Projeto liga Quebedo ao Faralhão e depende de fundos comunitários e do apoio do Governo
A Câmara Municipal de Setúbal está a analisar a criação de um sistema de metrobus para ligar o Quebedo ao Faralhão, como alternativa ao atual troço ferroviário que atravessa o centro da cidade. A proposta, já apresentada ao Governo, implica a retirada da linha de comboio e do viaduto existente, num processo que poderá demorar até dois anos e que depende de financiamento comunitário e de decisões das Infraestruturas de Portugal.![]() |
| Autarquia estuda possível metrobus na cidade |
A presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, revelou que o projeto prevê um novo eixo de mobilidade que atravesse as Praias do Sado, criando soluções de transporte mais eficientes e integradas para aquela zona do concelho. Em entrevista ao jornal ECO, a autarca explicou que o metrobus está pensado para ser incluído no sistema do passe navegante e representa uma aposta estratégica para Setúbal. “Temos uma estrutura que queríamos implementar e colocar isso também no passe navegante, o metrobus. Está a ser estudado até ao Faralhão”, afirmou.
Supressão da linha ferroviária é condição essencial
De acordo com a presidente da Câmara, a retirada do troço ferroviário urbano é indispensável para que o projeto avance. O processo inclui também a demolição do viaduto atualmente existente, considerado um obstáculo ao desenvolvimento urbano da cidade. “Primeiro temos de tirar aquele troço e o viaduto. Já estamos a fazer estudos, pode demorar um ou dois anos”, explicou.
A decisão final está nas mãos das Infraestruturas de Portugal, entidade responsável pela linha ferroviária, sendo igualmente necessária a garantia de que a supressão não afeta a atividade do porto de Setúbal nem o acesso à freguesia do Sado. Nesse sentido, já decorreram reuniões com o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.
De acordo com a presidente da Câmara, a retirada do troço ferroviário urbano é indispensável para que o projeto avance. O processo inclui também a demolição do viaduto atualmente existente, considerado um obstáculo ao desenvolvimento urbano da cidade. “Primeiro temos de tirar aquele troço e o viaduto. Já estamos a fazer estudos, pode demorar um ou dois anos”, explicou.
A decisão final está nas mãos das Infraestruturas de Portugal, entidade responsável pela linha ferroviária, sendo igualmente necessária a garantia de que a supressão não afeta a atividade do porto de Setúbal nem o acesso à freguesia do Sado. Nesse sentido, já decorreram reuniões com o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.
Impacto urbano e baixa utilização da linha
Maria das Dores Meira defendeu que o atual traçado ferroviário tem um efeito negativo na malha urbana, separando a cidade do rio Sado e prejudicando a qualidade do espaço público. “Aquele troço está a separar a cidade do rio, desfeia e tira qualidade”, referiu.
A autarca sublinhou ainda que a linha tem uma utilização muito reduzida, com apenas três comboios por dia, um de manhã, outro a meio do dia e outro ao fim da tarde, considerando por isso que pode ser facilmente substituída. “Pode muito bem ser substituído pelo metrobus ou por autocarro”, sustentou.
Projeto condicionado à situação financeira
Apesar de reconhecer as limitações financeiras do município, cuja dívida ronda os 98 milhões de euros, a líder do executivo garantiu que o projeto só avançará com apoio externo. Tal como outras intervenções estruturantes previstas para Setúbal, o metrobus está dependente de comparticipação comunitária e do Estado. “Não temos condições para, com capitais próprios, resolver seja o que for”, admitiu.
Maria das Dores Meira defendeu que o atual traçado ferroviário tem um efeito negativo na malha urbana, separando a cidade do rio Sado e prejudicando a qualidade do espaço público. “Aquele troço está a separar a cidade do rio, desfeia e tira qualidade”, referiu.
A autarca sublinhou ainda que a linha tem uma utilização muito reduzida, com apenas três comboios por dia, um de manhã, outro a meio do dia e outro ao fim da tarde, considerando por isso que pode ser facilmente substituída. “Pode muito bem ser substituído pelo metrobus ou por autocarro”, sustentou.
Projeto condicionado à situação financeira
Apesar de reconhecer as limitações financeiras do município, cuja dívida ronda os 98 milhões de euros, a líder do executivo garantiu que o projeto só avançará com apoio externo. Tal como outras intervenções estruturantes previstas para Setúbal, o metrobus está dependente de comparticipação comunitária e do Estado. “Não temos condições para, com capitais próprios, resolver seja o que for”, admitiu.
Visão integrada para a frente ribeirinha
O metrobus faz parte de uma estratégia mais ampla para a zona ribeirinha da cidade, que inclui a remoção de infraestruturas consideradas desqualificantes e a criação de novas ligações urbanas. Segundo Maria das Dores Meira, este plano será desenvolvido por fases e sempre em função do financiamento disponível, com o objetivo de aproximar Setúbal do rio e melhorar a mobilidade urbana.
O metrobus faz parte de uma estratégia mais ampla para a zona ribeirinha da cidade, que inclui a remoção de infraestruturas consideradas desqualificantes e a criação de novas ligações urbanas. Segundo Maria das Dores Meira, este plano será desenvolvido por fases e sempre em função do financiamento disponível, com o objetivo de aproximar Setúbal do rio e melhorar a mobilidade urbana.
Agência de Notícias
Fotografia: Design ADN

Comentários
Enviar um comentário