Ligações fluviais no Tejo "ameaçam" fazer greve

Trabalhadores da Transtejo exigem pagamento dos prémios em atraso

Os trabalhadores da Transtejo, empresa responsável pelas ligações fluviais no rio Tejo, exigem o pagamento do prémio de assiduidade referente aos anos de 2010 e 2011, que se encontra em atraso. O representante da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações adianta que “querem reunir de urgência com a empresa para analisar esta situação” e “vão fazer um comunicado para a população a dar conta da situação actual da Transtejo”. O líder sindical informa que os trabalhadores vão dar um “prazo razoável” para que a empresa corrija a situação, acrescentando que caso a Transtejo “não o faça os trabalhadores vão avançar para greves”. O sindicalista explica que “a empresa tem cerca de 250 trabalhadores”, mas “apenas pagou aos 51 que estavam na ação judicial” e “defendem que devem pagar a todos”. A Transtejo é responsável pelas ligações fluviais no Tejo entre o Montijo, Seixal, Cacilhas, Porto Brandão e Trafaria e a capital portuguesa.  
Trabalhadores exigem pagamento de prémio de assiduidade

"Os trabalhadores exigem o pagamento do prémio de assiduidade que foi retirado, num processo relacionado com as greves em 2010 e 2011. O tribunal decidiu que a empresa devia pagar, mas apenas o fizeram aos 51 trabalhadores que estavam na ação judicial", disse à Lusa Frederico Pereira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).
O sindicalista referiu que a empresa foi condenada pelo tribunal a pagar o prémio de assiduidade, numa primeira instância, e depois também no recurso, explicando que a administração informou em reunião com os representantes dos trabalhadores que o iria fazer.
"A empresa tem cerca de 250 trabalhadores mas apenas pagaram aos 51 da ação e defendemos que devem pagar a todos. Queremos reunir de urgência com a empresa para analisar esta situação e vamos fazer um comunicado para a população a dar conta da situação atual da Transtejo", acrescentou o responsável da Fectrans.
Frederico Pereira disse ainda que os trabalhadores vão dar um "prazo razoável" para que a empresa corrija a situação, explicando que caso a Transtejo não o faça os trabalhadores vão avançar para greves.
"Vamos esperar algumas semanas para responderem, caso contrário os trabalhadores já mandataram os sindicatos para avançarem para formas de luta, que no caso serão greves", concluiu o sindicalista.
A Lusa contactou a administração da Transtejo, que recusa-se a comentar as decisões dos trabalhadores.

Agência de Notícias


Comentários