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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Dinamarqueses com interesse em investir no Barreiro

Embaixador da Dinamarca viu condições do Barreiro para receber terminal 

Michael Suhr, Embaixador da Dinamarca, visitou na semana passada, o Barreiro onde sublinhou que o projecto previsto de construção do Terminal de Contentores do Barreiro é benéfico “para o Barreiro, para Lisboa e Portugal”. O diplomata explicou aos jornalistas que “estamos numa fase de análise” e depois dos estudos de carácter ambiental, aguarda que seja lançado o Concurso de Concessão. “Será do nosso agrado e da Dinamarca que este projecto se concretize no Barreiro. Espero voltar ao Barreiro com a obra desenvolver-se sendo um grupo dinamarquês o seu promotor”, referiu. Michael Suhr não tem dúvidas, “acredito que este investimento é irreversível no Barreiro”. O presidente da Câmara do Barreiro que "nunca há certezas absolutas", Carlos Humberto admitiu, ainda assim que há uma ampla negociação com os dinamarqueses. Porém, recordou que são ainda necessários alguns meses, nomeadamente para o estudo do impacte ambiental.  "O projecto do Barreiro é um projecto que encaramos com muito entusiasmo", vincou o autarca, acrescentando que "a ideia é transformar toda aquela área não só num porto mas também numa área logística e industrial".
Embaixador dinamarquês esteve no Barreiro e mostrou-se optimista 

A abrangência e ambição do projeto de construção do novo Terminal de Contentores de Lisboa, no Barreiro, e o empenho em recebê-lo foram dois aspetos relevados pelo Embaixador da Dinamarca na visita ao Concelho, a 11 de Fevereiro. Michael Suhr esteve acompanhado por representantes da Maersk [uma das empresas candidatas à gestão da nova infraestrutura] o que denota, conforme enfatizou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, o interesse que esta infraestrutura tem gerado no grupo dinamarquês e noutras empresas internacionais ligadas à atividade portuária e navegação.
O diplomata mostrou-se impressionado com o facto do projecto ser “pensado em larga escala”.  “O que faz sentido", disse. O mais importante, além dos estudos a efetuar, acrescentou, é "garantir o financiamento público adequado a nível nacional e europeu".
Sobre o projecto e o que viu 'in loco'' no terreno, o Embaixador dinamarquês referiu que "o que mais me surpreendeu é a magnitude do projecto, a sua integração num plano mais amplo a nível logístico", admitiu, em conversa com os jornalistas.
Mas questionado sobre o tipo de interesse do Grupo Maersk, foi mais evasivo, recordando que "é importante esperar pelo estudo de impacte ambiental, cumprindo a legislação europeia". Só depois, "se o projecto e as condições nos parecerem atrativos [ao Grupo Maersk] e se ganharmos o concurso, ficarei muito orgulhoso enquanto embaixador da Dinamarca em Portugal".
"Espero que este seja um projeto entre Portugal e a Dinamarca", admitiu Michael Suhr, deixando porém um ditado muito popular na língua inglesa: "Devil is in the detail". Que é como quem diz, o "Diabo está nos detalhes"...
Para Carlos Humberto, “o facto de termos um projeto que começa a ficar claro na sua dimensão integral, estruturada, que é portuário mas também é industrial e tecnológico, de renovação, reabilitação, regeneração urbana e, por outro lado, da existência de um consenso, muito alargado, e uma interligação muito grande entre vários parceiros que integram este projecto".  Estes são, para o presidente da Câmara do Barreiro, também, bons indicadores. A vinda do terminal para o Barreiro conta já com o apoio da Administração do Porto de Lisboa, Estradas de Portugal, REFER – Rede Ferroviária Nacional, Instituto da Mobilidade e dos Transportes, Câmara de Lisboa, Ordem dos Arquitectos e Baía do Tejo. 

Visão de cidade
A visita da semana passada “revela que as entidades dinamarquesas estão atentas àquilo que se pode passar no Porto de Lisboa e na expansão da atividade para o Barreiro; se, até agora, estava no campo das intenções, o facto Embaixador se ter feito acompanhar por representantes do universo da Maersk dá substância a esse interesse”, afirmou o vereador com o pelouro do Planeamento.
Rui Lopo recordou, ainda, palavras e reações de Michael Suhr, “quando percebe, nas diferentes exposições que lhe foram feitas, que o projecto está longe de ser, apenas, um Terminal de Contentores num sítio chamado o Barreiro, que há um projecto de cidade, há um projecto de visão portuária para a cidade e para a Área Metropolitana de Lisboa”. Essa visão, sublinhou o vereador, citando o diplomata, “pode ser muito importante não só para o Barreiro, mas para a região e para o país”.
No mesmo sentido, Rui Lopo lembrou a Assinatura do Acordo de Parceira entre as câmaras do Barreiro e de Lisboa com a Administração do Porto de Lisboa assinado a semana passada. Não foi, disse, ”numa lógica casuística”. “Há, aqui, um elo comum, que é o Estuário do Tejo, com um potencial económico imenso, para o qual a cidade de Lisboa está perfeitamente disponível para contribuir, o que denota uma visão de conjunto”, refere Rui Lopo. 
A comitiva esteve nos Paços do Concelho e nas instalações da Baía do Tejo – onde visitou o local onde se crê será construído o Terminal.

Maersk mostra interesse em investir no Barreiro 
Dinamarqueses mostram interesse em investir no futuro terminal 
Rui Cruz, representante da Maersk em Portugal, acompanhou esta quarta-feira uma visita do embaixador da Dinamarca e de um dos responsáveis da Maersk para a Europa ao local onde deverá vir a ser construído o novo terminal de contentores do Barreiro. Além do grupo dinamarquês, vários outros potenciais interessados no novo terminal de contentores já fizeram visitas ao Barreiro.
Entre as mais valias que têm sido apontadas à localização do novo porto no concelho, o autarca adiantou o facto de se tratar de uma zona do Tejo resguardada, ou seja, com acessibilidade garantida todo o ano.
Os quase 300 hectares da zona adjacente também têm sido valorizados pelos potenciais investidores, tendo em conta as actividades complementares à actividade portuária que possibilitam, nomeadamente a localização de empresas.
Também a capacidade de mão-de-obra, as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias quase construídas e o consenso que o projecto tem tido são factores realçados pelos potenciais investidores na infra-estrutura que vai exigir um investimento da ordem dos 600 milhões de euros.
Neste momento está a ser preparada a candidatura a fundos do programa "Connecting Europe Facility" para a realização de estudos e projectos, a qual tem de ser entregue até 28 de Fevereiro. A verba em questão será da ordem dos cinco a 10 milhões de euros, destinada à elaboração e aprofundamento de estudos como o de impacto ambiental, programa preliminar, impactos económicos que o porto terá, navegabilidade do rio ou acessibilidades.

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