados 28 veleiros e cerca de mil tripulantes, anunciou a organização. “Praticamente todos os cais em Sines vão estar ocupados com estes grandes navios à vela”, disse à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Treino de Vela (Aporvela), João Lúcio.
Os Tall Ships são veleiros que estavam a ser desmobilizados há 60 anos, altura em que começou a iniciativa, e que foram desafiados para fazerem uma regata em que 50 por cento da tripulação tivesse entre 15 e 25 anos, caraterística que se “mantém até hoje”, afirmou. “Lisboa foi a primeira cidade do mundo a receber uma Tall Ship”, sublinhou o responsável.
O Sines Tall Ships Festival insere-se na “Rendez-vous 2017 Tall Ships Regatta” (RDV 2017), uma regata de grandes veleiros que passa por sete países”, cruzando o Oceano Atlântico “duas vezes”, e que celebra nesta edição os 150 anos da confederação do Canadá. O festival terá diversas atividades, como visitas às embarcações, desfiles dos tripulantes, concertos e fogo-de-artifício, tudo com entrada gratuita.
Para João Lúcio, a parada dos tripulantes é um “momento muito alto” por ser uma “espécie de carnaval” em que os tripulantes se vestem de piratas e levam ornamentos náuticos para fazer uma festa na cidade, hábito que se faz em todos os portos onde as frotas atracam.
Para além destas atividades, a população terá ainda a oportunidade de embarcar num Tall Ship, independentemente da experiência que tenha a bordo. “Eu acho que o nosso grande navegador [Vasco da Gama] estará com certeza felicíssimo por saber que nós voltamos a trazer ao porto dele [em Sines] mastros, velas e alegria”, acrescentou João Lúcio.
Associada ao RDV 2017 existe um site e uma aplicação (iOS e Android) - Yellow Brick - que permite que o utilizador siga o rasto da frota com informações como a sua localização e velocidade, entre outras curiosidades da regata.

Vinho de Mar esteve sete meses a amadurecer no fundo do mar 
As garrafas de vinhos tinto e branco, de sete produtores da região do Alentejo Litoral, foram mergulhadas no Porto de Recreio de Sines, em setembro de 2016, e, durante sete meses sujeitas a uma temperatura de 15 graus para acelerar o processo de envelhecimento. Este ano, o vinho vai ser oferecido aos capitães dos veleiros que participam na regata "Tall Ships 2017`, que escala em Sines entre os dias 28 deste mês e 1 de Maio.
Chama-se Vinho de Mar e os rótulos já estão feitos para serem colados nas garrafas que foram retiradas das águas do Porto de Recreio de Sines. Vieram à tona pelas mãos de mergulhadores. Algumas traziam lapas bem agarradas. Estiveram distribuídas por diversas áreas e profundidades, acima dos sete metros, sendo agrupadas em conjuntos de 50, numa posição vertical, em grades metálicas que a água foi corroendo.
Reúnem os vinhos de várias castas dos únicos sete produtores vitivinícolas da costa alentejana.
O presidente da Associação de Produtores de Vinho da Costa Alentejana recorda que este método de maturação do vinho já foi testado no Douro e em Alqueva, mas assegura que não é a mesma coisa. "Ali, a água é doce e a temperatura é mais elevada. Em Sines, além da massa de água ser maior, existe a corrente fria que conserva a água nos 14 ou 15 graus no verão ou no inverno", refere, fazendo fé que esta promoção possa vir a conferir "notoriedade" aos vinhos da região, ainda distante da "fama" que caracteriza outros néctares nascidos no Alentejo mais interior.

Região quer colocar mais garrafas no fundo do mar 
700 garrafas foram esta quinta-feira retiradas do fundo do mar 

Mas José Mota Capitão acredita que, se a campanha passar, há futuro para o setor junto ao mar, pegando nos exemplos das suas duas produções. Uma no Torrão (Alentejo mais interior) e em Melides (à beira-mar). "Tenho a certeza de que a costa alentejana é uma das regiões com maior potencial para fazer vinhos de guarda (os que têm grande potencial de envelhecimento) por causa da frescura do mar".
Nesta primeira experiência, para se tentar perceber o que o mar oferece aos vinhos locais, não foram observadas modificações significativas ao fim dos primeiros três meses de maturação. Mas o cenário mudou meses depois. Uma nova avaliação comprovou que a qualidade tinha aumentado, lançando otimismo entre os produtores locais.
"Isto é para continuar no futuro, porque uma só vez não permite afiançar que será sempre assim", diz o responsável da Associação de Produtores de Vinho da Costa Alentejana. 
O projeto tem um forte cunho turístico que, além da câmara, chama a si a própria Entidade Regional de Turismo do Alentejo e o Porto de Sines. Os produtores vitivinícolas já acordaram com a autarquia a realização de um evento anual dedicado ao Vinho de Mar, envolvendo provas de degustação nos vários restaurantes da região, dividindo a mesa com o peixe das águas profundas da costa alentejana.
Carlos Silva, da Câmara de Sines, assume o interesse na aposta e quer levar muitos turistas à terra. "Perante esta promoção do vinho numa região onde ele está pouco promovido, é natural que as pessoas tenham curiosidade e venham cá. É algo inédito", refere, admitindo estar aqui aberta uma porta para que o Vinho de Mar ganhe notoriedade como sendo específico da costa alentejana. Apesar de estar enquadrado na Comissão Vitivinícola de Setúbal.
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Homem condenado por morte de cadela em Alcácer do Sal

Tribunal condenou dono a pena de 16 meses de prisão por enterrar cadela viva

O Tribunal de Grândola condenou um construtor civil a uma pena de prisão suspensa de um ano e quatro meses pelo crime de maus-tratos a animais de companhia, considerando provado que enterrou ainda viva a sua cadela doente.  De acordo com a sentença, a cadela foi encontrada enterrada, ainda viva, nas traseiras do restaurante Barco do Sado, na localidade da Carrasqueira, em Alcácer do Sal, pela fundadora da associação local Focinhos, Teresa Campos, após um relato recebido por telefone de que estava um cão “a uivar” há vários dias. O homem condenado, Edmundo Ferreira, nega as acusações mas diz que não vai recorrer da sentença. As penas de prisão para quem maltrata animais estão previstas na lei desde 2014 mas esta terá sido a primeira condenação. A sentença exige ainda o dono a pagar 250 euros à associação Focinhos, além de 386 euros a Teresa Campos. 

Cadela não sobreviveu aos maus-tratos infligidos pelo dono 

Uma cova, uma grelha de metal a tapá-la e uma pedra de cimento por cima. Sem se poder mexer, sem água, sem comida. Foi nestas condições que Teresa Campos, presidente da associação Focinhos, encontrou “Big”, uma cadela husky de 16 anos, no dia 25 de Janeiro, no seguimento de uma denúncia anónima. A cadela, que entretanto acabou por ser submetida à eutanásia por “danos neurológicos irreversíveis” pertencia a Edmundo Ferreira, construtor civil de 48 anos de Alcácer do Sal, que recebeu do Tribunal de Grândola uma pena de prisão suspensa de um ano e quatro meses. 
O dono tornou-se assim o primeiro cidadão a ser efetivamente condenado por maus-tratos a animais, segundo dados disponibilizados pelo Ministério Público que dão conta de todas as penas aplicadas até hoje. Todas são multas.
A legislação, em vigor desde Outubro de 2014, prevê uma pena máxima de prisão de um ano para quem “infligir dor, sofrimento ou quaisquer maus-tratos a animal de companhia”. Se desse comportamento resultar a morte do animal, a pena pode chegar aos dois anos e estender-se até aos oito se o dono do animal for uma terceira pessoa. Mas em quase dois anos de lei esta é a primeira condenação. 
Edmundo Ferreira ficará impedido de ter animais de companhia durante três anos e ainda terá que pagar 250 euros à associação Focinhos e 350 a Teresa Campos, que pagou o veterinário. A notícia foi avançada pelo jornal Público e a veterinária que tentou assistir o animal disse ao jornal que nunca tinha visto em caso tão grave de negligência e maus-tratos.
Segundo as provas presentes a tribunal, Edmundo Ferreira abriu uma cova nas traseiras do restaurante que gere com a sua mulher, colocou a cadela dentro da mesma e, por cima da abertura, colocou uma rede de ferro e um bloco de cimento para evitar que a cadela pudesse escapar.
“O arguido, indiferente ao seu sofrimento, determinou-se a deixar ali a sua cadela, enterrada viva, privada de liberdade de movimentos, alimentos e água”, disse a juíza Joana Vieira, citada pelo Jornal de Notícias que faz este sábado capa com o assunto. A magistrada acrescentou ainda que o dono do animal “quis, e conseguiu, sem qualquer motivo que o justificasse, infligir dor e sofrimento ao animal, utilizando para o efeito um meio especialmente cruel, admitindo como possibilidade que da exposição ao sofrimento prolongado viesse a resultar a morte do animal, como se verificou”.

“Isso foi inventado por gente doente da cabeça” diz o dono 
Edmundo Ferreira, que não foi a tribunal por causa de “uma confusão com as datas”, não vai recorrer da sentença, mas nega que algum dia tenha maltratado a sua cadela. “Fiz um canil de propósito para a ‘Big’ e nunca deixei de cuidar dela, de lhe dar comida e água. Apenas lá ficava para não atacar as galinhas ou outras pessoas que podiam lá passar. Como já estava surda, podia ser uma ameaça para as pessoas”, disse Edmundo Ferreira ao Jornal de Notícias.
“E não estava tapado com nenhuma grade de ferro. Tinha era um buraco na areia, onde se recolhia”, acrescenta Edmundo Ferreira, frisando que “isso foi inventado por gente doente da cabeça”.
O homem foi também condenado a pagar a conta do hospital veterinário e um donativo de 250 euros à Focinhos, além de ter sido proibido de ter animais durante três anos.
O construtor civil, que tem outro cão e um gato, avisa já que “nunca pensem em vir buscar este cão, que anda comigo quase 24 horas por dia”. “Senão… aí já mexem comigo”, alerta.
Ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR (SEPNA) chegam cada vez mais queixas. Em 2016, a GNR registou 767 casos de maus tratos a animais. O número traduz uma média de dois crimes por dia e mais 112 casos face a 2015. Desde que lei entrou em vigor, o Ministério Público abriu 952 investigações; 40 por cento das quais acabaram arquivadas. Dos 376 casos arquivados, 268 estavam relacionados com maus-tratos e 108 com abandono.
Segundo este departamento da GNR, a maioria dos crimes (55 a 60 por cento) são cometidos contra cães e 20 a 25 contra gatos.

Agência de Notícias
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Freguesia de Sarilhos Grandes apagou 169 velas

A freguesia "tem dado dimensão histórica ao Montijo" 

A Freguesia de Sarilhos Grandes celebrou o seu 169.º aniversário, com uma cerimónia solene no salão da Academia Musical União e Trabalho.  Os discursos oficiais foram pautados pela importância de Sarilhos Grandes para a identidade do concelho do Montijo e pelo futuro da freguesia. O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, afirmou que Sarilhos Grandes “tem dado dimensão histórica ao Montijo. O nosso concelho vale pela diversidade das suas freguesias. É da união de todas as freguesias que nasce a força da nossa identidade e tradição”. 

Sarilhos Grandes é freguesia desde 1848 


O autarca salientou, ainda, o trabalho que a câmara realiza em colaboração com a junta de freguesia, referindo alguns dos investimentos que foram concretizados como "a aquisição de um trator para a junta" e a "recuperação do polidesportivo de Sarilhos Grandes", sublinhou Nuno Canta. 
Joaquim Batalha, presidente da Junta de Freguesia de Sarilhos Grandes, fez um balanço do passado da freguesia e perspetivou o futuro. Afirmou a necessidade de serem "aproveitadas as potencialidades da freguesia, como é o caso da zona ribeirinha", e reclamou "mais apoio e investimento da câmara na freguesia".
Após os discursos oficiais, seguiu-se a entrega de prémios dos Trabalhos Escolares 2017, cujo tema foi o Rio, e do 3.º Concurso de Fotografia de Sarilhos Grandes. Foram, ainda, entregues prémios de excelência a todas as associações da freguesia, pelo trabalho que desenvolvem em benefício de Sarilhos Grandes.
As comemorações do 169.º aniversário da Freguesia de Sarilhos Grandes terminaram com um concerto da Banda da Companhia, numa viagem pelo repertório musical da revolução de Abril pelas mãos da Companhia Mascarenhas Martins.

A historia da freguesia 
A 18 de Abril do ano de 1848, o Marquês de Fronteira e d´Alorna, D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto, então Governador Civil de Lisboa, assinou o alvará que desanexou o lugar de São Jorge de Sarilhos Grandes, da freguesia do Espírito Santo, esta na sede concelhia de Aldeia Galega do Ribatejo, nome porque então, era conhecida a hoje cidade de Montijo. Ganhava, assim, autonomia este antigo lugar, continuação de minúscula povoação ribeirinha do Tejo já referenciado em 1304, pelo historiador Rui Azevedo, quando ainda se arrumava no termo de Alhos Vedros e valia pelas suas marinhas de sal e moinhos de maré.
A documentação antiga comprova, de facto, que "o sal de Sarilhos…he da Comendadeyra de Santos" (1532) e o moinho da Lançada aparece mencionado já em carta régia de D.João I (1405): Como o local se situava em terras pertencentes aos cavaleiros da Ordem de Santiago, com sede em Palmela, o rendimento proporcionado pelo sal das marinhas sarilhenses, revertia em favor da casa conventual onde suas mães e irmãs residiam, primeiro no lugar de Santos, em Lisboa, fronteiro ao Tejo, depois, no reinado de D. João II, em novas instalações, entre Santa Apolónia e a Madre Deus, também em Lisboa, por esta razão chamados comendadeiras de Santiago ou comendadeiras de Santos.
Segundo a tradição, o nome desta localidade, provem do facto de estarem equidistantes de uma azenha ou moinho de maré. Tal moinho seria constituído por quatro mós de pedra, que ao funcionarem consoante as marés do Tejo, davam a impressão de um sarilho em movimento, porque rodavam, acasaladas, em sentido inverso.
O que parece dar certa veracidade a esta tradição é o facto de, até 1975, terem existido as ruínas de um moinho com estas características, entre as povoações de Sarilhos Grandes e Sarilhos Pequenos. Em 1910, com o triunfo da República, a pedido da junta de Paróquia, o nome de diversas artérias foi mudado, pelo que a Avenida de São Jorge se passou a designar por Rua Almirante Cândido dos Reis, a Praça do Mercado por Avenida 5 de Outubro e as ruas da Piedade, Direita e Arieiro foram crismadas com os nomes de Dr. Miguel Bombarda, António José de Almeida e Machado Santos.
Mercê da abundância das linhas de água, as culturas de regadio assumem um papel importante na economia da população e abastecem de produtos hortícolas os principais aglomerados urbanos próximos. A freguesia é composta pelos lugares da Sarilhos Grandes, Lançada (Hortinha e Malpique), Broega, Pinhal do Gancho, Quatro Marcos e Arce. Actualmente estas localidades pertencentes a Freguesia de Sarilhos Grandes ocupam uma área de cerca de 12.8 km2.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Seixal com 16,5 milhões de euros de saldo líquido em 2016

Contas "positivas" garantem "forte investimento" este ano

A Câmara do Seixal aprovou as contas referentes a 2016, registando um saldo líquido de “16 milhões 449 mil e 571 euros, o que configura, pelo sétimo ano consecutivo, exercícios onde os proveitos superam os custos”, anunciou a autarquia. Segundo o executivo municipal, os resultados demonstram “uma consolidação crescente da situação económica e financeira” do município, que conseguiu ainda abater no último ano 11,3 milhões de euros da dívida, “menos 14 por cento em relação à existente em 2015”. Ao mesmo tempo, o município realça que procedeu também “a uma nova diminuição do valor da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis, reduzindo assim a carga fiscal municipal junto da população pelo segundo ano consecutivo”.
Seixal fechou contas de 2016  com saldo de 16,5 milhões 

Estes resultados, salienta a autarquia, vão permitir dar andamento já em 2017 a “um conjunto importante de investimentos prioritários”. Cerca de 30 milhões de euros vão ser investidos “em obras de grande importância”, aponta a Câmara do Seixal, enumerando os casos da construção do Centro Distribuidor de Água de Fernão Ferro, a conclusão e abertura da EB/JI de Santa Marta do Pinhal, a conclusão do passeio ribeirinho do Seixal e a requalificação do núcleo urbano antigo, a construção do Núcleo de Náutica de Recreio de Amora, a conclusão da Praça Central da Torre da Marinha, o Estádio Municipal de Futebol e o concurso da Piscina Municipal de Aldeia de Paio Pires, entre outras intervenções.
Ao mesmo tempo, o município realça que procedeu também “a uma nova diminuição do valor da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis, reduzindo assim a carga fiscal municipal junto da população pelo segundo ano consecutivo”.
“Foram assim beneficiados directamente os 85 mil proprietários de imóveis no concelho que pratica também uma política tarifária das mais baixas das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, seja no abastecimento público de água ou na utilização dos equipamentos desportivos ou culturais”, aponta a autarquia.

As prioridades da autarquia 
A Câmara, presidida por Joaquim Santos, lembra também a opção pelo Plano de Consolidação Orçamental de iniciativa da autarquia, em detrimento do Programa de Apoio à Economia Local – vulgo PAEL, promovido pelo anterior Governo -, que “possibilitou em quatro anos reduzir a dívida da autarquia em mais de 36 milhões de euros, atingir saldos positivos de tesouraria e pagar todas as dívidas a fornecedores”.
“Estes excelentes resultados obtidos em 2016 irão permitir um reforço no investimento municipal com o lançamento dos processos de construção do Mercado Municipal da Cruz de Pau, do Centro de Dia do Casal do Marco, dos acessos ao novo Centro de Saúde de Corroios, dos apoios aos novos quartéis para os Bombeiros Mistos de Seixal e Amora, do Centro Residencial para Pessoas com Deficiência, do Estádio Municipal da Medideira, (Amora) entre outros processos em diferentes áreas, como a educação, o desporto ou a cultura”, sublinha Joaquim Santos.
O autarca salientando também “que estes resultados não teriam sido possíveis sem o grande trabalho desenvolvido pelos trabalhadores da Câmara do Seixal, elementos essenciais na prestação de serviço público de grande qualidade que é prestado à população do concelho do Seixal”.

Agência de Notícias com  Câmara do Seixal 
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Canha contra encerramento de balcão da Caixa

População não quer perder único banco da freguesia 

A Associação dos Agricultores do Distrito de Setúbal realizou esta quinta-feira uma concentração contra o encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos em Canha, no concelho do Montijo, junto à instituição bancária, que contou com a presença de várias dezenas de pessoas. A população de Canha é uma das mais "envelhecidas" do concelho e é o único banco existente na freguesia. "A população não aceita e está unida na luta contra esta decisão. Na marcha de protesto contámos com a presença de mais de 70 viaturas e hoje estiveram aqui cerca de 85 pessoas, num dia se semana. Existe união nesta luta e muito descontentamento", sublinhou a organização do protesto. 

CGD prevê encerrar cerca de 60 agências em todo o país 

"Já tínhamos feito uma marcha de protesto e agora realizámos esta concentração contra o encerramento do balcão da CGD em Canha. Este é o único banco que existe em Canha e que serve uma população rural e idosa, que está numa zona já desertificada, e que para ir ao banco, sem a CGD, tem que apanhar um dos poucos autocarros existentes e perder quase um dia inteiro", disse à Lusa Avelino Antunes, da Associação dos Agricultores do Distrito de Setúbal.
O responsável referiu que a população está unida na luta contra o encerramento do balcão.
"A população não aceita e está unida na luta contra esta decisão. Na marcha de protesto contámos com a presença de mais de 70 viaturas e hoje estiveram aqui cerca de 85 pessoas, num dia se semana. Existe união nesta luta e muito descontentamento", defendeu o dirigente.
Os presidentes das juntas de freguesia do distrito de Setúbal [nos concelhos de Almada, Setúbal, Montijo e Barreiro] afetadas pelo encerramento de agências do banco público vão realizar uma manifestação no dia 27 de Abril, junto à sede da instituição bancária.
Avelino Antunes garantiu que a Associação dos Agricultores do Distrito de Setúbal se vai associar a esta manifestação.
"Informámos a população e só hoje tivemos mais de três dezenas de inscritos para participarem na manifestação. Lamentamos que a Câmara do Montijo e a Junta de Freguesia de Canha não participem e nem disponibilizem o autocarro, estão submissas ao Governo, mas vamos conseguir levar as pessoas de Canha à manifestação", afirmou o responsável da Associação dos Agricultores do Distrito de Setúbal.
Sobre a possível solução de um serviço móvel para a população de Canha, o responsável referiu que seria apenas um remendo.
"Um carro móvel, que não sabemos em que moldes iria funcionar, não resolve o problema, seria apenas um remendo. O que queremos é serviços públicos de qualidade para a população", concluiu.
A Caixa tem previsto encerrar 61 agências, sendo 18 na área da Grande Lisboa, 15 a norte, 15 a sul e nas regiões autónomas e 13 na zona centro, segundo a lista revista divulgada em Março.
O fecho de agências foi negociado com Bruxelas e é uma das contrapartidas acordadas para que a recapitalização da CGD, que está a decorrer, num montante superior a cinco mil  milhões de euros, não seja considerada ajuda de Estado.

Agência de Notícias com Lusa 
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Trabalhadores do Porto de Sines marcam greve de um ano

Terminal de contentores do porto de Sines enfrenta greve inédita

O Sindicato XXI, que reclama a representação da maioria dos trabalhadores portuários de Sines, emitiu um pré-aviso de greve, a arrancar no dia 29 de Abril, com a paralisação das operações nos períodos de trabalho suplementar, por um prazo de um ano. De acordo com a informação divulgada pelo sindicato, o pré-aviso de greve tem efeito a partir do dia 29 de Abril deste ano até às zero horas de 29 de Abril de 2018, "com paralisação total das operações realizadas em qualquer período de trabalho suplementar (antecipações, prolongamento e serviço extraordinário)". O Sindicato XXI, que reclama a representação da maioria dos trabalhadores portuários de Sines, anuncia também "a paralisação total das operações realizadas nas duas últimas horas de cada período de trabalho de cada turno", mas neste caso apenas por duas semanas, entre 29 de Abril  13 de Maio.  A administração do Porto de Sines ainda não se prenunciou sobre este assunto.  
Trabalhadores ameaçam greve de um ano em Sines 

O terminal de contentores do porto de Sines enfrenta uma greve inédita convocada pelo Sindicato XXI a partir de 29 de Abril pelo prazo de um ano. Segundo a página do Sindicato XXI no Facebook, um sindicato independente que representa os trabalhadores do terminal de contentores do porto de Sines, o pré-aviso de greve foi emitido na semana passada. “Além da recusa à prestação de trabalho suplementar, o sindicato anuncia também a paralisação total das operações nas duas últimas horas de cada turno. Mas neste caso, apenas entre 29 de Abril e 13 de Maio”, explica a organização sindical na sua página de Facebook.
Ainda de acordo com essa página, “na origem deste pré-aviso está o diferendo entre o sindicato e a Administração do Porto de Sines sobre as novas regras de horários de trabalho, trabalho suplementar e consequentes remunerações, gozo de férias, etc”.
“A discussão arrasta-se desde Outubro do ano passado. Um acordo deveria ter sido alcançado até ao final de 2016, mas o impasse permanece”, avança o mesmo documento.
O Jornal Económico escreve que existiram diversas reuniões entre a administração e o Sindicato XXI no sentido de chegar a um acordo quanto à redução do horário de trabalho, das atuais 40 horas semanais para um intervalo que iria até às 37 horas semanais.
Aparentemente, neste capítulo as coisas teriam ficado acertadas entre as partes, de tal forma que no último mês e meio a Administração do Porto de Sines contratou cerca de 100 trabalhadores para fazer frente às alterações que seriam provocadas pela referida redução do horário de trabalho.

Conflitos laborais são "raros" em Sines

A PSA, gestora do terminal de contentores do porto de Sines (Terminal XXI) é uma empresa de Singapura. O Sindicato XXI nasceu com o crescimento do terminal de contentores de Sines.
O porto de Sines, nomeadamente o terminal de contentores, tem registado crescimentos espetaculares ao longo da última década.
Parte desse êxito tem-se devido à inexistência de conflitos laborais, como ocorreu em outros portos nacionais, em particular no de Lisboa e Setúbal.
O Sindicato XXI integra a Comunidade Portuária de Sines, o que é um caso único no país.

Agência de Notícias 
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Setúbal tem associação para falar e esclarecer o autismo

Associação quer promover inclusão de pessoas com autismo 

A inclusão das crianças, jovens e adultos com autismo na comunidade é o principal objetivo da Inovar Autismo - Associação de Cidadania e Inclusão, que será oficialmente apresentada sábado, na Quinta de Alcube, em Setúbal. Formalmente constituída a 27 de Dezembro do ano passado, a nova associação pretende afirmar-se como um apoio de excelência no âmbito da habilitação e capacitação das pessoas com deficiência, ao longo do seu ciclo vida, de acordo com as suas necessidades e com as necessidades das famílias. Grupo de pais criou associação para tentar incluir os filhos na comunidade. Além de Setúbal, vão estar também no Alentejo, nos distritos de Évora, Beja e Portalegre. 
Novo associação quer aproximar as pessoas autistas da sociedade 


Segundo Ana Nogueira, presidente da Inovar Autismo, "a associação surgiu da iniciativa de um conjunto de pais que tinham como principal objetivo a inclusão dos filhos e que as associações no âmbito da deficiência não criassem respostas exclusivas para os seus filhos, mas que se preocupassem com a sua inclusão na comunidade".
"Ao contrário de outras instituições que dão respostas sociais típicas para pessoas com deficiência, a nova associação, que abrange, desde já, os distritos de Setúbal, Évora, Beja e Portalegre, propõe-se encontrar respostas na comunidade onde as pessoas com autismo se inserem", disse à agência Lusa Ana Nogueira.
"Vamos falar com coletividades, grupos desportivos e outras entidades que possam ajudar neste processo de inclusão. Claro que será necessário um apoio técnico para essas crianças, jovens e adultos, bem como para as pessoas que os vão acompanhar nesse processo, que será assegurado por técnicos-mediadores, disponibilizados pela Inovar Autismo", acrescentou.
Ana Nogueira referiu ainda que a nova associação, com o lema `Sociedade para Todos’, de acordo com os princípios da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU, já apresentou uma candidatura para beneficiar de alguns apoios do Instituto Nacional de Reabilitação e que vai estar atenta a outras entidades, públicas e privadas, com programas de apoio para jovens com deficiência.
Como refere uma nota de imprensa da Inovar Autismo, o objetivo da associação "não passa por institucionalizar", mas pela inclusão, "com o devido apoio e em parceria com os demais agentes públicos e privados da comunidade".
"Esta visão implica também `abrir as portas à sociedade´, apostar em respostas arrojadas e inovadoras, em atividades e eventos para pessoas com e sem deficiência, evitando assim a segregação e promovendo a inclusão", acrescenta o documento.
A apresentação oficial da Inovar Autismo, que deverá contar com a presença da Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, terá lugar pelas 18h30 do próximo sábado, na Quinta de Alcube, junto à Estrada do Alto nas Necessidades, em Azeitão, no concelho de Setúbal.

Agência de Notícias com Lusa 
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Pinhal Novo vai ter Chaimite como monumento

Praceta da Rua Infante D. Henrique recebe veículo este domingo 

Os 43 anos do 25 de Abril vão ser assinalados de forma “inovadora” no Pinhal Novo. A praceta da Rua Infante D. Henrique [no lado sul da vila] vai receber uma viatura militar chaimite V-200, símbolo da revolução 1974, que resulta de uma parceria entre a Câmara de Palmela e o Exército Português. O veiculo militar é uma das viaturas que faz parte da história do 25 de Abril, quando o capitão Salgueiro Maia saiu de Santarém para ocupar os ministérios do Terreiro do Paço e o quartel da Guarda Nacional Republicana, no Carmo. O chaimite foi também usado por Salgueiro Maia para transportar Marcelo Caetano, presidente do Conselho de Ministros, na rendição, que marcou o fim do Estado Novo, ao Movimento dos Capitães. A partir deste domingo vai "ficar para sempre" na praçeta que vai ser rebaptizada de Praça Movimento das Forças Armadas.

Chaimite ficará na praceta da Rua Infante D. Henrique 

O lado Sul da vila de Pinhal Novo, concelho de Palmela, vai ter uma Praça Movimento das Forças Armadas decorada com uma Chaimite militar, a viatura militar usada pelas forças que fizeram o 25 de Abril de 1974.
O veículo, cedido à Câmara Municipal de Palmela pela Unidade de Apoio Geral de Material do Exército, chega à Rua Infante D. Henrique no próximo domingo, dia 23, às 10h30 da manhã.
A Chaimite MX-57-44 ficará instalada no local conhecido como Adega Pires ou JP Vinhos, entre a Sociedade Filarmónica União Agrícola  e o Pavilhão Desportivo Municipal de Pinhal Novo, que será nomeada de Praça Movimento das Forças Armadas.
O veículo, historicamente associado à Revolução de Abril, ficará transformado em monumento evocativo que, em conjunto com a praça, presta homenagem aos militares que depuseram Marcelo Caetano e assim derrubaram a ditadura que o país havia mergulhado em 1926, pela mão de António de Oliveira Salazar.
A viatura que ficará definitivamente instalada no Pinhal Novo foi totalmente restaurada pelo Exército e está completa, embora desarmada, uma vez que as peças de tiro foram retiradas.

A história da Chaimite 
A chaimite é um dos símbolos do 25 de Abril de 1974  
O Chaimite V-200 faz parte da história do 25 de Abril, pois foi com uma viatura idêntica, que o capitão Salgueiro Maia, saiu de Santarém para Lisboa, onde tomou os ministérios do Terreiro do Paço e o quartel da Guarda Nacional Republicana, no Carmo.
O veículo militar participou na operação liderada, também, por Salgueiro Maia, que transportou o presidente do Conselho de Ministros, Marcelo Caetano, do Quartel do Carmo, onde se rendeu ao Movimento dos Capitães, e marcou a queda do Estado Novo.
Numa época mais recente, os chaimites voltaram a ser usados em exercícios e instrução e, nos anos 90, estiveram ao serviço no Kosovo e na Bósnia.
O projeto de construção da Chaimite começou a ser desenvolvido no final da década de 1960 pela Bravia – Sociedade Luso-Brasileira de Veículos e Equipamentos, para as Forças Armadas Portuguesas que encontravam-se então envolvidas na Guerra do Ultramar e necessitavam de um veículo blindado adaptado às operações militares em curso.
Os primeiros veículos foram construídos em Belém (Lisboa), passando a produção posteriormente para a nova fábrica da Bravia, em Samora Correia, na região de Porto Alto. As primeiras unidades foram entregues já nos anos de 1970 e, em 1971, um primeiro lote é enviado para a Guiné-Bissau.

Agência de Notícias 
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Setúbal festejou a 19 de Abril a elevação a cidade

Autarquia de "portas abertas" lembra "setubalenses esquecidos" 

As comemorações do 157.º aniversário da elevação de Setúbal a cidade, assinaladas a 19 de Abril, tiveram início com a cerimónia do hastear da bandeira e uma visita guiada aos Paços do Concelho. Após o hastear da bandeira do município em frente dos Paços do Concelho, cerimónia protocolar que contou com a participação do Executivo municipal, de convidados e de populares, houve um Moscatel de Honra no interior do edifício. As comemorações prosseguiram com uma visita, integrada na iniciativa “Paços do Concelho de Portas Abertas”, num percurso guiado por Madalena Correia, do Serviço Municipal de Bibliotecas e Museus, da autarquia, que começou com uma pequena abordagem histórica sobre o edifício e o local onde está situado desde 1533, a Praça de Bocage.
Setúbal é cidade há 157 anos 

A danificação do edifício na sequência do grande terramoto de 1755, que originou a primeira remodelação, a ocorrência de um incêndio em 1910 que obrigou a uma nova reconstrução num projeto conduzido pelo arquiteto Raul Lino, que também concebeu o Palácio da Comenda, foram alguns dos aspetos referidos na apresentação.
O grupo iniciou a visita na Sala do Município e seguiu num percurso pelos serviços de atendimento e de contraordenações e execução fiscal, de tesouraria, de contabilidade e de compras, que funcionam no piso térreo dos Paços do Concelho.
Ainda no rés do chão, os participantes tiveram oportunidade de conhecer as instalações do Serviço Municipal de Comunicação e Imagem.
Numa segunda fase da visita, no primeiro piso, o grupo tomou contacto com os serviços de apoio aos órgãos municipais e conheceu o gabinete de trabalho da presidente da Câmara de Setúbal.
O Salão Nobre dos Paços do Concelho foi apresentado aos visitantes como a sala mais importante do edifício, bem como foi explicado o significado histórico do tríptico de Luciano Santos, quadro patente numa das paredes.
Este ano as comemorações não se cingiram apenas aos Paços do Concelho, tendo sido inaugurada às 12 horas desta quarta-feira, na Casa da Baía, a exposição “Entre Nós”, a segunda mostra coletiva de artes plásticas dos trabalhadores da Câmara Municipal de Setúbal.
A exposição, patente no átrio da Casa da Baía até 1 de Maio, é composta por 16 trabalhos de fotografia, pintura, desenho e gravura.
Para a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, que marcou presença na inauguração juntamente com os restantes membros do Executivo, trata-se de “mais uma iniciativa de sucesso para promover os talentos da autarquia”.
A autarca congratula os artistas que contribuíram com trabalhos para a exposição e incentiva todos os funcionários municipais “a mostrarem às outras pessoas que têm outras vertentes, além de trabalharem na Câmara”.

“Setubalenses Esquecidos – Contributo para a sua Memória”
Setubalenses esquecidos foi  o tema da palestra de ontem  
No período da tarde, as comemorações da elevação de Setúbal a cidade prosseguiram com o investigador Diogo Ferreira a conduzir a palestra “Setubalenses Esquecidos – Contributo para a sua Memória”, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa organização em parceria com a Universidade Sénior de Setúbal.
O investigador recuperou a memória de quatro setubalenses ligados à história da cidade, nomeadamente o alferes Francisco Pinto Vidigal (1833-1918), Jesino Augusto da Costa (1899-1954), Vicente José da Silva Penim (1888-1957) e José Manuel Alves dos Reis (1894-1943).
Diogo Ferreira, nascido em Setúbal em 1991, descobriu a paixão pela história local na dissertação que apresentou no mestrado de História Contemporânea “Setúbal e a Primeira Guerra Mundial (1914-1918)”, a ser publicada em livro ainda este ano.
“Há cerca de três anos e meio que me dedico exclusivamente a investigar a história de Setúbal e encontrei nomes de pessoas cuja memória merece ser recuperada”, explicou perante um Salão Nobre praticamente cheio.
O alferes Francisco Pinto Vidigal, que dá nome a uma rua na cidade, é uma das personalidades que merece reconhecimento por ter sido “o único setubalense morto na importante batalha de La Lys”, em França, no decorrer da Grande Guerra.
Pinto Vidigal, que foi promovido a tenente de infantaria depois de morto, recebeu em vida, enquanto se encontrava a combater em França, três louvores pelo zelo e dedicação com que desempenhou as funções a seu cargo.
Na área da literatura e do jornalismo, Diogo Ferreira lembrou Jesino Augusto da Costa, que, em 1911, com apenas 12 anos, já escrevia para um jornal local.
Do ponto de vista da literatura, o investigador considera que Augusto da Costa“merece ser estudado com atenção” pela qualidade de obras como “As inocentes”, que ganhou vários prémios, e “Portugal Vasto Império”.
O escritor, que também dá nome a uma artéria setubalense, foi líder do movimento monárquico em Setúbal.
Na literatura, outro setubalense esquecido pelo tempo é Vicente José da Silva Penim, o soldado-poeta que combateu na Grande Guerra e “era descrito na altura como alguém que animava as noites frias de França, com anedotas”.
Vicente Penim escreveu o livro de poemas “As minhas recordações da Grande Guerra” que retrata as vivências dos dois anos que passou em França.
Por fim, outro setubalense que a história deve recordar no entender de Diogo Ferreira, é José Manuel Alves dos Reis, preso político, acusado de ser comunista e de possuir e distribuir bombas de choque, falecido a 11 de junho de 1943, no Tarrafal.
“É um homem importante, que morreu a lutar pela liberdade, tal como Jaime Rebelo. Por isso, merece ser homenageado”.
No final da palestra, o vereador da Cultura, Pedro Pina, agradeceu a “energia e a atitude” com que Diogo Ferreira estuda a história local e considerou ser um “propósito importante da cidade perpetuar a identidade e recuperar memórias de setubalenses que lutaram por aquilo em que acreditavam”.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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