Executivo municipal aponta prioridades e adia Carnaval para 2027
A Câmara Municipal do Montijo decidiu não avançar com a realização do Carnaval em 2026, invocando razões de planeamento, responsabilidade financeira e defesa do interesse público. A decisão foi anunciada na reunião do executivo pelo vice-presidente da autarquia, Ilídio Massacote, responsável pelo pelouro da Cultura. O novo executivo recordou que no ano passado, o evento representou um encargo de cerca de 191 mil euros para os cofres municipais.![]() |
| Câmara Municipal decide não realizar o Carnaval este ano |
Logo no início da intervenção, Ilídio Massacote deixou claro que o principal fator para esta decisão prende-se com a impossibilidade de garantir um evento à altura das expectativas. Segundo o vice-presidente, “não existe tempo útil para preparar o Carnaval com a qualidade, dignidade e dimensão que um evento desta natureza exige e que o Montijo merece”.
O responsável alertou que uma organização feita de forma apressada colocaria em causa vários pilares fundamentais do evento, nomeadamente a segurança, a qualidade artística e o impacto junto da comunidade. “Uma realização apressada comprometeria a organização, a segurança, a qualidade artística e o impacto junto da comunidade”, afirmou, acrescentando que esse cenário “não se coaduna com os padrões de exigência que este executivo assume”, assume o autarca em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias.
Prioridades do concelho e gestão rigorosa dos recursos
A decisão surge também no contexto de uma opção política clara pela gestão rigorosa dos recursos públicos. Ilídio Massacote destacou que o Município do Montijo enfrenta atualmente problemas estruturais prioritários, sobretudo nas áreas da educação, da higiene urbana, da manutenção das estradas e de outros serviços essenciais à qualidade de vida dos munícipes.
Perante este cenário, o vice-presidente defendeu que “os recursos financeiros disponíveis devem ser aplicados de forma responsável e orientados para responder a essas necessidades concretas”, sublinhando que o investimento em eventos deve ser sempre ponderado face às reais prioridades do concelho.
A decisão surge também no contexto de uma opção política clara pela gestão rigorosa dos recursos públicos. Ilídio Massacote destacou que o Município do Montijo enfrenta atualmente problemas estruturais prioritários, sobretudo nas áreas da educação, da higiene urbana, da manutenção das estradas e de outros serviços essenciais à qualidade de vida dos munícipes.
Perante este cenário, o vice-presidente defendeu que “os recursos financeiros disponíveis devem ser aplicados de forma responsável e orientados para responder a essas necessidades concretas”, sublinhando que o investimento em eventos deve ser sempre ponderado face às reais prioridades do concelho.
O exemplo do Carnaval anterior
No decorrer da explicação, Ilídio Massacote recordou a edição anterior do Carnaval, que representou um encargo de cerca de 191 mil euros para os cofres municipais. Na sua avaliação, esse investimento evidenciou “uma falta de planeamento gritante”.
O vice-presidente referiu que a queda de chuva impediu a saída dos carros alegóricos, uma situação que colocou em risco figurantes e público. “Quando o mais normal, em Fevereiro, é chover em Portugal e no Montijo”, frisou. Acrescentou ainda que o corso não foi reposto nos fins de semana seguintes, deixando os carros ao ar livre, expostos às intempéries. Para Ilídio Massacote, o resultado foi claro: “os 191 mil euros dos impostos dos montijenses foram deitados fora, sem razão”, sublinha.
No decorrer da explicação, Ilídio Massacote recordou a edição anterior do Carnaval, que representou um encargo de cerca de 191 mil euros para os cofres municipais. Na sua avaliação, esse investimento evidenciou “uma falta de planeamento gritante”.
O vice-presidente referiu que a queda de chuva impediu a saída dos carros alegóricos, uma situação que colocou em risco figurantes e público. “Quando o mais normal, em Fevereiro, é chover em Portugal e no Montijo”, frisou. Acrescentou ainda que o corso não foi reposto nos fins de semana seguintes, deixando os carros ao ar livre, expostos às intempéries. Para Ilídio Massacote, o resultado foi claro: “os 191 mil euros dos impostos dos montijenses foram deitados fora, sem razão”, sublinha.
Compromisso com a cultura e olhar no futuro
Apesar da decisão, o vice-presidente fez questão de afastar qualquer ideia de afastamento da cultura ou das tradições populares locais. “Esta decisão não representa um afastamento da cultura nem das tradições populares do Montijo”, garantiu.
Ilídio Massacote reforçou o compromisso do executivo em trabalhar de forma planeada, participada e responsável, com vista à realização de um Carnaval em 2027. O objetivo, segundo explicou, passa por organizar um evento que honre verdadeiramente o concelho, com qualidade, sustentabilidade financeira, envolvimento das coletividades e orgulho para todos os montijenses.
Em jeito de conclusão, o responsável sublinhou que esta é “uma decisão política assente na priorização, no rigor financeiro e numa visão de médio prazo”, colocando as necessidades fundamentais do concelho no presente, sem abdicar da ambição cultural para o futuro.
A autarquia esclareceu ainda que a decisão já tinha sido comunicada às associações parceiras de anteriores edições do Carnaval e de outras festividades, em reunião, sendo agora apresentada oficialmente em reunião de Câmara, perante o executivo municipal.
Apesar da decisão, o vice-presidente fez questão de afastar qualquer ideia de afastamento da cultura ou das tradições populares locais. “Esta decisão não representa um afastamento da cultura nem das tradições populares do Montijo”, garantiu.
Ilídio Massacote reforçou o compromisso do executivo em trabalhar de forma planeada, participada e responsável, com vista à realização de um Carnaval em 2027. O objetivo, segundo explicou, passa por organizar um evento que honre verdadeiramente o concelho, com qualidade, sustentabilidade financeira, envolvimento das coletividades e orgulho para todos os montijenses.
Em jeito de conclusão, o responsável sublinhou que esta é “uma decisão política assente na priorização, no rigor financeiro e numa visão de médio prazo”, colocando as necessidades fundamentais do concelho no presente, sem abdicar da ambição cultural para o futuro.
A autarquia esclareceu ainda que a decisão já tinha sido comunicada às associações parceiras de anteriores edições do Carnaval e de outras festividades, em reunião, sendo agora apresentada oficialmente em reunião de Câmara, perante o executivo municipal.
Agência de Notícias
Fotografia: Paulo Jorge Oliveira/ADN

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