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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Montijo e Alcochete valorizam trabalho da Cercima

"É  preciso fazer-se muito mais nesta área no Distrito de Setúbal"

Teve lugar, no Cinema Teatro Joaquim d’Almeida,  no Montijo, o seminário comemorativo dos 40 anos da Cercima – Cooperativa de Educação e Reabilitação do Cidadão Inadaptado do Montijo e Alcochete intitulado “Sou feliz e então?”.  Nuno Canta, presidente da Câmara  do Montijo, manifestou “uma profunda admiração pelo trabalho desenvolvido pelos dirigentes, parceiros, professores, pais e alunos da Cooperativa de Educação e Reabilitação do Cidadão Inadaptado nos últimos 40 anos”. “A Cercoma é uma instituição que muito nos toca e honra, que dignifica a nossa cidade e os dois concelhos e que transporta valores muito caros a todos nós, aos montijenses e aos alcochetanos, como a solidariedade, a igualdade e a fraternidade”, disse o autarca. 

40 anos da Cercima comemorado com seminário 

A cerimónia contou, na sessão de abertura, com a presença de Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, do presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, do presidente da Câmara de Alcochete, Luís Miguel Franco, de Natividade Coelho, diretora do Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal, e Julieta Sanchez, presidente da Direção da Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social e Cristina Dias, da Cercima.
Ana Sofia Antunes recordou que “desde Novembro de 2015, conseguimos criar mais de 700 vagas em Centros de Atividade Ocupacionais. Era uma resposta que estava de facto em grande carência e isto implicou um esforço orçamental adicional de cerca de 6 milhões de euros”, acrescentando que já este ano foi realizada “uma atualização no valor dos acordos”.
Num futuro próximo, a secretária de Estado deixou expresso o desejo de concretizar três medidas: a criação da prestação social de pessoas com deficiência, o projeto de criação de centros de apoio à vida independente e um programa de apoio à empregabilidade.
O presidente da Câmara do Montijo manifestou a sua “profunda admiração pelo trabalho desenvolvido pelos emergentes parceiros, professores, pais e alunos da Cercima nos últimos 40 anos.”
Nuno Canta sublinhou que a Câmara do Montijo” tem procurado contribuir para o reforço da coesão, apoiando ações e iniciativas que contribuem para alargar as respostas sociais na plena igualdade de direitos da pessoa humana”. Nesse sentido, disse o presidente “associámo-nos à Cercima na cedência do espaço para a construção de um lar, uma residência autónoma. Um grande desafio que a cooperativa tem pela frente”.

Vivemos numa sociedade “que é potenciadora da exclusão social”
Luís Miguel Franco destacou, na sua intervenção, os fenómenos de exclusão social. “É-se excluído porque se pertence a um lugar que tem uma conotação social menos adequada, por causa da cor da pele, por ser mulher ou imigrante ou refugiado”, disse o autarca de Alcochete, lembrando que vivemos numa sociedade “que é potenciadora da exclusão social”.
Luís Miguel Franco mostrou-se, no entanto, esperançado numa transformação da sociedade e falou da “utopia” como algo alcançável, dando como exemplo o percurso de Nelson Mandela e as suas palavras: “o progresso está ao nosso alcance e recai sobre nós o ónus de atingir as estrelas, com esforço, com muito trabalho e muita integridade”, concluiu o presidente da Câmara de Alcochete.
O seminário prolongou-se ao longo do dia com painéis e palestrantes de diversas áreas que debateram temas relacionados com a inclusão de pessoas com deficiência.
A existência de uma secretaria de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência foi um aspeto valorizado pela diretora do Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal, Natividade Coelho, que defendeu que no distrito de Setúbal “é preciso fazer-se muito mais” nesta área.
“A Cercima é um bom exemplo desta expressão solidária que associamos ao crescimento das nossas Cercis e sinto um profundo e sentido orgulho por fazer parte deste grande projeto nacional”, referiu Julieta Sanches, presidente da direção da Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social, que felicitou “todos quantos contribuíram para que possamos festejar os 40 anos de uma organização que tanto e tão bem tem feito pelas pessoas com deficiência neste território”.
A presidente da direção da Cercima, Cristina Dias, recordou o nascimento da cooperativa em 1976 e falou do futuro. “Queremos sem dúvida continuar a manter este nosso caminho, afirmando cada vez mais, de forma distinta, pela qualidade dos nossos serviços e respostas, prosseguindo a nossa missão, sempre trabalhando com uma comunidade, mais inclusiva e mais tolerante”, afirmou a responsável.

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