Dá um Gosto ao ADN

Setúbal quer acabar com esgotos despejados no Sado

Autarquia inicia construção de estação elevatória nos Combatentes

A Câmara de Setúbal inicia na terça-feira a construção de uma estação elevatória na zona dos Combatentes para desviar para a ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) da Cachofarra os esgotos que ainda são despejados diretamente no rio Sado. "É uma obra com um prazo de execução de seis meses, que, conjuntamente com o futuro "Emissário Ciprestes - Bonfim", que também vai arrancar dentro de um mês, vai permitir encaminhar para a ETAR todos os esgotos - cerca de 15 por cento dos esgotos da cidade - que ainda são despejados diretamente na ribeira do Livramento, juntamente com as águas pluviais que correm para o rio Sado", disse à agência Lusa o vereador do Ambiente, Carlos Rabaçal.
Novas estações elevatórias ajudam na preservação do Rio Sado 

"Aproveitando o facto desta grande intervenção que vamos fazer nos Combatentes, a empresa Águas do Sado (concessionária do abastecimento de água e saneamento básico no município de Setúbal) vai também proceder à substituição integral da rede de abastecimento de água naquela zona e na avenida General Daniel de Sousa", acrescentou o autarca setubalense.
Apesar de ter uma ETAR de grandes dimensões na zona da Cachofarra, construída há duas décadas pelo executivo socialista liderado por Mata Cáceres, parte dos esgotos da cidade de Setúbal nunca foram encaminhados para aquela infraestrutura, processo que só este ano deverá ficar concluído com a construção da Estação Elevatória dos Combatentes e do Emissário Ciprestes-Bonfim.
O projeto de "Otimização do Sistema de Saneamento de Setúbal", com financiamento assegurado do Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, no âmbito do Portugal 2020, que inclui a construção da "Estação Elevatória dos Combatentes", do "Emissário Ciprestes - Bonfim" e a "Desativação da ETAR de Pontes" -, tem um custo global de 2,57 milhões de euros, montante comparticipado em 85 por cento por fundos comunitários.
O vereador do Ambiente da Câmara de Setúbal admite que as obras em causa vão, naturalmente, causar transtorno à circulação de automóveis e de peões, mas garante que a autarquia já tem um plano alternativo para a circulação rodoviária e para minimizar as dificuldades no acesso a estabelecimentos comerciais na zona dos Combatentes.
"A construção da estação elevatória dos Combatentes é uma obra necessária e que tem de ser feita naquele local", justificou Carlos Rabaçal, convicto de que todas estas intervenções estarão concluídas no prazo máximo de um ano.
Para dar conhecimento aos moradores e comerciantes da zona dos Combatentes das obras previstas, a Câmara de Setúbal convocou para quarta-feira, às 19h30, nos Paços do Concelho, um encontro com moradores e comerciantes na zona dos Combatentes, uma vez que as obras vão condicionar a circulação naquela zona da cidade.

Agência de Notícias com Lusa 

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PCP questiona despedimento na Delphi no Seixal

Empresa do concelho do Seixal  acusada de querer impor despedimento coletivo 

Os deputados do PCP questionaram o Governo sobre o despedimento coletivo de 83 trabalhadores da empresa Delphi, no Seixal, alegando que o objetivo é contratar funcionários "precários e com menos direitos". Os comunistas salientam que a empresa pretende "despedir os trabalhadores mais antigos na empresa, com mais direitos, para os substituir por trabalhadores com vínculos precários, com menos direitos e salários mais baixos".  Já em Outubro do ano passado, o Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas, acusou a administração da fábrica da Delphi querer impor aos trabalhadores um novo horário de 12 horas por turno.
PCP acusa Delphi de querer despedir 83 trabalhadores 


"A administração da Delphi, localizada no concelho do Seixal, avançou com um processo de despedimento coletivo de 83 trabalhadores, quando mantém no exercício de funções muitos trabalhadores com vínculos precários, que suprem necessidades permanentes e que deviam ser integrados no quadro da empresa", refere o grupo parlamentar do PCP, em comunicado.
Segundo os deputados comunistas, a Delphi avança para um processo de despedimento coletivo "ao mesmo tempo que procede à contratação de trabalhadores com vínculos precários e com menos direitos".
"Este despedimento coletivo é feito num momento em que ocorre um processo de cisão-fusão entre a Delphi Automotive Systems Portugal, S.A. e a Delphi Powertrain Systems Portugal, Unipessoal, S.A.", frisa.
O PCP salienta que a empresa pretende "despedir os trabalhadores mais antigos na empresa, com mais direitos, para os substituir por trabalhadores com vínculos precários, com menos direitos e salários mais baixos".
Os deputados querem saber se o Governo tem conhecimento do processo de despedimento coletivo, qual o acompanhamento que tem feito da situação e já foi informado do processo.
Questionam ainda sobre eventuais medidas que pensam tomar para assegurar os direitos dos trabalhadores e os postos de trabalho.

Sindicato acusa empresa de impor turnos de 12 horas 
Em Outubro do ano passado, o Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI) acusou a administração da fábrica da Delphi, no Seixal, de querer impor aos trabalhadores um novo horário de 12 horas por turno.
"Trata-se de um horário de 12 horas de trabalho durante quatro dias, seguidos de três dias de descanso, situação que não só aumenta o risco de doenças profissionais como também provoca uma maior instabilidade na vida pessoal e familiar dos trabalhadores", disse à agência Lusa Paula Sobral, do SIESI.
Paula Sobral advertia na altura que a ideia não é nova e que a empresa já tem uma centena de trabalhadores temporários com a obrigação contratual de cumprirem os novos horários.
Além de contestar o novo horário, o sindicato lembrava que a Delphi também se prepara para fazer um "despedimento coletivo de 83 trabalhadores", o que significa que a empresa terá também de prescindir durante algum tempo de todos os trabalhadores temporários, porque "não pode proceder ao despedimento coletivo tendo trabalhadores temporários".
"O que me parece é que estão a querer aproveitar a baixa de produção, que acontece quase sempre nos últimos meses do ano, para despedir os trabalhadores mais antigos, com ordenados superiores e mais direitos", disse Paula Sobral.
"E depois, a partir de Janeiro/Fevereiro, com o previsível aumento de produção, esses trabalhadores despedidos serão substituídos por outros trabalhadores, temporários, com menos direitos e a ganharem apenas o salário mínimo nacional", acrescentou.

Agência de Notícias com Lusa 

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Campanha solidária apoia famílias em Alcochete

173 famílias mais carenciadas do concelho foram ajudadas em Dezembro 

A câmara de Alcochete e os parceiros sociais locais dinamizaram um movimento solidário durante o mês de Dezembro com o objetivo de reforçar a distribuição alimentar junto dos agregados familiares mais carenciados do Concelho. O resultado desta campanha solidária foi apresentado pela vereadora da Ação Social, Fátima Soares, na última reunião de Câmara realizada nos Paços do Concelho. 
Instituições e autarquia juntaram-se em nome da solidariedade 

Sendo Dezembro um mês de época festiva esta ação teve como principal intuito a recolha de géneros alimentares, como o bacalhau e o azeite, que fazem parte dos hábitos alimentares das famílias portugueses durante a quadra natalícia, e de brinquedos para os mais novos.
Para além da câmara municipal, a esta ação associaram-se o Colégio Penas Real, o Grupo Motard de Alcochete e a Riberalves.
Através das suas ações de sensibilização, o Grupo Motard de Alcochete e o Colégio Penas Real conseguiram recolher um total de 204 garrafas de azeite e 35 brinquedos. A câmara de Alcochete e a Riberalves contribuíram conjuntamente com 500 postas de bacalhau.
Depois de recolhidos, os bens foram entregues aos grupos sócio-caritativos de Alcochete e de Samouco e à Cáritas da Atalaia, instituições de primeira linha, que sinalizam e apoiam as 173 famílias do concelho de Alcochete.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete 

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Nova direção do Vitoria de Setúbal cumprimenta autarquia

"A cidade e o concelho precisam de um Vitória forte"

A nova direção do Vitória Futebol Clube apresentou, no dia 12, os cumprimentos de início de mandato diretivo à Câmara Municipal de Setúbal, a qual reiterou a disponibilidade para apoiar o clube no contexto das suas capacidades e possibilidades. Na cerimónia, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, nas felicitações à nova direção do Vitória, presidida por Vítor Hugo Valente, manifestou a necessidade de ter um clube mais resiliente e com êxitos desportivos. O presidente da nova direção do Vitória vincou ainda que quer “que os setubalenses voltem a ter orgulho nas listas verde e brancas, que vão ao Estádio do Bonfim e ao Pavilhão Antoine Velge, e que acompanhem as equipas do Vitória, das várias modalidades, não apenas de futebol, pelo país”.
Câmara e Vitória de Setúbal estreitam parceria 

“A cidade e o concelho precisam de um Vitória forte, seja nos relvados, seja nas modalidades que disponibiliza, seja na sua gestão quotidiana. Precisamos de sucessos à altura da grande cidade europeia que somos e creio que o Vitória é capaz disso”, sublinhou a autarca.
A tarefa da nova direção, sublinhou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, não se avizinha fácil, até porque “tem pela frente a continuação de um percurso de governação de um clube que, convém não o iludirmos, tem vários problemas para resolver”.
A continuidade de um relacionamento franco e aberto, “de disponibilidade permanente para ajudar o clube no exato contexto das capacidades e possibilidades” da autarquia foi igualmente reforçada por Maria das Dores Meira, apoio feito em “absoluto respeito pela autonomia do clube e dos seus órgãos diretivos”.
O novo presidente do Vitória de Setúbal, Vítor Hugo Valente, em funções há praticamente um mês, reforçou a urgência em “resolver os problemas mais imediatos” e também em “dar início a um processo de estabilização e reorganização”, uma vez que “há muita coisa a fazer”.
Vítor Hugo Valente alertou, contudo, que apesar de todas as necessidades, a direção não se vai desviar de uma prioridade. “A necessidade de reforçar a ligação do Vitória Futebol Clube às pessoas, à cidade, ao concelho e à região, porque temos a noção de que um clube desportivo é feito por pessoas e para as pessoas”.
O primeiro problema a resolver, insistiu, é recuperar os associados. “Temos de fazer regressar à família vitoriana aqueles que, em função de motivos e circunstâncias vários, deixaram o clube. Temos de voltar a ter, urgentemente, o Vitória e a cidade unidos em comunhão”.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Sismo de 4,9 abala e alerta Setúbal e o país

Sismo sentido em todo o distrito de Setúbal

Um terramoto de magnitude 4,9 foi registado esta segunda-feira a oito quilómetros de Arraiolos e a 16 quilómetros de profundidade às 11h51. O sismo foi sentido num raio de 280 quilómetros e afetou todo o centro e sul do país, incluindo o distrito de Setúbal. Entretanto, já houve pelo menos mais duas réplicas — uma de magnitude 2,5 e outra de 1,7 na escala de Richter. De acordo com os registos sísmicos, este é o maior terramoto registado em terra em Portugal desde 1998. O Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal apelam a quem sentiu o sismo para contactar o Centro Municipal de Operações de Socorro, através da aplicação Setúbal SOS ou diretamente através do Número Municipal de Emergência, 800 212 216, e transmitir informação relativa ao que sentiu ou aos efeitos visíveis em animais ou objetos.
Portugal tremeu ao fim desta manhã 

Em caso de sismo, recorda a proteção civil, deve ser adotado um conjunto de medidas para minimização de riscos e danos.
Assim, quem estiver em casa ou noutro edifício, não deve utilizar as escadas, nem os elevadores caso se encontre num dos andares superiores. O procedimento recomendável é abrigar-se no vão de uma porta interior, nos cantos das salas ou debaixo de uma mesa ou cama.
Além disso, é aconselhável que as pessoas se mantenham afastadas de janelas e espelhos e que vigiem a possibilidade da queda de candeeiros, móveis ou outros objetos.
Durante um sismo, é importante manter a calma e ficar debaixo de uma mesa ou da cama, dobrando o corpo sobre os joelhos e protegendo a cabeça e o pescoço com os braços e as mãos, para, dessa forma, aguardar até que a terra pare de tremer.
Quem estiver na rua, deve afastar-se de árvores, postes elétricos, muros e edifícios, bem como ter cuidado com os cabos de alta tensão caídos e com os objetos que estejam em contacto com eles.
É importante procurar um local distante dos edifícios como praças, jardins ou avenidas amplas. Quem resida no meio rural, deve dirigir-se a um local descampado.
As pessoas que se encontrem em viagem devem permanecer no carro à espera que a situação acalme, ou seja, até poder deslocar-se para um local longe dos edifícios.
Na praia, perante a possibilidade da ocorrência de um tsunami, as pessoas devem deslocar-se rapidamente para uma zona alta e afastada da costa.
Em edifícios com grande concentração de pessoas, o ideal é permanecer no local até o abalo sísmico parar e depois sair com calma, tendo atenção a paredes, chaminés, fios elétricos, candeeiros e outros objetos que possam cair.
Em caso de dúvida, recomenda-se o contacto com o Centro Municipal de Operações de Socorro, através da aplicação “Setúbal SOS” ou, diretamente, através do Número Municipal de Emergência 800 212 216.

Sismo sem danos 
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou em novo comunicado que o abalo foi sentido “com intensidade máxima IV (escala de Mercalli modificada) na região de Elvas.
“Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais”, lê-se no mesmo comunicado.
O Instituto recorda que a localização do epicentro de um sismo “é um processo físico e matemático complexo que depende do conjunto de dados, dos algoritmos e dos modelos de propagação das ondas sísmicas”, lembrando que “agências diferentes podem produzir resultados ligeiramente diferentes”.
“Do mesmo modo, as determinações preliminares são habitualmente corrigidas posteriormente, pela integração de mais informação”, acrescentou.

Agência de Notícias
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Obras avançam no IC1 entre Alcácer do Sal e Grândola

A Infraestruturas de Portugal já adjudicou as obras no IC1 pelo valor de 4,6 milhões de euros

A empresa Infraestruturas de Portugal  anunciou ter adjudicado a empreitada de requalificação do troço do Itinerário Complementar (IC) 1 entre Alcácer do Sal e Grândola, num investimento de 4,6 milhões de euros. A intervenção, segundo um comunicado da empresa enviado esta quinta-feira à agência Lusa, visa a requalificação de 15,7 quilómetros do IC1, entre Alcácer do Sal, no entroncamento com a estrada municipal 120, e Grândola Norte, no entroncamento com o IC 33, e tem um prazo de execução nove meses. Em Abril do ano passado, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, já tinha anunciado que “as grandes obras” de requalificação do IC1 entre Alcácer do Sal e Grândola, no litoral alentejano, começavam “no início de 2018”. Apontando o início da empreitada para o primeiro trimestre deste ano, o governante fez o anúncio junto ao IC1 após uma cerimónia de apresentação do projeto de requalificação, que estava à data em fase de concurso público internacional.
Obras de requalificação da estrada avançam até Março deste ano 

A empreitada prevê a reabilitação estrutural do pavimento, a renovação, readaptação e complemento da sinalização e dos equipamentos de segurança e a instalação de sistemas semafóricos, a requalificação dos sistemas de drenagem, que inclui a execução de passagens hidráulicas e a limpeza e reparação das valetas e intervenções de integração paisagística.“Como anunciado em Abril do ano passado, a empreitada terá de ter início no primeiro trimestre de 2018”, indicou a Infraestruturas de Portugal no comunicado. No entanto e no âmbito do concurso público, a obra foi adjudicada por um valor inferior ao previsto no ano passado pelo Governo (6,4 milhões de euros), que anunciou agora um investimento de “4,6 milhões de euros”.
O projeto inclui também obras complementares, como a construção do canal técnico rodoviário, a colocação de telas anti-raízes e instalação de sistemas de acalmia de tráfego. No comunicado enviado à Lusa, a Infraestruturas de Portugal recorda que o troço do IC1 entre Alcácer do Sal e Grândola estava integrado na subconcessão do Baixo Alentejo e regressou à jurisdição da empresa em Abril de 2017.
A obra de requalificação do troço do IC1 tem vindo a ser reivindicada pela comissão de utentes e pelos municípios de Alcácer do Sal e de Grândola nos últimos anos, com vários protestos, marchas lentas e encontros com grupos parlamentares e governantes. Ainda esta semana, a comissão de utentes do IC1 divulgou ter solicitado novas audiências ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas e à Infraestruturas de Portugal para saber o ponto de situação do projeto.
Na altura, a Infraestruturas de Portugal avançou com um investimento de 339 mil euros em trabalhos de “reabilitação funcional do pavimento”, com a “execução de fresagens, remoção das deformações originadas pelas raízes e aplicação de camada betuminosa nas zonas intervencionadas”.

Grândola aprova abertura de concurso público para ligação da ZIL ao IC1
A Câmara de Grândola aprovou, em reunião de Câmara, a abertura do procedimento de concurso público para a construção da 2ª fase da Variante Circular José Amaro - que fará a ligação entre a Zona Industrial Ligeira e o IC1.
O presidente da Câmara refere que “é uma obra estruturante e fundamental para o desenvolvimento económico do Concelho, que dotará a Zona Industrial Ligeira de Grândola de excelentes acessos, tornando-a ainda mais atrativa e competitiva”, sublinhou António Figueira Mendes.
Recorde-se que a Câmara Municipal tem vindo a captar novas empresas para a Zona Industrial Ligeira, como foi o caso da empresa francesa de produção de componentes para aviões – LAUAK, que prevê criar mais de 100 postos de trabalho.
A 2ª fase da Variante Circular José Amaro tem como valor base de referência 1,2 milhões de euros.
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Horários impostos vão mesmo avançar em Palmela

Comissão de Trabalhadores volta a reunir-se para a semana com a administração da Autoeuropa 

A Autoeuropa vai mesmo ter novos horários a partir de dia 29 deste mês. O cenário foi admitido na sexta-feira por Fernando Gonçalves, coordenador da Comissão de Trabalhadores da fábrica de Palmela, depois das duas reuniões realizadas na semana passada com a administração. Isto significa que a partir do final deste mês os trabalhadores passam a ter de cumprir uma semana de cinco dias, com apenas uma folga fixa ao domingo e uma outra rotativa a meio da semana. A Comissão de Trabalhadores mantém-se contra esta imposição e recorda que “estes horários deviam ser de adesão voluntária”. No entanto, há muito pouca margem para alterações e as novas reuniões já não vão abordar os horários. Os operários serão unicamente sondados sobre se preferem mudar de turno todas as semanas ou se preferem fazer esta rotação a cada três semanas. O Sindicato afeto à CGTP quer sábados pagos como trabalho extra e mais 250 euros mês por novos horários na fábrica de Palmela.
Novos horários arrancam no final deste mês 

Nas próximas quarta e sexta-feiras os representantes dos trabalhadores voltam a sentar-se com a administração da fábrica e na mesa das negociações estará o caderno reivindicativo onde a CT exige o aumento salarial de 6,5%, num mínimo de 50 euros, e com efeitos retroativos a Setembro de 2017.
Depois destas duas reuniões haverá ainda um plenário que antecederá à greve e que está marcado para a semana de 22 a 26 de Janeiro – a última antes das novas tabelas horárias.
O Sitesul, sindicato afeto à CGTP, quer que a Autoeuropa pague os sábados como trabalho extraordinário e mais 250 euros por mês para os trabalhadores que aderirem ao novo horário de transição.
Estas reivindicações fazem parte de um conjunto de propostas apresentadas na passada terça-feira à administração pelo sindicato mais representativo na Autoeuropa, para ajudar a resolver o conflito laboral sobre os novos horários na fábrica de Palmela.
Segundo um comunicado divulgado esta sexta-feira pelo Sindicato dos Trabalhadores das Industrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul, "a administração tem agora a derradeira oportunidade de se aproximar de uma solução que permita a resolução do conflito".
Entre outras reivindicações, o sindicato defende que a Autoeuropa permita a adesão ao novo horário de transição, que deverá vigorar de finais de Janeiro a Julho deste ano, em regime de voluntariado, e reclama o pagamento do acréscimo de despesas com a guarda dos filhos dos trabalhadores que aderirem a este regime, mediante apresentação do respetivo comprovativo.
Outra reivindicação é o "pagamento dos sábados como trabalho extraordinário, ou seja um acréscimo de 100 por cento em relação ao valor da retribuição diária", mais 250 euros mensais para todos os trabalhadores que aceitem praticar aquele horário de transição, por forma a "compensar a desorganização da vida familiar e pessoal".
O sindicato defende ainda "um aumento salarial mínimo de 50 euros", com efeitos retroativos a Setembro de 2017 ( para todos os trabalhadores) e um aumento para 770 euros do salário aplicável aos trabalhadores recém-admitidos. As pausas laborais devem passar para 15 minutos, (atualmente são de sete minutos) como forma de "prevenir o surgimento de doenças profissionais e contribuir para a melhoria da produtividade".
O documento sindical defende ainda que o "investimentos na fábrica deve continuar, nomeadamente numa nova linha de montagem, por forma a permitir uma melhor organização do tempo de trabalho de segunda a sexta-feira".
Na semana passada, a administração da Autoeuropa reuniu com a Comissão de Trabalhadores, mas nem nenhuma das partes deu conta dos resultados do encontro.
No final de 2017, a administração da Autoeuropa anunciou a intenção de avançar unilateralmente com o novo horário transitório após a rejeição de dois pré-acordos negociados previamente com duas comissões de trabalhadores. Na altura, a empresa anunciou que estava disponível para negociar, mas apenas no que respeita aos novos horários de laboração contínua, que deverão ser aplicados no segundo semestre de 2018.
A administração da fábrica da Volkswagen em Palmela mantém-se fiel à política de só negociar com a Comissão de Trabalhadores, apesar do protagonismo assumido pelos sindicatos nos últimos meses.

Agência de Notícias com Lusa 
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Lavradio protesta contra encerramento dos CTT

"Estamos a ficar carentes de muitos serviços no Barreiro"

Dezenas de pessoas manifestaram-se contra o encerramento dos CTT do Lavradio. Com mais de 80 mil habitantes, o concelho do Barreiro ficará com apenas duas estações de correios. A população do Lavradio reclama que nos últimos anos muitos serviços ali têm encerrado, deixando a localidade dependente de outras. A estação dos CTT mais próxima fica a mais de 3 quilómetros. De acordo com Antonieta Fortunato, da Comissão, a área geográfica do Lavradio tem 10 mil utentes que, com o encerramento dos CTT, vão ter de se deslocar ou ao centro do Barreiro ou à Baixa da Banheira, já no concelho da Moita. O concelho do Barreiro, com cerca de 80 mil habitantes, ficará apenas com duas estações de Correios, uma no centro da cidade e outra na Quinta da Lomba, na freguesia de Santo André, acrescentou.
População revoltada com fecho de CTT no Lavradio 

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro realizou no sábado uma concentração contra o encerramento da estação dos Correios do Lavradio, no Barreiro, uma das 22 que a empresa prevê encerrar em todo o país.
"No Barreiro, em 2013, a estação da Quinta Grande foi encerrada numa das maiores freguesias do concelho, no Alto do Seixalinho. A União de Freguesias de Coina e Palhais não tem estação de Correios, mas um posto na freguesia, sendo o trabalho feito pelos funcionários da Junta", explicou Antonieta Fortunato. Para a Comissão de Utentes, o serviço prestado pelos CTT "deve ser um serviço público, de qualidade e de proximidade às populações".
"O Lavradio, neste momento, não tem um posto de polícia, porque foi encerrado. No ano passado encerrou o balcão da Caixa Geral de Depósitos. Neste momento, a nossa estação de CTT também vai encerrar. Qualquer dia dizem-nos para atravessarmos de barco e irmos a Lisboa pôr as cartas", salientou Antonieta Fortunato.
Os utentes são também contra o funcionamento dos Correios em espaços de Juntas de Freguesia, porque "não podem aceitar que um serviço privado seja feito num espaço de serviço público, até porque os CTT vão despedir pessoas e depois os serviços terão de ser assegurados por funcionários da Junta".
Em Dezembro passado, os CTT divulgaram um Plano de Transformação Operacional, que prevê a redução de cerca de 800 trabalhadores na área das operações em três anos, um corte de 25 por cento na remuneração fixa do presidente do Conselho de Administração e do presidente executivo, além da otimização da implantação de rede de lojas, através da conversão de lojas em postos de correio ou do fecho de lojas com pouca procura.
Já este ano, confirmaram o fecho de 22 lojas no âmbito deste plano de reestruturação, situação que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho.
A privatização dos CTT, que rendeu aos cofres do Estado mais de 900 milhões de euros, foi feita a dois tempos - em 2013 e em 2014 - em operações que renderam, respetivamente, 579 milhões de euros (70 por cento do capital social da empresa a 5,52 euros por ação) e 343 milhões de euros (30 por cento do capital social detido pela Parpública ao preço de 7,25 euros por ação).

Encerramento da Estação dos CTT prejudica a população
Paulo André, vereador da CDU, na reunião de Câmara do Barreieo, numa declaração politica, no ponto antes da ordem do dia, lamentou que se esteja a assistir a uma degradação dos serviços públicos no concelho do Barreiro.
O autarca considerou que o encerramento da estação dos CTT no Lavradio, “prejudica a população” e afirmou  que“não me lembro” de viver situações como estas “tão drásticas” de redução dos serviços de correios no concelho do Barreiro.
Paulo André sublinhou ainda que esta situação de sucessivo encerramento de serviços públicos “é um retrocesso civilizacional”.
Por outro lado, referiu que tomar medidas que servem para “atamancar a situação não é solução para o problema”.
O autarca sublinhou que “após a privatização” dos CTT, tem sido registada “uma degradação do serviço público”.

Agência de Notícias com Lusa 
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Estudante em prisão preventiva no Montijo

Grupo dedicava-se ao trafico de droga nas escolas de Montijo, Alcochete e Pinhal Novo

Um estudante de uma escola do Montijo e outros cinco homens suspeitos de tráfico de droga em estabelecimentos escolares ficaram sujeitos a prisão preventiva depois de ouvidos, esta sexta-feira, no Tribunal do Barreiro. O grupo, que ainda contava com outro homem e duas mulheres, que ficaram sujeitos a apresentações diárias na esquadra da residência, traficava drogas leves junto a escolas do ensino básico e secundário nas localidades de Camarate (Lisboa), Montijo, Alcochete e Pinhal Novo (no distrito de Setúbal) e Vendas Novas (Évora).
Grupo é suspeito de trafico de droga às portas de escolas 

Os suspeitos foram detidos pela GNR numa operação com cerca de 100 operacionais que decorreu na passada quarta-feira. Dando cumprimento a sete mandados de detenção fora de flagrante delito, as autoridades efetuaram oito buscas domiciliárias, escreve o Jornal de Notícias.
A operação, que decorreu na sequência de uma investigação na GNR do Montijo iniciada há cerca de um ano, empenhou diversos destacamentos do Comando Territorial de Setúbal e contou com o apoio do Grupo de Intervenção de Operações Especiais e do Grupo de Intervenção Cinotécnico, ambos da Unidade de Intervenção, e da Policia de Segurança Pública.
Na sequência das buscas efetuadas, foram apreendidas 6654 doses de haxixe, 156 doses de folhas de canábis, 150 sementes de plantas de canábis, uma estufa de cultivo e todo o material que a constitui (aquecedores e extratores), com 16 plantas de canábis em crescimento.
As autoridades apreenderam, ainda, dois automóveis, duas armas de fogo, calibre 6.35mm, uma espingarda de pressão de ar, calibre 5,5mm e 14 munições de calibre 6.35mm, além de 15 telemóveis, diverso material informático e 5700 euros em dinheiro.

Agência de Notícias 
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Hospital Barreiro Montijo com 58 novos médicos internos

Centro Hospitalar recebeu novos médicos no inicio deste ano 

O Centro Hospitalar Barreiro Montijo anunciou esta quinta-feira que recebeu 58 novos médicos internos no início do mês de Janeiro, 44 internos do Ano Comum e 14 internos de Formação Específica. “Os internos do Ano Comum vão, ao longo do ano, passar por várias especialidades, entre as quais a Medicina Interna, a Cirurgia Geral, a Pediatria e a Medicina Geral e Familiar, que são estágios obrigatórios”, refere o Centro Hospitalar em comunicado. 
Novos médicos chegaram ao Barreiro e ao Montijo este mês 

O documento acrescenta que vão passar também pela Psiquiatria, a Pneumologia ou os Cuidados Intensivos, que são estágios opcionais.“O objetivo é integrar os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo da sua formação pré-graduada na prática clínica diária das diversas especialidades”, salienta.
Em relação à formação especifica, os novos internos foram distribuídos por diversas especialidades, como Pediatria, Cardiologia, Patologia Clínica, Oncologia, Pneumologia, Ginecologia/Obstetrícia, Psiquiatria, Cirurgia ou Medicina Interna.
“Recebemos também um na especialidade de Medicina do Trabalho, sendo que esta foi a primeira vez que o Centro Hospitalar Barreiro Montijo recebeu um interno desta especialidade”, explica.
Os novos 14 internos de Formação Específica juntam-se aos 54 que já se encontram em formação no centro hospitalar, em 12 especialidades diferentes.

Agência de Notícias com Lusa
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Moita renova equipamentos informáticos nas escolas

Internet vai chegar a todas as salas de aula do concelho

28 computadores portáteis e 16 conjuntos de telas e retroprojetores estão a ser distribuídos esta semana, pela Câmara da Moita, em várias escolas do concelho: EB Nº7 Baixa da Banheira, EB Nº3 Baixa da Banheira, EB Nº2 Vale da Amoreira, EB Nº1 Alhos Vedros, EB Nº2 Alhos Vedros, EB nº1 Moita, EB Gaio, EB Rosário e EB Sarilhos Pequenos. "A aquisição e instalação deste equipamento resultou num investimento da autarquia de cerca de 50 mil 500 euros", refere a Câmara da Moita à Agência de Notícias. 
Rui Garcia foi às escolas entregar novos computadores 

Durante o ano de 2018, mais escolas do concelho vão contar com novos equipamentos informáticos (computadores, retroprojetores e telas), de modo a permitir novas dinâmicas de ensino e de aprendizagem, quer em contexto de sala de aula, quer noutras dimensões mais diversificadas da vida da Escola, mas que complementam o processo educativo e enriquecem as experiências de alunos e professores.
"Trata-se de um processo iniciado em 2017 que vai abranger faseadamente todas as Escolas do Município, no que respeita ao Pré-escolar e 1º ciclo do Ensino Básico", sublinha a Câmara da Moita.
Tendo em conta uma preocupação crescente no que respeita ao acesso às tecnologias de informação e comunicação nas Escolas Básicas do 1º ciclo e jardins-de-infância, a Câmara da Moita está também a desenvolver um plano de requalificação nos estabelecimentos de ensino que vai permitir o acesso à internet em todos os espaços educativos, inclusive em qualquer sala de aula. 
"Nesse âmbito, a Câmara tem vindo, desde o final de 2016, a instalar e a requalificar as redes wireless nas Escolas. Até ao momento, foram abrangidas 11 escolas e jardins-de-infância, num investimento de cerca de cerca de 25 mil euros e, em 2018, prevê-se abranger mais estabelecimentos de ensino no concelho", conclui a autarquia gerida por Rui Garcia.

Agência de Notícias com Câmara da Moita

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Ciências da educação em congresso em Setúbal

Cidade recebe congresso internacional sobre educação no inicio do Verão 

Setúbal recebe, em Junho, a sexta edição do Congresso Internacional das Ciências da Educação e Desenvolvimento, evento que se realiza pela primeira vez fora de Espanha, com inscrições já abertas para apresentação de comunicações e para o público. O encontro, a 21, 22 e 23 de Junho, no Fórum Municipal Luísa Todi e na Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, centra-se nas Ciências da Educação e na Psicologia do Desenvolvimento, nomeadamente com a abordagem de aspetos teóricos e práticos relacionados com educação familiar, escolar e comunitária, da infância à idade adulta, numa lógica de educação permanente.
Congresso internacional da educação decorre de 21 a 23 de Junho 

O congresso, organizado pelas universidades de Granada, Espanha, e do Minho, com apoio da Câmara Municipal de Setúbal, pretende reunir académicos, profissionais e investigadores em áreas como psicologia, pedagogia, psicopedagogia, educação social, educação de adultos, formação profissional, trabalho social, sociologia e formação de professores, entre outras.
Destina-se, igualmente, a professores, educadores, estudantes, gestores e diretores escolares de todos os níveis do sistema educativo formal e de contextos informais de aprendizagem e educação.
O objetivo é partilhar e debater conhecimentos teóricos e práticos, projetos de investigação e programas de intervenção em torno das diversas áreas temáticas abordadas.
Durante três dias, o programa reparte-se pelo Fórum Municipal Luísa Todi e pela Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal com conferências dinamizadas por especialistas de diversos países, como Portugal, Espanha, Brasil, Estados Unidos da América e Itália, sessões práticas, simpósios, comunicações orais e posters.
Os interessados em apresentar comunicações orais e posters devem enviar um resumo, através da página do congresso, em http://bit.ly/2CvlLDf, até 15 de Abril.
São aprovadas as propostas de trabalho redigidas em espanhol, português e inglês, com extensão máxima de 300 palavras e mínima de 200, que contenham introdução, objetivos, método, resultados e conclusões da comunicação a apresentar.
Em curso estão também as inscrições para os interessados em assistir ao congresso, com diversos preços, consoante sejam feitas até 22 de março ou depois dessa data e tendo em conta se são de estudantes, profissionais ou membros de entidades parceiras e participantes da América Latina e África.
Mais informações podem ser consultadas na página do congresso.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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PSP e GNR em acão no distrito de Setúbal

PSP agredido na Baixa da Banheira e GNR desmantela rede de tráfico de droga no Montijo, Alcochete e Pinhal Novo 

Nove pessoas foram detidas durante uma operação que desmantelou uma rede de tráfico de droga com atuação na área Metropolitana de Lisboa, envolvendo cerca de 100 elementos policiais, anunciou o Comando de Setúbal da GNR. Numa nota, a Guarda Nacional Republicana  realçou que foram detidos sete homens e duas mulheres, com idades entre os 17 e os 40 anos, no culminar de uma investigação que decorria há cerca de um ano. O grupo “atuava em rede, fazendo do tráfico de estupefacientes o seu modo de vida, operando desde o local de aquisição”, na Grande Lisboa, “até à distribuição nas localidades de Camarate, Montijo, Alcochete, Pinhal Novo e Vendas Novas”.
GNR apanhou rede que se dedicava ao trafico de droga 

As autoridades desencadearam uma operação que incluiu oito buscas domiciliárias, oito buscas não domiciliárias e o cumprimento de sete mandados de detenção fora de flagrante delito.
Durante a operação foram apreendidas 6.654 doses de haxixe, 156 doses de folhas de canábis, 150 sementes de plantas de canábis e uma estufa de cultivo com diversos materiais, como aquecedores e extratores, e com 16 plantas em crescimento.
Os militares apreenderam ainda dois automóveis, 15 telemóveis, diverso material informático, 5.700 euros em numerário, duas armas de fogo, uma espingarda de pressão de ar e munições.
Os detidos foram presentes na quinta-feira no Tribunal do Barreiro para primeiro interrogatório judicial.
A operação empenhou diversos destacamentos do Comando Territorial de Setúbal e contou com o apoio do Grupo de Intervenção de Operações Especiais e do Grupo de Intervenção Cinotécnico, ambos da Unidade de Intervenção, e da Polícia de Segurança Pública.

Polícia agredido a murro na Baixa da Banheira 
Um agente da PSP foi agredido com um murro por um homem na Baixa da Banheira, concelho da Moita. O caso ocorreu na noite de sábado e o homem de 39 anos acabou por ser detido no local, anunciou a força policial.
"Após informação de desavenças familiares, uma patrulha da PSP deslocou-se ao local. Ao abrir a porta da residência, um dos intervenientes, de forma inesperada, desferiu um soco na face de um dos agentes", refere a PSP em comunicado.
Segundo as autoridades, o agressor proferiu ameaças e injúrias a todos elementos que estavam no local. "Prontamente manietado, o suspeito reagiu de forma persistente com violência", acrescenta a polícia.
O homem acabou por ser detido e notificado para comparência em tribunal.

Agência de Notícias com Lusa 

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Impasse na fábrica de Palmela, nova reunião marcada

Sindicatos acusam Autoeuropa de querer pagar sábados como trabalho normal


A reunião dos sindicatos com a administração da Autoeuropa terá sido inconclusiva, pelo que ainda não há acordo entre os trabalhadores e os responsáveis pela fábrica de Palmela. O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul disse esta quarta-feira aos jornalistas que o principal motivo é a Autoeuropa não ter intenções de pagar o dia como extraordinário. “O flash que foi distribuído na comunicação interna, assinado pelo diretor de Recursos Humanos da Autoeuropa, vem confirmar aquilo que o sindicato sempre disse: o sábado é pago como um dia normal de trabalho. Agora está clarinho. Não há dúvidas quanto a isto”, explicou Eduardo Florindo. O porta-voz do sindicato frisou ainda que “nunca esteve em causa a necessidade de trabalhar aos sábados na Autoeuropa, mas sim as circunstâncias da sua obrigatoriedade”. A administração da empresa diz que nunca retirou de cima da mesa proposta que prevê pagamento dos sábados como trabalho extraordinário.
Continua o impasse na maior fábrica de automóveis do país 

Sindicatos afectos à CGTP/Intersindical acusaram esta quarta-feira a Autoeuropa, em Palmela, de querer pagar os sábados como trabalho normal, mas a administração da empresa garante que nunca retirou a proposta que prevê o pagamento dos sábados como trabalho extraordinário.
Em conferência de Imprensa realizada esta quarta-feira em Setúbal, os dirigentes sindicais Eduardo Florindo, do SiteSul, Sindicato dos Trabalhadores das Industrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul, e Rogério Silva, da Fiequimetal, Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas, disseram que os trabalhadores recusam a obrigatoriedade do trabalho ao sábado e exigem o pagamento daquele dia como trabalho extraordinário.
“O SiteSul reafirma que nunca esteve em causa, nem está, a necessidade de se trabalhar ao sábado na Autoeuropa, mas sim as circunstâncias da sua obrigatoriedade, acrescendo o facto de a administração não pretender remunerar o trabalho nesse dia em conformidade com os valores praticados actualmente, como trabalho extraordinário”, disse Eduardo Florindo, coordenador do sindicato.
“O `flash´ distribuído [terça-feira] na comunicação interna e assinado pelo director de recursos humanos da Autoeuropa vem confirmar aquilo que o sindicato sempre disse: que o sábado é pago como um dia normal de trabalho. Agora está clarinho, não há dúvidas em relação a isto, quando o que se dizia na Comunicação Social era que o trabalho ao sábado seria pago como trabalho extraordinário. E veio a confirmar-se o que sempre dissemos em relação aos sábados”, acrescentou o coordenador do SiteSul.
As declarações de Eduardo Florindo em conferência de imprensa realizada na sequência das reuniões efectuadas na terça-feira com a administração da empresa, e ontem de manhã com a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, foram corroboradas pelo dirigente da Fiequimetal, Rogério Silva, que diz ter havido a assunção, por parte da empresa, de que os sábados seriam pagos como um dia normal de trabalho.
“Na reunião [de terça-feira] connosco, voltámos a perguntar isso à administração [da Autoeuropa] e foi dito que o sábado será pago como um dia normal. Ponto. Para que fique claro de uma vez por todas: na reivindicação que os trabalhadores apresentam – tendo eles disponibilidade para trabalhar aos sábados -, está implícito nessa disponibilidade o pagamento como trabalho suplementar tal como hoje é praticado na Autoeuropa”, frisou Rogério Silva.

Autoeuropa garante o contrário

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Autoeuropa garantiu que o horário transitório comunicado em Dezembro pela empresa, para vigorar entre finais de Janeiro e Julho deste ano, e que prevê cinco dias de trabalho com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa durante a semana, contempla o pagamento dos sábados como trabalho extraordinário (com um acréscimo de 100 por cento em relação a um dia normal de trabalho).
Além da remuneração dos sábados como trabalho extraordinário e de um aumento salarial não inferior a 50 euros por mês, os sindicatos reclamam ainda que o trabalho ao sábado seja voluntário e não obrigatório, e lembram que os trabalhadores da Autoeuropa, mesmo neste regime de voluntariado, nunca se recusaram a fazer sábados sempre que tal foi necessário.
A administração da Autoeuropa só admite negociar com a Comissão de Trabalhadores, mas, na reunião de terça-feira, os sindicatos afectos à CGTP também apresentaram um conjunto de propostas que, esperam, poderão vir a ser discutidas durante as negociações entre trabalhadores e a administração da fábrica de automóveis de Palmela.
Na conferência de imprensa realizada em Setúbal, os sindicalistas defenderam ainda a criação de uma segunda linha de montagem na Autoeuropa e acusaram alguns comentadores de falarem de uma possível deslocalização da produção da fábrica de Palmela, acrescentando que esse cenário não se coloca neste momento e que já foi afastado pela própria administração do grupo Volkswagen na Alemanha.
Quanto à possibilidade de vir a ser convocada uma nova greve na Autoeuropa, os sindicalistas da CGTP não excluíram essa possibilidade, mas lembraram que está em curso um processo negocial e que qualquer decisão nesse sentido terá de merecer uma nova apreciação em reuniões plenárias de trabalhadores.

Agência de Notícias com Lusa
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Fogaça de Palmela é rainha durante o mês de Janeiro

Festival gastronómico dedicado à fogaça nos restaurantes do concelho 

Palmela recebe nos fins-de-semana de 12 a 14 e de 19 a 21 de Janeiro um festival gastronómico dedicado à Fogaça, doce tradicional da região, que será o elemento principal de vários pratos apresentados em 16 restaurantes. Durante os fins-de-semana gastronómicos, os estabelecimentos aderentes vão apresentar nos seus menus opções (aperitivos, pratos principais ou sobremesas) que incluam a Fogaça, um biscoito aromático feito à base de massa de pão, ovos, laranja, aguardente, canela e erva-doce e cozido no forno. A história da Fogaça, cujas receitas centenárias passam de geração em geração nas famílias palmelenses, está intimamente ligada à vivência das gentes da vila e à devoção a Santo Amaro, que se comemora a 15 de Janeiro.
A Fogaça está em destaque este mês em Palmela 

Nos dias 12, 13, 14, 19, 20 e 21 de Janeiro, esta tradicional Fogaça, que é o ex-libris da doçaria regional, volta a dar o mote para propostas diferentes e recheadas de sabor, não só à sobremesa, mas também como prato principal ou, até, entrada, combinada com outros produtos de qualidade, como o Queijo de Azeitão.
Gelado de fogaça, cheesecake em cama de fogaça ou crumble de fogaça. Já percebeu que os próximos dias em Palmela vai ser muito saborosos e criativos. Ao todo são 16 espaços de Palmela, Quinta do Anjo, Pinhal Novo, Marateca e Poceirão que participam na iniciativa da Câmara Municipal e apresentam sugestões criativas com o bolo. 
Há gelado na 3ª Geração, cheesecake de limão em cama de fogaça, pêra cozida com crocante de fogaça na Pousada de Palmela, um bolo de fogaça na Casa da Pimenta ou uma tarte merengada com fogaça, claro, n’O Telheiro. Mas há muito mais nas ementas dos 16 restaurantes aderentes.
Integrados no programa “Palmela, Experiências com Sabor!”, os Fins de Semana Gastronómicos da Fogaça de Palmela estarão presentes em dezasseis restaurantes do concelho, numa iniciativa da Câmara de Palmela com a Rota de Vinhos da Península de Setúbal/Costa Azul e os estabelecimentos aderentes.
Lembre-se que Palmela é rica em produtos de qualidade que constituem a base da sua gastronomia. Comece com a cremosa Manteiga de Ovelha e o afamado Queijo de Azeitão, produto certificado de renome, ideal para acompanhar o pão caseiro. Delicie-se com o sabor genuíno da típica sopa “Caramela”, das favas à “Palmeloa”, do Coelho com feijão à moda de Palmela, do Cozido do Capado ou da Galinha Acerejada, e termine com uma suculenta Maçã Riscadinha, que encontra apenas durante os meses de Julho e Agosto.
Na doçaria, destacam-se a Fogaça de Palmela, o Santiago, o Palmelense, o Bolinho de Amêndoa, a Pêra cozida em vinho Moscatel, a Tarte de Maçã Riscadinha, o Arroz doce com leite de ovelha, os Suspiros e o Bolo de Família. Tudo "experiências com sabor" para se provar até Dezembro deste ano, em Palmela, Pinhal Novo, Quinta do Anjo, Marateca e Poceirão.
O programa de promoção gastronómica “Palmela – Experiências com Sabor!”, está de regresso em 2018, com as iniciativas que já são incontornáveis na agenda do concelho de Palmela, como os Concursos de Sopa Caramela e de Doçaria de Palmela ou os Fins de Semana Gastronómicos temáticos.
Dedicados a produtos locais de qualidade e a pratos típicos - como o Queijo de Azeitão, a Fogaça de Palmela, a Sopa Caramela, a fruta, o vinho de Palmela, o Moscatel de Setúbal e o Coelho à moda de Palmela – estimulando a sua utilização pelos estabelecimentos de restauração, os Fins de Semana Gastronómicos continuam a dinamizar o tecido económico e a promover o produto turístico Gastronomia e Vinhos.
No calendário 2018, destaque para a inclusão de um Fim de Semana vocacionado para as delícias de Natal, enriquecendo a oferta para uma visita a Palmela na quadra festiva.

A Fogaça e a devoção das gentes de Palmela 
A história da Fogaça, um biscoito aromático, cujas receitas centenárias passam de geração em geração nas famílias palmelenses, está intimamente ligada à vivência das gentes da vila e à devoção a Santo Amaro.
No início do ano, a população confeccionava fogaças com formas diversas, desde os animais domésticos à fruta produzida nos pomares da região, passando por membros e órgãos do corpo humano, com o propósito de pedir saúde e protecção das colheitas e animais.
Estas fogaças eram, depois, cozidas nos fornos comunitários da vila e a 15 de Janeiro, Dia de Santo Amaro, eram levadas à Igreja de S. Pedro para a tradicional Bênção das Fogaças.
Surpreendente em pratos principais ou realçada, na sua doçura, em sobremesas requintadas, a Fogaça de Palmela" mostra-se versátil e é presença incontornável nas mesas do concelho, em particular, nos momentos festivos, acompanhada de um cálice de Moscatel", realça a Câmara de Palmela.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela


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Indorama investe 150 milhões numa fábrica em Sines

Produção arranca no segundo semestre de 2018

A Indorama Ventures, que adquiriu a antiga fábrica da Artlant em Sines, vai investir 150 milhões de euros em tesouraria e na retoma da produção, prevista para o segundo semestre deste ano, anunciou hoje a AICEP Global Parques. Segundo a AICEP, o início dos trabalhos de manutenção devem começar este mês, estando prevista a retoma da produção na unidade fabril para o segundo semestre de 2018. A empresa, que atualmente emprega 105 trabalhadores, prevê aumentar "em 10 por cento a força de trabalho" ainda "durante o primeiro semestre" do ano.
Tailandeses investem milhões em fábrica de Sines 


"Em 2018, a Indorama investirá cerca de 150 milhões de euros entre tesouraria e investimentos para o reinício da fábrica" na Zona Industrial e Logística de Sines, distrito de Setúbal, indicou em comunicado enviado à agência Lusa a AICEP Global Parques, gestora do parque industrial e logístico, onde estão instaladas várias unidades da indústria petroquímica.
Toda a produção é destinada à exportação, sendo 80 por cento para o mercado europeu e Turquia e 20 por cento para as Américas e Médio Oriente.
A compra da Artlant, fábrica da área petroquímica instalada no complexo industrial de Sines, pela empresa tailandesa Indorama Ventures foi concluída no mês de Novembro do ano passado, um negócio que, segundo a imprensa, foi fechado por 28 milhões de euros, ou seja, três milhões acima do preço mínimo definido.
A Artlant, que tinha a Caixa Geral de Depósitos como principal credora, foi declarada insolvente pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa no final do mês de Julho de 2017, dois anos depois de ter entrado em Processo Especial de Revitalização.
A unidade fabril, agora nas mãos da Indorama Ventures, é produtora de ácido tereftálico purificado, a matéria-prima utilizada para a produção de politereftalato de etileno (PET), componente base no fabrico de embalagens de plástico para uso alimentar (como garrafas para bebidas), e tem uma capacidade produtiva de 700 mil toneladas por ano.
A Indorama adquiriu também os ativos da fornecedora Artelia Ambiente, que tem uma capacidade de produção de 40.390 megawatts de eletricidade, vapor, água desmineralizada, tratamento de águas residuais e hidrogénio.
A Indorama Ventures é um dos principais grupos tailandeses e "o maior produtor mundial de PET integrado, com 20 por cento da quota no mercado", segundo indicou a AICEP Global Parques, referindo ainda a presença internacional da empresa, que tem "70 instalações em quatro continentes".
"Esta aquisição aumentará substancialmente a escala e fortalecerá a liderança da Indorama na Europa, que terá um papel importante no aumento das exportações portuguesas através de Sines, a maior plataforma portuária, industrial e logística nacional", destacou ainda a AICEP.
Além da retoma de atividade prevista na antiga unidade fabril da Artlant, no comunicado é ainda anunciada a instalação em Sines da Repnunmar Logística e Trânsitos, uma empresa do setor logístico.
A empresa vai realizar "operações logísticas de receção, parqueamento, reparação e expedição de contentores marítimos" e vai instalar "um estaleiro para apoio às atividades e ao parqueamento das viaturas da Transportadora Ideal do Bairro de Alcântara (empresa do Grupo Silvestre e Silva)" afetas ao porto de Sines e suporte do tráfego.

Agência de Notícias com Lusa

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GNR apreende pinha em Santiago do Cacém e Sines

Autoridades já detiveram 20 pessoas por furto de pinhas no Litoral Alentejano 

As diversas acções de patrulhamento e fiscalização de todas as actividades relacionadas com a colheita de pinha de pinheiro-manso em Santiago do Cacém e Sines resultaram na apreensão de mais de uma tonelada de pinha, entre Dezembro e esta primeira semana do novo ano, anunciou a GNR.
Mais de uma tonelada de pinha aprendida pela GNR 

“Estas acções tiveram como objectivos a fiscalização da documentação relacionada com este tipo de actividade, assim como a prevenção de eventuais furtos. Desta operação obtiveram-se os seguintes resultados: a apreensão de 1 341 quilos de pinha de pinheiro manso; 88 sacos; 19 varas/ganchos para colheita de pinha; e oito escadas”, revelou a GNR de Santiago do Cacém.
Ainda no seguimento desta mesma operação, a GNR elaborou “nove processos crime; 11 processos de contra-ordenação por falta de declaração para colheita de pinha; e 12 autos de apreensão”.
“Como resultado destas acções, até à presente data, já foram detidos seis cidadãos por furto, identificados outros 14, por furto/colheita de pinha, bem como, por outras irregularidades detectadas no âmbito da actividade de colheita de pinha de pinheiro-manso”, adianta a GNR no mesmo comunicado.
As ações de fiscalização contaram ainda com a colaboração da Autoridade para as Condições do Trabalho.

Agência de Notícias com Lusa
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Protesto contra fecho dos CTT de Paio Pires

Centenas de pessoas protestaram esta terça-feira contra o fecho dos correios da Aldeia de Paio Pires

O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, juntou-se esta terça-feira ao protesto de centenas de pessoas contra o encerramento anunciado da estação de correios de Paio Pires, localidade onde residem cerca de 15 mil pessoas. O nosso principal objetivo é que esta loja dos correios não feche e que não se acabe com este serviço público às populações. Esta estação de correios presta um serviço público essencial à população e, ainda por cima, dá lucro, segundo as informações que temos”, disse o autarca da CDU. “Não percebemos as razões pelas quais se encerra esta estação de correios, afastando cerca de 15 mil pessoas que moram aqui na Aldeia de Paio Pires do serviço público postal. E também um conjunto de empresas que se socorrem desta estação dos CTT para poder fazer face às suas necessidades”, acrescentou Joaquim Santos.
Centenas não querem perder posto dos CTT em Paio Pires 

De acordo com o autarca, em vez de proceder ao encerramento daquele posto de correios, a administração dos CTT devia contratar mais pessoal e melhorar as condições de atendimento para acabar com as filas de pessoas que, por vezes, têm de esperar para serem atendidas.
A opinião do autarca do Seixal foi corroborada por Nuno Sias, de 31 anos, que trabalha na farmácia junto ao posto de correios e alertou para o facto de as estações de correios mais próximas - Torre da Marinha e Seixal - ficarem a “quatro ou cinco quilómetros de distância”.
“Este posto de correios da Aldeia de Paio Pires tem um afluxo grande, por vezes há seis, sete, oito pessoas, à espera para serem atendidas. O encerramento deste posto de correios é uma coisa que não se percebe”, disse.
“Claro que eu consigo deslocar-me com mais facilidade do que as pessoas mais idosas, mas também me sinto penalizado”, acrescentou Nuno Sias.
Mais preocupados com o encerramento dos correios de Paio Pires estão os reformados que vivem na aldeia, porque é nos correios que muitos deles recebem a reforma todos os meses e que, por isso, fizeram questão de marcar presença no protesto.
Estou aqui porque isto é uma aldeia com muita gente de idade, que aqui [nos correios] recebe as suas reformas. Este posto de correios faz muita falta à população. Isto é um serviço público. Quando entregaram os CTT [a uma empresa privada], devia ter ficado especificado os fins a que se destinava este posto de correios, porque os correios mais próximos são no Seixal ou na Torre da Marinha”, defendeu.
“Quem não tem meio de transporte próprio tem de ir de táxi e ainda são quatro ou cinco quilómetros. O correio já nos chega atrasado, mas agora, se calhar, vai ser ainda pior”, acrescentou Manuel Silva. As preocupações de Manuel Silva são partilhadas pela septuagenária Maria Joaquina Oliveira, que, apesar das dificuldades de locomoção provocadas pelos seus 75 anos, também participou no protesto contra o encerramento do posto de correios de Paio Pires.
Estou aqui para que não fechem os nossos correios, que fazem muita falta às pessoas de idade. É aqui que recebemos as nossas reformas. Agora não sabemos onde havemos de ir receber as nossas reformas. Não sei como é que vai ser. Temos de lutar para ver se conseguimos que o posto de correios não seja encerrado”, disse.

Autarquia quer reunir com CTT e Governo 
Durante o protesto o presidente da Câmara do Seixal revelou que já tinha solicitado reuniões à administração dos CTT e ao Ministro das Infraestruturas, mas que ainda não obteve resposta.
Os CTT confirmaram no dia 2 de Janeiro o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação, que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho.
A empresa referiu que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas “não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respetivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente”.
Para além do posto de correio da aldeia de Paio Pires, os CTT pretendem também encerrar os balcões da Junqueira (concelho de Lisboa), Avenida (Loulé), Universidade (Aveiro), Termas de São Vicente (Penafiel), Socorro (Lisboa), Riba de Ave (Vila Nova de Famalicão), Paços de Brandão (Santa Maria da Feira), Lavradio (Barreiro), Galiza (Porto), Freamunde (Paços de Ferreira), Filipa de Lencastre (Sintra), Olaias (Lisboa), Camarate (Loures), Calheta (Ponta Delgada), Barrosinhas (Águeda), Asprela (Porto), Areosa (Gondomar), Araucária (Vila Real), Alpiarça, Alferrarede (Abrantes) e Arco da Calheta (Calheta, na Madeira).
Segundo revelou neste dia o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Manuel Machado, a direção dos Municípios Portugueses decidiu pedir à Autoridade Nacional de Comunicações, entidade reguladora em Portugal das comunicações postais, para esclarecer “o que se está a passar e o que pode acontecer” ao serviço prestado pelos CTT.

Agência de Notícias com Lusa 
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